dezembro 30, 2007

AUGUSTO CUVILAS: Apaga-se a chama de um criador

O DESAPARECIMENTO do bailarino, coreógrafo e professor Augusto Cuvilas constitui uma perda irreparável para o mundo da dança de Moçambique e de Moçambique e de outros pontos do continente e do mundo que tiveram a oportunidade de apreciar e partilhar os seus trabalhos.

Augusto Cuvilas foi morto a tiro na madrugada de sábado por membros da PRM na sua residência no bairro do Triunfo, numa situação tida como de excesso de zelo por parte dos agentes que tinham sido chamados àquele local para acudir o cidadão que acabou sendo a vítima.

O director da Companhia Nacional de Canto e Dança (CNCD), David Abílio, disse que Augusto Cuvilas não era uma promessa, mas certeza numa arte em que Moçambique sempre se destacou no panorama cultural nacional.

A quantidade – e qualidade - de trabalhos que Augusto Cuvilas deixa na Companhia Nacional de Canto e Dança, no país e no mundo como legado faz dele um dos maiores coreógrafos do continente africano.

Por outro lado, o prémio que arrecadou como bailarino de África e do Oceano Índico é revelador da importância que Augusto Cuvilas tinha para o mundo do canto e da dança.

Na Companhia Nacional de Canto e Dança, Cuvilas não só foi coreógrafo e bailarino, mas também, sobretudo, professor. “Isso significa que o nível técnico ostentado hoje pela nossa Companhia é devido à sua persistência. Augusto Cuvilas trabalhou para elevar o nível dos seus colegas, isto desde os primeiros momentos em que ainda era estudante em Cuba. Ele veio nos dizer que para além do que estava a estudar havia descoberto uma outra componente em si que era a da criação. E quando veio de férias criou a sua primeira grande obra de sucesso, ao mesmo que se ofereceu para trabalhar na Companhia como professor e coreógrafo”, apontou.

De acordo com David Abílio, quando a CNCD completou 15 anos, Augusto Cuvilas ganhou uma bolsa para ir fazer a licenciatura em dança, tendo sido essa sua bagagem que se aplicou na comemoração dos anos da CNCD. “Augusto Cuvilas orientou trabalhos para os 20 anos e sob sua direcção outra vez continuamos a caminhar com sucesso”.

Ganhou ainda bolsa de estudo para fazer o mestrado em dança, tendo depois regressado à Companhia como director artístico, cargo que ocupou até recentemente.

“Para nós parecia que estava a prever o fim dele. Quando no ano passado criou a obra ‘El Tango dela muerte’ (O Tango da Morte) que ele próprio interpretou e no mês passado criou a obra ‘Ponto e Final’. Isso perturba-nos bastante e é mais ainda doloroso porque foi uma morte muito violenta”, disse o director da CNCD.

No nosso país, David Abílio, a dança ainda não é tida como uma expressão artística elevada, como o são a literatura, a música e as artes plásticas, mas “é importante ressalvar que Augusto Cuvilas era a figura mais consagrada fora do país porque é um dos poucos mestrados em África e dos coreógrafos mais inteligentes. É por isso que os franceses tinham feito uma grande aposta nele, pois viram que ele tinha uma visão ampla das coisas e que estava a elevar a dança para o estatuto mais alto no nosso país e no continente africano. É lamentável”.

Para o artístico plástico, professor de arte e curador do Museu Nacional de Arte Jorge Dias, a morte de Augusto Cuvilas constitui uma perda para o mundo da criação, particularmente para o das artes cénicas. Augusto Mateus Cuvilas era um coreógrafo ímpar e inigualável, daí que a sua morte vai criar um vazio muito grande a nível das artes moçambicanas.

“Augusto Cuvilas era um daqueles coreógrafo que ultrapassava os limites da dança. O seu trabalho permite que todos os artistas visuais se alimentem nas suas coreografias. São coreografias transversais a nível dos suportes, linguagens e conceitos”, disse Jorge Dias.

O curador do Museu Nacional de Arte diz que vê nas coreografias de Augusto Cuvilas material denso e que permite a sociedade moçambicana continuar a alimentar-se na componente do canto e da dança, bem como para além dos limites da dança.

“Os últimos trabalhos de Cuvilas são mais subjectivos e bastante interventivos, a nível social, cultural e político”, sublinhou Dias.

De acordo com a directora nacional adjunta da Cultura, Cândida Mata, a morte de Augusto Cuvilas constitui um revês bastante grande a nível nacional e africano, pois este é um jovem que há muito havia ultrapassado as fronteiras de Moçambique.

Augusto Cuvilas é um jovem que iniciou na nossa Escola Nacional de Dança, onde bebeu de tudo o que havia. Posteriormente ganhou uma bolsa para ir estudar em Cuba, “porque vimos que havia nele muito ainda por explorar. Agora só estávamos à espera que ele continuasse a nos oferecer aquilo que aprendeu, algo que até estava a fazer muito bem”.

Cândida Mata referiu-se ao facto de Cuvilas ter trabalhado para lá de Moçambique. Ele trabalhou também para o continente africano e para o mundo. Era um modelo para nós e um símbolo da dança tradicional e contemporânea à escala continental.

“E numa situação em que ainda não temos ainda muitos artistas formados perdermos uma figura como o Augusto Cuvilas é bastante doloroso. Cortaram-nos os braços e as pernas. A família africana a nível da cultura, particularmente da dança, está de luto. Acho que temos que pensar numa forma de homenagear o Cuvilas, fazendo uma coreografia à si dedicada. Penso também que a Companhia Nacional de Canto e Dança também fará isso como uma forma de o recordar e perpetuar o seu nome”, disse Cândida Mata.

Foto: Arquivo Jornal Noticias

Texto de: FRANCISCO MANJATE

Só o que aconteceu - Morte brutal de Augusto Cuvilas

MORREU de forma violenta Augusto Cuvilas, bailarino, coreógrafo e professor da Companhia Nacional de Canto e Dança. Caro leitor, tire o chapéu, pare de mascar “chiclete” e apague o cigarro. Leia com atenção as palavras que se seguem, pertencem ao malogrado: “Tragédia de um povo, tragédia essa que ninguém ousa comentar. Será que estamos diante de cegos? Creio que não, talvez pudéssemos falar de fanatismo. Quem sabe? Nós definimos a verdade. Estamos numa guerra chamada ambição, onde temos que atingir inocentes para… para… não sei para quê, e será que tu sabes? Estou seguro que tu sabes, porque tu estás seguro que eu sei, mas estamos doentes, feridos, corrompidos, convencidos, sem palavra? Talvez sem comentários. Um mundo hipócrita! Onde os hipócritas sobrevivem”? (fim de citação). Escreveu em 2001 para o catálogo de apresentação da obra “De Costas Viradas à Verdade”, da sua autoria, exibido em Lisboa no âmbito do ciclo de “Nova Dança Africana - Projecto Danças na Cidade.”

A última vez que o vi foi há cinco dias. Ele estava daqueles seus óculos ovais escuros; trazia uma camisete preta justa, um fato de treino igualmente preto, a sua inseparável mochila à tiracolo e umas sandálias castanhas. Ele vinha a conduzir e ”dançava” à procura de um espaço para estacionar o seu elegante “4X4” preto ali na faixa central da Avenida 25 de Setembro, defronte do Café Continental e Cinema Scala em Maputo. Por alguns instantes fiquei a “assisti-lo” naquela “performance” de tentar “enfiar-se” entre outras viaturas ali estacionadas. Não foi uma “coreografia” fácil. Dir-se-ia foi uma “dança-drama” conseguida após aturados “movimentos”, e lá ele se encaixou..

Abriu a porta e, antes de pousar o pé direito no chão, deu para ver as sandálias quase cansadas que gostava de calçar. De seguida retirou do banco traseiro a sua mochila que a pendurou nas costas. O tráfico era intenso e condicionado (os homens de reparação da estrada na “25 de Setembro” trabalhavam a todo o gás) num dia, cujo sol era tal, como diz o outro, de “assar os passarinhos nas árvores”.

Por uns instantes Cuvilas ficou ali “empeado” junto do seu “4X4” preto, à espera de saltar a estrada para o outro lado do passeio do Cinema Scala. Foi então que vi com interesse aquela imagem cujo fundo era um cenário belíssimo: um “rastaman” de corpo esguio usando uns chinelinhos e mochila às costas junto de um carão preto, da cor do luto. Aquilo era um instantâneo lindíssimo.

E como eu dizia, não aguentei com aquela imagem de contraste e, num rápido reflexo, puxei da minha máquina fotográfica e quando ia a disparar, eis que acende uma luz vermelha intermitente, com a mensagem “substitua as pilhas”. Ou seja, a bateria estava descarregada. E eu respondi (à máquina), “lixa-te! Logo agora que preciso desta foto, pá?! Caramba”.

Perdi aquele instantâneo. E afinal, jamais voltaria a obter aquela foto de Augusto Cuvilas, um homem que me impressionava aquele seu ar de eterna simplicidade. Ele nunca transporta nos ombros a vaidade de ser uma vedeta, respeitada dentro e no estrangeiro. O malogrado nunca se colocara em posição de “inacessível”, não obstante o seu grau de formação, licenciou-se numa das maiores universidades parisienses. Tinha ar de um tipo fino e muito educado. Afinal ele era fruto de muitas influências, ganhas através de múltiplos contactos com culturas e raças do mundo inteiro. Entretanto, há um aspecto a ter em conta, é que o facto de ele ser uma pessoas simples, não significava que era de lugar-comum. Cuvilas era cortês e homem de bem. Um apaixonado pelas artes cénicas.

Era igualmente um homem de poucas falas (tímido) mas de palavras sábias, que caíam dos seus lábios dentro de uma voz mista (meio rouca e meio feminina). Percebi isso na última entrevista que ele concedeu ao “Notícias” e que tive a honra e privilégio de conversar com ele ali no Centro Cultural Franco-Moçambicano no decorrer do II Festival Internacional de Dança Contemporânea, onde foi exibida a obra da sua autoria “Ndzudzi”, evento que reuniu cerca de 40 companhias de dança de várias partes do mundo.

A informação sobre a morte de Augusto Cuvilas chegou até mim via SMS. Não dei fé, “mandei passear”. Até porque estava fresco do mediático boato sobre a morte de “Anibalzinho” propalado também via SMS-celular. Mas, infelizmente, a confirmação nua e crua deixou-me derrubado. Era um facto.

Embora sejam escassas as informações sobre a sua morte, conta-se que tudo terá acontecido na noite de sexta-feira. O malogrado sentiu um clima suspeito, de gente a cercar a sua residência para o assaltar. Cuvilas tratou imediatamente de pedir socorro à Policia. Por outro lado, encetou vários contactos nesse sentido, a pessoas próximas da sua relação. Entretanto, a chamada que caiu na Policia teve a seca resposta de alegada falta de transporte para lá se deslocar (precisamente quando “assistimos” há dias na “TV” um reforço de viaturas disponibilizadas pelo empresário Ned Satar, da Autocar, para usar nesta quadra festiva). Nisso, uma das pessoas próximas de Cuvilas, igualmente contactada pelo malogrado, acabaria por providenciar uma viatura que a Polícia usaria para chegar à residência de Augusto Cuvilas, que não via a hora de ser socorrido já que se encontrava flanqueado.

Até aqui, tudo decorria sem grandes problemas.

Com efeito, foi ao chegar no local onde a vítima, Augusto Cuvilas, acompanhado pelo seu irmão mais velho e o guarda nocturno aguardavam ansiosamente pelo socorro da Polícia, que de repente ouve-se um tiroteio. Patrão e empregados indefesos caíram de bruços. Cuvilas tombava ali para nunca mais voltar a erguer-se. O seu corpo, que era um instrumento de trabalho, por excelência, jazia sem qualquer “movimento”.

Calava-se assim na flor da juventude, com apenas 36 anos, uma das maiores referências das artes cénicas do país e da região.

Consumado o tiroteio, verificou-se que afinal se tratara de um erro. Aqueles ali estatelados afinal não eram os supostos assaltantes, mas sim eram as vítimas que procuravam socorro... Tinham sido simplesmente confundidos! Incrível!

Enquanto o guarda era levado para cuidados intensivos à Sala de Reanimação, Augusto Cuvilas era transportado inerte para a morgue do Hospital Central de Maputo...

Mais palavras? Para quê?

Paz à sua alma.

Texto de Albino Moises extraído do Jornal Noticias
moisesalbino@yahoo.com.br

dezembro 19, 2007

MAJESCORAL E O CONCERTO DE NATAL



As informações indicam que o concerto é um presente de natal (gesto carinhoso) para aos fãs, amigos, simpatizantes do Majescoral.

Sempre com algo diferente, desta vez o Majescoral apresenta um concerto que junta o clássico, o contemporâneo e o tradicional. Estão convidados para animar o concerto de natal o grupo de crianças com vozes angelicais ( os nossos anjos); a coreógrafa da Companhia Nacional de Canto e Dança Maria Helena Pinto, o trovador e encenador Alvim Cossa e do pianista americano Geoffrey

Dia: 21 de Dezembro de 2007
Hora: 19h
Local: Cine- África

GLÓRIA A ARÃO LITSURI

NUNCA será redundante falar dos lingotes de ouro. Ou evocar os degraus da escada que nos levará para os arredores do céu. Ou ao céu. Moisés, ao receber a ordem de ir ao Egipto – pela voz de Deus – libertar os filhos de Israel, contrapôs ao Criador do Céu e da Terra dizendo: porquê tenho que ser eu a ir ao Egipto libertar os filhos de Israel? E Deus trovejou: porquê não tens que ser tu a ir ao Egipto libertar os meus filhos?
E Moisés retorquiu: mas eu sou gago. E Deus retornou: quem te deu a gaguez fui eu. Ademais, quem falará – através de ti – quando chegares ao reduto de Faraó, será teu irmão Arão. Agora vá.

Moisés foi – em obediência a Deus - com a sua gaguez e Arão, seu irmão, falou através dele, até ao rebentamento dos ferrolhos e das grades e das grilhetas. Ou seja, Arão Litsuri recebeu a missão importante - ou pelo menos a missão - de libertar os corações com a música. E tem-no feito desde que Deus lhe apôs a voz e a destra nas mãos para tocar a guitarra. Até hoje. Que sua mãe canta através deste que celebrizou Malangavi ya Ndzilo.

Ele convocou para a última quinta-feira no cine-Teatro África, o seu saber e, juntando-se a uma banda de cristais, celebrou o lançamento de duas obras da intelectualidade: nomeadamente o disco “Arão Litsuri: Dez Anos Depois” e o livro “Há Negros na Bíblia?” .

Foi uma cerimónia inédita, que teve também a missão de nos fazer recuar musicalmente para os anos 70/80 quando, ainda jovem, Arão juntava-se a outros da sua geração, como Filipe Comé, Hortêncio Langa, João Cabaço, Abel Chemane, Adérito Gomate e muitas outras figuras daquele tempo. Que se mantêm até hoje.

Texto completo de ALEXANDRE CHAÚQUE ( Jornal Noticias ) veja aqui

dezembro 06, 2007

Com o apoio do Instituto Camões em Maputo e da associação MUVART, Maputo acolhe de 10 a 20 de Dezembro de 2007, um workshop do programa de formação ÁfricaDOC.

ÁfricaDOC é um projecto de formação para cineastas e produtores independentes dos países africanos de línguas portuguesa e francesa e é desenvolvido numa parceria entre Luís Correia (LX Filmes/Portugal), Noémie Mendelle (Scottish Documentary Institute/Escócia), Jean-Marie Barbe (Ardèche Images/França), Maty Gueye (Dakar Images/Senegal).

Para o encontro de Maputo foram seleccionados 10 jovens com projectos de documentário.

A formação irá corresponder o nível básico, técnico e teórico e como prova de assimilação dos conteúdos será produzido e realizado um exercício prático, que consiste em filmagem e montagem de uma curta metragem colectiva com a duração de cerca de 5 minutos.

Todos os trabalhos de imagem, som e montagem são executados pelos participantes, se bem que acompanhados pelos formadores.

Após a realização, discussão e avaliação deste exercício filmado, o trabalho da formação é dedicado ao desenvolvimento dos projectos propostos por cada um dos participantes.

No fim do workshop, serão seleccionados os 3 participantes que irão apresentar os seus projectos no Fórum de co-produção a realizar na ilha de Gorée, em Dakar, no mês de Maio de 2008, onde estarão presentes mais de 30 jovens cineastas oriundos dos países lusófonos e francófonos assim como mais de 20 representantes de televisões e instituições, africanas e internacionais.

O workshop de Maputo é leccionado por Luís Correia (produtor da LX Filmes / Portugal), e por Noémie Mendelle (professora da escola de filme e televisão da Universidade de Edimburgo e directora do Scottish Documentary Institute / Escócia)

O programa ÁfricaDOC para os países lusófonos tem o apoio financeiro do Instituto do Cinema e Audiovisual de Portugal e da Fundação Gulbenkian.

novembro 29, 2007

LETRAS E DESENHOS ENCARCERADOS: A RECLUSÃO LIBERTADORA NA ARTE DE JOSÉ CRAVEIRINHA E MALANGATANA VALENTE*

A visão de Ricardo Riso em relação a produção artística de José Craveirinha, com o livro Cela 1, e a série Desenhos de prisão, de Malangatana Valente.

*Comunicação apresentada no III Encontro de Professores de Literaturas Africanas, realizado na Universidade Federal do Rio de Janeiro, no dia 22/11/2007.

Comunicação completa aqui

Navegador Solidario entrevista bloguistas dos PALOP

Mãos de Moçambique responde questões do Navegador Solidário.
Click aqui e veja

novembro 27, 2007

KARINGANA WA KARINGANA…

Karingana Wa Karingana. Sempre foi assim, esse é o marco da nossa tradição da oralidade… assim se contavam as estórias à volta da fogueira.

Karingana Wa Karingana. Assim foi como Mingas terminou o espectáculo de consagração dos seus 30 anos de carreira que, infelizmente, deram para apenas em um CD ela apelar “Vuka Africa” (acorda África!).

Pois então… Karingana Wa Karingana (Era uma vez), uma carreira de 30 anos contada, alias cantada, briosamente, numa só noite, num espaço de quase três horas… Num espectáculo de canto e dança maravilhosamente produzido (pelo mano, cada vez mais mestre, Jimmy Dludlu) e interpretado (pela orquestra moçambicano-sul-africana que acompanhou Mingas – deixo para o Ouri Pota os pormenores técnicos de quem esteve num e noutro instrumento), Mingas resumiu o brilho de uma carreira que ainda vai dar muito…porque ela é a voz feminina de top da música moçambicana… o que já a relega perigosamente para o universo das Divas.

Era uma vez, um espectáculo cinco estrelas, aliás, para deliciar os cinco sentidos:

- A visão (a cor, luz e “confettis” que decoraram o palco, as vestes afro “made in projecto Maciene da FDC” que serviram de traje aos artistas em palco e, porque não, o espectáculo em si que Mingas e as bailarinas da CNCD na arte de dançar)

- A audição (os sons oferecidos pelos instrumentistas e pelos coristas, Naldo, Sheila Jesuíta e Xizimba, a passagem de uma para outra música e a mudança de ritmos e compassos sem quebras…exemplarmente dirigidas pelo “toque de Midas” de Jimmy…para deleite de bons ouvidos, ouvidos adultos)

- O tacto (quem não pode tocar Mingas e sua banda, tocou-se mexendo-se e remexendo-se na dança, cá nas bancadas…porque a noite foi de boa marrabenta, que alguns entraram mesmo em transe…outros julgaram que estavam a levitar…outros atingiram o Nirvana!)

- A fala (pelo canto, belo canto…de Mingas e acompanhada em coro por quase toda assistência, até mesmo por aqueles que de chope, changane e ou ronga pouco entendem)

- O paladar (quem não saboreou os matori-tori oferecidos pela produção lá mesmo para o fim, saiu do “Franco” sem poder dizer com toda a propriedade que “É uma Delícia!”)

Era uma vez, um espectacular… espectáculo que começou a calar-nos “de profundis”, em “valsa lenta” com o jubilado “A Wasati Va Lomu” e depois percorreu todos os temas “hit” de e/ou interpretados por Domingas Salatiel Jamisse ao longo de 30 anos de música, quais “N’weti” (pra marrabentar), e as baladas “Mamana” e “Alirandzo”, “Uta Ti Sola”, “Vuka Africa”…e depois teve aquele momento fenomenal de duas vozes sonantes, contrastantes mas não dissonantes em Duo…com Dua, essa voz “bluesy” sem igual no panorama musical moçambicana com o enternecedor “Ainda És Meu Irmão”!

E, como em todas as estórias da tradição oral moçambicana, a noite de sagração dos 30 anos da carreira musical de Mingas terminou apoteoticamente com “Karingana Wa Karingana, ho-ho-ho karingana/xikongolotwana, hum ka mamane/”… num baile marrabentado que mereceu o pedido de “bis” do público, a que Mingas e a sua banda viraram-se proibidos de dizer não. E dissemos que o espectáculo terminou como começam os contos da nossa tradição, ou como começa a tradição dos nossos contos. Sim, terminou como se começa (Karingana Wa Karingana) precisamente porque cremos que aquela noite marcou o recomeço da carreira de Mingas, que muito tem a dar aos moçambicanos e a África musicalmente.

Aliás, Mingas deve-nos a todos um álbum em que reuna N’weti, A Vasati Va Lomu, Alirandzo, Karingana Wa Karingana e outros temas velhos e novos que queremos ter nas nossas discotecas de casa, de família, porque Mingas tem muita mensagem para essa família Africana que somos…

Karingana Wa Karingana…era uma vez um espectáculo espectacularmente produzido, dirigido e interpretado para o qual não há palavras o suficiente para caracterizá-lo, senão o refúgio em uma palavra para qualificar a nossa incompetência em narrá-lo de tão deslumbrados: inefável! Kanimambo, Mingas!

P.S:
Jojó (teclados), Bokani (piano), Jorge César, Simão Nhancule e Rolando (Percussão, Stélio (bateria), Dodó (guitarra),Carlos Gove (viola baixo), Ivan Mazuze e Neil (Saxofone), Xizimba, Sheila Jesuíta e Naldo (coros).

Texto: Milton Machel (do blog Estado da Media)

Fotos: Ouri Pota

novembro 22, 2007

MINGAS.... 30 ANOS DE CARREIRA

Existem várias formas de dizer obrigado a quem nos ajuda. Mingas prefere dizer obrigado cantando, dai que agendo o primeiro obrigado para hoje 23 de Novembro de 2007, as 20:30h, um concerto Musical no Centro Cultural Franco Moçambicano.

O presente concerto que faz parte de um conjunto de três apresentações agendadas O Franco Moçambicano-23/11, Coconuts 30/11, e bairro do Zimpeto 15 de Dezembro, é um brinde aos seus fãs, amigos e parceiros que directa ou indirectamente deram um apoio simbólico para que Mingas pudesse progredir na sua carreira e ser considerada cantora e compositora de todos os Moçambicano”.

Para a noite de 23 de Novembro no CCFM, a cantora será acompanhada pel sua banda habitual (Nondje) que ao lado de instrumentistas moçambicanos a residirem em Cape Town farão a festa dos 30 anos de carreira de Elisa Jamisse (Mingas).

A iniciativa coordenada pela SONARTE, visa enaltecer o papel da cantora, que durante muitos anos soube partilhar os momentos bons e dificies que posteriormente deram contributo para a sua afirmação na música e no mundo das artes.

Natural de Maputo, tem disponível no mercado nacional o seu primeiro CD a solo, Vuka Africa , com 13 temas, dentre os quais contém também registos de temas a quando a sua integração no Grupo RM, Orquestra Marrabenta Star de Moçambique e Amoya.

Digressões escalando Portugal, Cabo Verde, Brasil, França, Inglaterra, Alemanha, Holanda, Noruega, Dinamarca e Suécia, cantando ao lado de nomes como Miriam Makeba, Harry Belafonte, Hugh Massekela, Paul Simon, Manu Dibangu Gilberto Gil e Hermeto Pascoal, mostra a maturidade que a cantora possui, dai que merece também ouvir o seu obrigado num deste concertos (CCFM, Coconuts e bairro do Zimpeto).

Leia aqui a entrevista com Mingas feita por Gil Filipe do jornal Noticias

novembro 19, 2007

Futuro da música africana nas mãos de Chico António

CHICO António é um alquimista da música moçambicana. Escreveu isso um jornalista francês que viu o nosso compatriota actuar – há cerca de um mês - na terra de Charles de Gaulle. Não resistiu em dizer que o futuro da música africana está também nas mãos do nosso compatriota.


Veja o artigo completo aqui


Fonte:
Texto: Alexandre Chaúque, Jornal Noticias
Foto: http://www.arambare.ptibook.com/index.php?page=galerie&serie=05-03/03-03&photo=0003-0710281030422

novembro 18, 2007

PREFIRO ME CALAR PARA NÃO ABALAR MINHA FÉ

afirma Amin Nordine, poeta moçambicano, Prémio Municipal da Cidade de Maputo

Amin Nordine (camiseta branca) e João Paulo Quehá

Tira-me uma foto rapaz, um dia vais precisar dessa foto...wene pá... tira-me ao lado do meu amigo, o grande artista Joãooooo Pauloooo Quehaaaaá...eu não sou nada, mas Quehá é uma estrela. Assim falou Amin Nurdine no encerramento do festival de arte revivendo mestre Chissano ( 20/10/2007) no Museu Galeria Chissano na Matola.

Amin Nordine tinha razão, hoje ilustro esta conversa connversa entre o Poeta e Alexandre Chauque, jornalista do jornal Noticias.

Entrevista completa click aqui

Fonte:
Texto: Alexandre
Chaúque, Jornal Noticias
Foto: Ouri Pota

novembro 12, 2007

MÚSICA PARA MEUS AMIGOS

Música para meus amigos é assim que o jovem Seth Suaze optou por intitular o seu concerto agendado para dia 16 de Novembro no Café Bar Gil Vicente às 23 horas.

Seth Suaze de guitarra e chapéu

Música para meus amigos é também um motivo para fazer “mais amigos”, alias Seth Suaze já os têm por natureza. Como prova podemos citar as várias participações em convívios realizados na capital...Seth sempre que e convidado a subir ao palco não hesita, mesmo que com a banda não tenha ensaiado...com a sua humildade conquista mas amigos (fãs).

Nesses convívios, muitas vezes ouvi a plateia a gritar acompanhando com palmas o seu nome Seth,Seth,Seth....quem assistiu o concerto de ALFA pode comigo testemunhar, pois naquela noite Seth Suaze dedilhou e interpretou um clássico de Fanny Mpfumo...e noutra intitulada Clave do Sol, apareceu e alimentou os nossos ouvidos com um tema de Dólar Brand,.alias, ele próprio disse vou interpretar um tema de Dollar Brand a minha maneira...foi lindo ouvir o tema Mannenberg, no dedilhar do Seth Suaze....Sera que a participação como convidado ou voluntário em vários eventos terá sido um termômetro para medir o seu publico? Creio que a resposta esta no evento do dia 16 de Novembro de 2007, as 23 horas no Café Bar Gil Vicente.

PROGRAMA DO CONCERTO

1 Parte (Acústica)

Seth Suaze –Guitarra Acústica e Voz

Jaffet –Voz

Naldo – Voz

* Composições próprias

* Interpretação de algumas composições de músicos moçambicanos como Arão Litsuri, Hortêncio Langa, Stewart Sukuma, Fanny Mpfumo ...

2 Parte (Com Banda )

Seth Suaze –Guitarra Acústica (solo) Viola baixo (Solo)

Nenê – Viola baixo

Gibra – bateria

Morte - teclado

Jaffet –Voz

Naldo – Voz

* Composições próprias

* Interpretação e execução de composições de músicos nacionais e estrangeiros ( Dollar Brand, Deve Koz, Miriam Makeba, Arão Litsuri.....)

novembro 11, 2007

A NOSSA LUTA (cap.1)

A Cidade onde vivo chama-se Maputo. No dia 10 de Novembro comemoramos os 120 anos desta cidade. Musica, feira de livros, gastronomia mascaram as festividades...

Porque não podia sair de casa, achei que devia fazer qualquer coisa, uma vista de olhos a pequena estante de livros,...lembrei que havia adquirido numa das bibliotecas ambulantes a obra A NOSSA LUTA, escrita por Samora Moisés Machel.

Recordei-me também que naquele local onde decorria a festa do dia da cidade, muitas vezes quando membro da Organização de Continuadores de Moçambique, na companhia de colegas de escola ficamos para ouvir e gritar bem alto, a Luta Continua durante os comícios de Samora Moises Machel, onde as escolas primarias estavam sempre presente acompanhado pelos seus professores.

Desta obra, vamos partilhar apenas o resumo de cada “capitulo”.

Cap. 1

PRODUZIR E APRENDER

APRENDER PARA PRODUZIR

E LUTAR MELHOR

  • Na nossa zona, o trabalho é um acto de libertação, porque o resultado do trabalho beneficia os trabalhadores, serve os interesses dos trabalhadores, isto é, serve para libertar, o homem da fome, da miséria, serve para fazer progredir a luta. Porque na nossa zona abolimos a exploração do homem, porque a produção é propriedade do povo, ela serve o povo. Na nossa zona, porque o nosso combate é para libertar os trabalhadores explorados, é com orgulho que nos vemos as nossas mãos com calos, é com alegria que nos enterramos os nossos pés na terra. O trabalho na nossa zona ajuda-nos a desenvolver a consciência da nossa origem, ajuda-nos a sentirmo-nos orgulhosos da nossa classe, ajuda-nos a liquidar os complexos, que os colonialistas queria impor-nos.
  • Ha companheiros que desprezam o estudo, porque ignoram o seu valor. O estudo e como uma lanterna a noite, mostra-nos o caminho. Trabalhar sem estudar, ‘e andar as escuras, pode-se avançar, e certo, mas grandes são os riscos de tropeçarmos, de nos enganarmo-nos no caminho.
  • Nos costumamos dizer que apreendemos a guerra na guerra, o que quer dizer, na realidade, que e fazendo a revolução que apreendemos a melhor fazer a revolução, lutando que aprendemos a lutar melhor, e produzindo que aprendemos a melhor produzir. Podemos estudar muito, ler muito, mas para que servirão essas toneladas de conhecimento se não levarmos as massas, se não produzimos? Se alguém guarda sementes de milho na gaveta, será que vai colher maçaroca?
  • Quando eu nianja estou a cultivar lado a lado com o ngoni, estou a suar com ele, com ele a arrancar vida à terra, eu estou a apreender com ele, estou a apreciar o seu suor, estou-me a sentir unido a ele.Quando eu do norte, aprendi com um camarada do sul a fazer horta, e irrigar os tomates vermelhos e carnudos, quando eu do centro aprendi com o camarada do norte a fazer crescer a mandioca que desconhecia, estive-me a unir com esses camaradas, estive a viver, materialmente, a unidade da nossa Pátria, a unidade da nossa classe de trabalhadores.Estive a destruir com ele os preconceitos tribais, religiosos, lingüísticos, tudo o que era secundário e nos dividia.Com a planta que cresceu, com suor e inteligência que ambos misturamos à terra, cresceu a unidade.
(A Nossa Luta, Samora Moisés Machel, Imprensa Nacional, 1975, Maputo, pags 23,24)

novembro 09, 2007

Longe de casa, Deodato Siquir não esquece a terra natal, o exemplo é este, o seu primeiro CD, BALANÇO, chegou a Moçambique, ou melhor, os seus amigos já o têm...e eu como curioso "roubei" por uns dias das MÃOS MOÇAMBICANAS da jornalista Rosa Langa, antes do seu lançamento oficial, na Dinamarca a 8 de Novembro de 2007.

Estou a "curtir" as faixas, depois escrevo algo, mas também podem escutar alguns temas deste jovem Moçambicano, radicado da Dinamarca. Click aqui boa audição...

novembro 08, 2007

NO DIA DA CIDADE DE MAPUTO...BABALAZE NAS RUAS

Ao cair da noite, depois de um dia intenso de trabalho, o descanso é o prémio...Entre as pequenas colunas lá de casa, os putos (irmãos e sobrinhos) aumentam o volume do receptor... no sonho ou não ficam alguns rimas que hoje os consigo acompanhar no refrão...muitas das vezes cantam para me alegrar, por vezes para saber do meu estado de humor...

...Azagaia faz parte dessa colecção dos "putos" la de casa, que para alguns se tornou no Hino do repouso...Eis aqui, a letra do jovem AZAGAIA...

I

E se eu te dissesse
Que Samora foi assassinado
Por gente do governo que até hoje finge que procura o culpado
E que foi tudo planeado
Pra que parecesse um acidente e o caso fosse logo abafado

E se eu te dissesse
Que o Anibalzinho é mais um pau mandado
Que não fugiu da Machava mas foi libertado
Pelo mesmo sistema judicial que o tem condenado
E o mais provavel é que ele agora seja eliminado

E se eu te dissesse
Que Siba-Siba,
Coitado foi uma vitma
Da corja homicida
Que matou Cardoso na avenida

Não Anibal e a sua equipa
Condenados pelos media
Mas a mesma que deixou
Pedro Langa sem vida

E se eu te dissesse
Que Moçambique não é tão pobre como parece
Que são falsas estatísticas
E há alguém que enriquece
Com dinheiros do FMI,OMS e UNICEF
Depois faz o povo crer
Que a economia é que não cresce

E se eu te dissesse
Que a oposição
Neste país não tem esperança
Porque o povo foi ensinado a ter medo da mudança

Mas e se eu te dissesse
Que a oposição e o governo não se diferem
Comem todos no mesmo prato
E tudo esta como eles querem

E se eu te dissesse
Que a barragem Cahora Bassa não é nossa
É dum punhado de gente que ainda vai encher a bolsa

E se eu te dissesse
que há jornais
Que fabricam informação
Pra venderem mais papel e ganharem promoção

E que são os mesmos que nos vendem
Aquela imagem de caos
Que transformam simples ovelhas em lobos maus

E se eu te dissesse
Que há canais de televisão comprometidos
Com o governo e só abordam os assuntos permitidos
Que esses telejornais já foram todos vendidos
Vocês só vêm o que eles querem
E eles querem os vossos sorrisos

E se eu te dissesse
Que o Sida em Moçambique é um negocio
ONGs olham pra o governo como um sócio

Refrão:
Porque nem tudo que eles dizem é verdade--é verdade
Porque nem tudo que eles não dizem não é verdade--é verdade (2x)
Eles fazem te pensar que tu sabes-- mas não sabes
Cuidado com as mentiras da verdade--é verdade

II

Se eu te dissesse
Que a historia que tu estudas tem mentiras
Que o teu cérebro é lavado em cada boa nota que tiras

Que a revolução não foi feita só com canções e vivas
Houve traição, tortura e versões escondidas

E se eu te dissesse
Que antigos combatentes vivem de memórias
Deram a vida pela pátria e o governo só lhes conta historias

Quantos nos dias de hoje dariam metade que eles deram?
Em nome de Moçambique, nem os que vocês elegeram

E se eu te dissesse
Que o deixa andar não deixou de existir
Veja os corruptos a brincar de tentarem se impedir

Comissões de anti-corrupção criadas por corruptos
A subornarem-se entre eles pra multiplicar os lucros

E se eu te dissesse
Que as vagas anunciadas já tem donos
Fazemos bichas nas estradas mas nem sequer supomos

Que metade das entradas pertencem a esquemas de subornos
Universidades estão compradas mas que raio de merda somos?

E se eu te dissesse
Que o teu diploma de engenheiro não é pra hoje
Enquanto saem 100 economista, engenheiros saem 2

Lares universitários abarrotados de gente
Vai ver as pautas a vermelho e os docentes indiferentes

E se eu te dissesse
Que neste país os estrangeiros é que mandam
Tem o emprego e o salário que querem ainda mandam

Meia dúzia de nacionais pra rua
É o neocolonialismo da maneira mais crua

E se eu te dissesse
Que a cor da tua pele conta muito
Quanto mais clara, mais portas que se abrem é absurdo

Os critérios de selecção pra emprego
Vais pra empresas tipo bancos e não encontras nem um negro

E se eu te dissesse
Que a policia da republica é uma comédia
São magrinhos, sem postura e se vendem por uma moeda

Agora matam-se entre eles traição na corporação
Afinal de contas quem é o policia, quem é ladrão?

E se eu te dissesse
Que há bancos que financiam partidos
E meia volta aparecem com os cofres falidos...

Refrão (ate ao fim)


Fotos tiradas do

http://cotonetemoz.blogspot.com/

links

http://oficinadesociologia.blogspot.com/2007/11/azagaia-2-biografia-e-entrevista.html

http://ivstreet.com/index.php?option=com_content&task=view&id=149&Itemid=41

http://www.youtube.com/watch?v=BPf2FD-ydAw

www.youtube.com/watch?v=b9IwDjrUNTE

http://cotonetemoz.blogspot.com/

novembro 04, 2007

Este é o Grupo Milorho que estará no Centro Cultural Franco Moçambicano as 19:30 horas do dia 5 de Novembro de 2007.

Ate o dia em que a cidade de Maputo comemora os 120 Anos, cerca de 40 companhias internacionais, representando nove países de África, Europa e outras partes do mundo justificam a realização da 2 edição do festival internacional de dança contemporânea, “Plataforma Dança Maputo 2007.

Debates, fóruns, atelieres de dança e vídeo conquistam a atenção de profissionais de diferentes áreas, nomeadamente: directores de companhias, artistas, coreógrafos, bailarinos e amantes das artes no geral.

A organização do evento que esta a movimentar centenas de participantes cabe ao Centro Cultural Fraco Moçambicano, Casa de Cultura do Alto Mãe, da Associação Cultural Casa Velha, Centro Cultural Franco-Moçambicano, o Teatro Avenida e a Companhia Nacional de Canto e Dança..

Veja o programa da Plataforma aqui.

novembro 03, 2007


Brevemente trago pequenas notas sobre actuacoes do Chico Antonio m Franca. Pela imagem, o sorriso algo do bom aconteceu...

MOCAMBIQUE PRESENTE NA 4ª BIENAL DE GRAVURA NO BRASIL

A convite da Casa do Olhar, o artista plástico Victor Sousa representa Moçambique na 4ª Bienal de Gravura de Santo André, no Brasil. Dos vários programas, Victor Sousa representa Moçambique na mostra didática e na produção de artistas de gravura da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, CPLP.

Victor Sousa no seu Atelier
(
Fotografia: Fucho)

Victor Sousa é uma das referências quando se fala e Arte em Moçambique. Ele foi o primeiro professor Moçambicano de Arte na história da Escola Nacional de Artes Visuais, ENAV.

Victor Sala, actual director da ENAV descreve Victor Sousa como o homem que conquistou por mérito próprio, o seu espaço artístico, pintor que se notabilizou pela utilização e harmonização de cores, texturas e formas que marcaram a época histórica do pais e da sua vida...Sempre que cita Victor Sousa, não se esquece de referenciar que este artista foi o primeiro professor moçambicano a leccionar na área especifica, as disciplinas de cerâmica e gravura e as suas participações em actividades extra-curriculares, apoiando a realização de workshops e exposições organizadas dentro e fora da ENAV e o seu empenho trabalhando como professor voluntário.

Devido ao seu talento e empenho, o sociólogo moçambicano Filimone Meigos apresentou um texto comentado, do qual apresentamos um extracto "....o que Sousa nos vai traçando em continnum, e uma trajectória dum artista que procura trocar estabilidades misturando-as com a emoção...”

E eu,o que posso dizer deste Homem?Apenas, Moçambique esta bem representado.

Força Victor Sousa.

Rios dos Bons Sinais lançado no Brazil

Rio dos Bons Sinais e a nova proposta do escritor moçambicano Nelson Saúte. A presente colectânea de contos é publicada pela editora Língua Geral, que no ano passado colocou no mercado o livro do mesmo autor O Homem Que Não Podia Olhar Para Trás.

Rio dos Bons Sinais reúne dez contos inéditos e inclui textos de apresentação do cineasta brasileiro Ruy Guerra e do escritor moçambicano Mia Couto.

Para alem do lancamento da obra, Nelson Saúte falará para os alunos de cursos de graduação e pós-graduação em Letras Vernáculas e fará uma última apresentação da obra “Rio dos Bons Sinais”, agendada para o dia 7 de Novembro, na Livraria Travessa, em Ipanema.

A resenha da obra Rios dos bons Sinais aqui

outubro 16, 2007



Lire en Fête é um simples exercício escolar para alguns, uma necessidade vital ou uma distracção pessoal para outros.

Destinado aos que querem folhear livros, percorrer páginas, descobrir obras, consultar volumes e escutar leituras. Durante dois dias a biblioteca do CCFM celebra Lire en Fête 2007 na oralidade, na escrita e dançando.

Veja o programa aqui

outubro 09, 2007

DEZ DIAS, 100 HORAS, REVIVENDO CHISSANO

Como forma de reviver a vida e obra do Escultor Moçambicano, Alberto Chissano (1934- 1994), membros da Associação Cultural Xibalakatsarte promovem um Festival de Arte a ter lugar na Galeria Chissano na Matola do 10 à 20 de Outubro de 2007.

A Escultura , Pintura e Timbila foram as formas de expressão que os organizadores escolheram para durante os 10 dias produzirem obras, conhecerem a vida e obra do mestre Chissano, falar do estágio das artes plásticas em Moçambique e da Timbila como Património Mundial.

Esta é uma das várias iniciativas que os artistas optam para preservar a obra do Escultor Alberto Chissano, com objectivo de criar um momento de convívio, sensibilizar a sociedade a aderir espaços de caracter cultural como é o caso do Museu Galeria Chissano.

A directora do Museu Nacional de Arte, Julieta Massimbe vai falar da Vida e Obra do Mestre Alberto Chissano (14/10/07) enquanto que em relação ao Estágio das Artes Plásticas em Moçambique os artistas pretendem trocar ideias na mesa redonda (17/10/07), a qual esperam a participação do público amante das artes.enquanto. O ARPAC foi convidado para enviar um especialista para falar da Timbila como Património Mundial (20/10/07). Estes encontros terão inicio as 15 horas das datas marcadas. O workshop será diario das 8 as 18 horas, são no total dez dias = 100 horas revivendo o mestre Alberto Chissano.

Apresentação de A Ciência de Deus e O Sexo das Borboletas,
da autoria de Daniel da Costa, feita pelo escritor Mia Couto
no Teatro Avenida - Maputo

Sempre que apresento um livro, eu me vejo perante uma contradição quase insolúvel. E o conflito é o seguinte: apresentar um livro é, de algum modo, negar esse mesmo livro. Porque um livro não se apresenta, um livro não se explica. Sobretudo, se é um bom livro. Por respeito a esse pequeno tesouro se deveria evitar este momento que implica uma operação redutora e simplificadora daquilo que é um universo de infinitas possibilidades.

Mas existe o outro lado da medalha: as cerimónias de lançamento constituíram-se numa bênção a uma criatura nova, um filho de palavras que sai para um mundo que está perdendo a palavra. Estamos perante um objecto que é bem mais do que uma coisa: um livro é um companheiro de pensamento e de sonho. Neste caso, este livro é um amigo que é filho de um amigo.



Este é um livro estranho não apenas pelo título. Mas a vida é, ela mesmo, muito estranha. A primeira virtude dos textos de Da Costa é que eles estão em diálogo com a nossa realidade quotidiana. Mas esse diálogo vai para além daquilo que chamamos de “realidade”.

Tomemos, por exemplo, um estádio de futebol. Parece tratar-se apenas de uma entidade física. Mas o estádio é muito mais do que um recinto desportivo: é uma espécie de oráculo, um altar onde desfilam esperanças pessoais e colectivas, onde nações grandes e pequenas se juntam para festejar e chorar.

Daniel da Costa inventa um estádio de futebol em que uma mulher que irrompe jogo adentro perseguindo um jogador com uma frigideira. Há aqui uma inversão de espectáculo: o estádio de futebol é geralmente transportado para o interior do nosso mundo doméstico, invade a sala de estar da família onde o homem se senta enquanto a mulher humildemente o vai servindo. Pois aqui acontece o oposto: o universo doméstico se representa no recinto do estádio, subitamente convertido num palco de teatro onde se representam e se vingam as nossas maleitas mais íntimas.

Uma outra história é a de um homem que, num café de Matacuane, na Beira, luta contra os fantasmas e maldições de amor. Este homem, em pleno Parlamento, vota não pelo seu partido político mas vota nos seus próprios testículos. Isso parece ter um tom quase obsceno. Mas é aqui que a ironia de Da Costa nos empurra a pensar. Afinal, a maior obscenidade é ser político sem ter ideias, é ser deputado sem trazer propostas inovadoras, é ser cidadão sem ter vontade de mudar a realidade. Há quem fique aflito com a Dama do Bling, mas há uma pornografia que entra diariamente nos noticiários da TV que é a corrupção e a criminalidade generalizada. Os textos de Daniel falam destas pequenas hipocrisias do nosso quotidiano.

Enfim, só na aparência este livro pode ser lido como uma colecção de crónicas e contos. Há aqui a didáctica de uma nação cujo pilar principal é a sua própria diversidade. Daniel da Costa viveu essa diversidade. O nome dele devia ser corrigido. Ele devia ser: Daniel das Costas. Porque este cidadão é profundamente plural nas suas vivências. Ele está perfeitamente à vontade nas diferentes raças e tribos do nosso chamado mosaico cultural. É fácil dizer que Moçambique é composto por esse mosaico. Mas é mais difícil assumir que essa diversidade de culturas existe dentro de cada de nós. Daniel da Costa - que também é Nelson Xavier - é alguém que declara na fronteira que transporta esse contrabando dentro da sua escrita.

Este “A Ciência de Deus e o Sexo das Borboletas” retoma aquilo que é uma vocação quase esquecida na nossa literatura: a de visitar o nosso quotidiano por via de um voo muito especial que se chama ironia.

Em geral, nós rimo-nos para esquecer. Depois, acabamos chorando por lembrar demais. Mas o riso a que nos convida Daniel é um outro, quase oposto. Rimo-nos para aceitar que nós ainda não somos quem pensamos ser. Rimo-nos porque na pressa de queremos ser essa outra coisa, acabamos convertendo numa caricatura grosseira, acabamos sendo esse mesmo homem inacabado que Daniel fala do caso de um indivíduo que deixava sempre as coisas a meio. Nós estamos sempre a meio nesse processo de sermos alguém. Por muito que avancemos, falta-nos sempre a nossa outra metade.

O grande mérito de Daniel da Costa é este: nós somos sempre os seus personagens. Cabemos um pouco neles todos e, ao nos rirmos deles, estamo-nos rindo saudavelmente de nós mesmos. Esta é a terapêutica da escrita num tempo e num mundo carregado de angústias. É isto que sugerem estes textos: nós estamos doentes por nos levarmos demasiado a sério. Estamos doentes porque nos esquecemos que, dentro de nós, bate à porta um outro Eu, e esse Eu é sempre uma pessoa contraditória que sonha e que ama.

Este é um projecto assumido na escrita de Daniel da Costa. E é ele quem nos faz lembrar: o sonho e o amor são as duas únicas asas da vida.

E eu posso-vos garantir: essas duas asas estão reunidas nesta Borboleta em forma de livro.

Maputo, 13 de Setembro de 2007

outubro 07, 2007

O DESTINO É IMPREVISIVEL,MAS A APOSTA É VENCER !

O prometido é devido. O artista plástico Sebastião Matsinhe durante as comemorações do seu 10º aniversário de carreira como pintor, disse que para além de exposições individuais, colectivas estão agendadas vários programas artísticos.

De 5 à 15 do Julho de 2007, Sebastião Matsinhe apresentou na Associação Moçambicana de Fotografia, em Maputo, a Individual Choro em Retrospectiva, trazendo quadros produzidos nos últimos dez anos de carreira.

Sebastião Matshinhe que acredita que O Destino é Imprevisivel, mas a Aposta é Vencer!, que por sinal é o lema das comemorações do 10º anoversário de carreira, o artista sai do Choro em Retrospectiva para poder sorrir com o público amante das artes plásticas. Eis a razão que na exposição colectiva com Mário Tique, Sebastião Matsinhe intitulou a por KUNWAYITANA o que na sua língua materna Xitswa significa Sorriso.

Em Kunwayitana o sorriso apenas não é para quem fôr a exposição, mas sim um reencontro artistico entre Mário Tique e Sebastião Matsinhe.

Orgulhosamente Sebastião Matsinhe afirma ser fruto de Mário Tique na pintura, ele é meu mestre, dai que a exposição é dedicada a Samora Machel (Homem que admiro) e Mário Tique o mestre...”. Cada artista vai apresentar na modalidade de pintura 12 obras.

Mário Tique interpreta a sua maneira o Kunwayitana. “ ...é um reencontro, pois sem me lembro, conheci o Sebastião Matsinhe aos 6 anos ali na escola Primária 16 de Junho, quando descobri que ao meu lado existia alguém que gostava de brincar com lápis...foi assim que Eu e Sebastião Matsinhe tornamo-nos amigos, colegas de arte e irmãos.....” assim o diz Mário Tique.

Creio que muitos amantes das artes não puderam participar no Choro em Retrospectiva, por vários motivos, mas a está Kunwayitana há motivos para estar presente...pois é uma aula sobre a inserção do Artista Plástico, Sebastião Matsinhe sorrindo ao lado dos eu mestre Mário Tique, este que não aparece publicamente com suas obras desde 1996.

O Hotel Avenida em Maputo é o local escolhido para apresentar KUNWAYITANA (Sorriso) de 20 à 27 de Outubro de 2007, das 09 h às 21 horas.

outubro 02, 2007

INTERCÂMBIO MOÇAMBIQUE - ALEMANHA.

As parcerias entre os países são indispensaveis. Neste contexto, nas relações que Moçambique tem com Alemanha destacando a area cultural, através do Instituto Cultural Moçambique Alemanha, actua dia 04 de Outubro às 20.00 Horas o grupo TAMBOUR, no Teatro Avenida.

Para além do concerto está agendado uma converas entre a banda Tambour, músicos e jornalistas, no dia 03 de Outubro na Associação dos Músicos Moçambicanos, das 10.00 às 12.00 horas.

Durante este único concerto que está inserido no âmbito da promoção intercultural entre Moçambique – Alemanha, os organizadores afirmam que serão apresentados vários números que actualmente servem inspiração para outros músicos do mundo.

O líder do TAMBOUR David Friedman é uma das referências do Jazz Internacional. No seu curriculum constam participações em trabalhos de músicos de Jazz famosos tais como George Benson e Chet Baker.


Dia : 04/10/07 - Quinta feira
Local : Teatro Avenida
Preço : 100 MT

setembro 28, 2007

No dia 20 de Setembro de 2007, convidaram-me para a Noite do Silêncio no sítio do costume, o café bar Gil Vicente, a priori questionei porque sair para um sítio com silêncio...contudo acabei aceitando o convite.

Foi uma Noite do Silêncio onde só os poetas tem direito de quebrar o silêncio...neste contexto apresento aqui, um poeta, Amin Nordine que durante a sessão do silêncio rabiscava no meu bloco (do blog) o qual compartilho com os leitores o deseu texto com título Desbafo.

Amin Nordine em plena declamação do seu poema

Desabafo

É empolgante o que se está a passar com a juventude maputense que pese embora o contraste da perda de valores preciosos, quiçá, relativos ao cometimento em envolver-se com drogras e prostituiçâo, sâo substituidos por outros limpadores do caminho que se pervoram na arte de afirmação por intermédio da arte.

Um exemplo do facto é a sua assumida intervenção na área da poesia, cantio, dança, música que mais vivifica a perenidade de vermos .

O Café Bar Gil Vicente....é o viveiro dos que se plasmam em tal (deixe-se a publicidade)...tenho a certeza que a ser assim posso morrer feliz...

Amin Nordine
(Poeta) 20.09/07

setembro 24, 2007

ONE DAY IN MAPUTO

Resultado do Intercâmbio entre Estudantes Moçambicanos da Escola Nacional de Artes Visuais e da Academia de Belas Artes de Praga, República Checa já está disponível na Internet. Faça um click aqui. Para quem não foi assistir no CCFM ou pretende repetir.

setembro 21, 2007


Algures nas nossas instituições públicas, na baixa da cidade de Maputo.
Linda ideia, o chato é que a campainha está avariada...a quanto tempo não sei...uma semana? digo Sim, porque na semana de 17 à 21 de Setembro a campainha estava avariada como ilustra o papel ao lado na foto...até quando...?

setembro 20, 2007

NOITE DE POESIA

Sexta- Feira, 21/09/2007, no Intstituto Cultural Moçambique - Alemanha, ICMA.
Uma iniciativa do ICMA em cooperação com a União Nacional dos Escritores, UNE.
Participação do poeta britânico que está em Moçambique no âmbito do projecto Power Of The Voice da British Council.

Entradas: Livre/Mahala
Horas: 18:00 Horas

setembro 16, 2007

QUANDO A NOITE DORME...NASCE A MADRUGADA

Aquela noite não dá para esquecer, murmurava eu arredores do café Bar Gil Vicente, a caminho de casa, após uma longa jornada de copos e música.

O dia 7 de Setembro, também conhecido como dia da Vitória, foi a data escolhida pelo jovem polivalente Chico António. Guitarradas agendas para 22.30 horas no café Gil Vicente, que só iniciaram a meia noite (mau sinal), pois uns e outros já tinham programado o bolso (dinheiro), contudo as guitarradas começaram, Chico se aproximou ao microfone, cantou Abram Alas...apenas para testar o público...

Testado o público, Chico tinha uma missão, justificação antecipada da sua ausência de Moçambique, uma breve demonstração do que preparou para França e um teste final para os fãs muito em particular ao doador, ali representado pelo director do Centro Cultural Franco Moçambicano, Jean Michel Champault, um apaixonado pelo movimento cultural Moçambicano.

A plateia era habitual, malta das artes e letras e dos copos, claro. Bebiam-se a contar com os bolsos, mas bebiam a música sem contar com o cansaço do artista. bís,bís,bís...Um coro nalgumas vezes organizado, noutras desorganizado acompanhávamos a banda constituída por Chico na guitarra acústica e voz, Carlos Gove no baixo, Stélio na bateria, Jorge Domingos na guitarra solo. O público marcou falta vermelha ao Rufas Maculuve, pois esteve ausente, nem o seu teclado deixou ali para disfarçar...

Para fechar a lacuna da ausência do Rufas, Chico em jeito de provocação chamou o Jorge Domingo, este que mostrou que filho de peixe sabe nadar, ali a conversa era acústico e solo, duas linguagens simples de perceber para um ouvido apurado, era uma guerra de melodias, harmonia, num duplo dedilhar com uma só mensagem, agradar a alma...na plateia, murmuravam: - estes gajos tocam...

Definitivamente a noite dormia...acordava assim a madrugada, os amantes das artes e letras iam chegando, Chico também atento a plateia saudava os que conseguia reconhecer, uns gritavam para se evidenciar...outros pediam temas do seu gosto, Chico seguia o repertório combinado com a banda, se É QUE tinham mesmo combinado....

Meigoooo....venha me ajudar – gritava Chico...e como o Homem vive consoante o ambiente que o rodeia, o Sociólogo e escritor Filimone Meigos subiu ao palco, conheço-o nas guitarradas, mas naquela noite vi outra coisa .... ele ao microfone, a maneira bi-bi-bi-ba-ba-txurururu... (algo idêntico)

Chico deixou de dedilhar, colaborou com o improviso do Filimone Meigos. Um dia memorável, acredito que a obra de arte é aquela que não se repete...neste estilo, no mesmo local, a mesma hora e a mesma velocidade...duvido.

Estava bom demais, até porque comemoravamos o dia da vitoria, 7 de setembro, em plena madrugada de 8 do mesmo mês... Entre os assistentes também estava José Mucavel, este, sem autorização se fez ao palco...puxou o microfone, entrou na onda da banda e cantou Nkululeko...linda interpretação num dia de festa...com esta composição atravessávamos rios espiritualmente...

Espectáculo lindo, porém vai um reparo para a produção, 22.30 hora agendada para o espectáculo, mas teve seu inicio a 00.00h, assim não dá...ausência de elementos da banda sem justificação ao público também não joga.

Linda noite, alias madrugada, talvez voltaremos a viver momentos idênticos no regressso da banda depois de três meses de ausência passeando a classe em França, onde Chico já se encontra desde o passado dia 10 de setembro enquanto que a banda arranca a 25 de setembro do corrente mês.

Os ponteiros giravam e indicavam 03:00 horas. A sala estava vazia e palco se despedia do público...venham sempre...