novembro 23, 2011

Feira Nacional de Artesanato

Esta feira terá lugar na Fortaleza da cidade de Maputo entre os dias 1 e 6 de Dezembro de 2011, num horário diário sem interrupção das 10h às 19h, excepto sábado das 9h às 19h,

Participação de 38 artesãos, provenientes das províncias de Maputo, Gaza, Inhambane, Sofala, Manica, Nampula e Cabo Delgado.

Saiba mais sobre a CEDARTE, na pagina www.cedarte.org.mz


novembro 19, 2011

GRANDE HOTEL.

A Embaixada da Espanha em Moçambique e a Agência Espanhola de Cooperação Internacional para o Desenvolvimento, em parceria com o Núcleo de Arte, apresentam a exposição colectiva de dois fotógrafos; Mário Macilau (Moçambique) e Héctor Mediavilla (Espanha) são dois artistas emergentes da geração actual provenientes de distintas culturas e experiencias e convergidos num ponto através da arte fotográfica. Os dois fotógrafos trabalharam juntos através de um intercâmbio de criação de um projecto novo em foco sobre o Grande Hotel na cidade da Beira em Moçambique.

Esta exposição estará acompanhada também de trabalhos anteriores de ambos artistas sobre Bangladesh e Congo.



Duas perspectivas, uma essência

Exposição de Mário Macilau e Héctor Mediavilla

Núcleo de Arte, Maputo

O pensador da fotografia Roland Barthes chamava-lhe punctum: o elemento intangível – dificilmente traduzível em palavras – de uma fotografia que nos rasga e prende. «O punctum de uma fotografia é esse acaso que nela me fere (mas também me mortifica, me apunhala)». Nem todas as imagens o possuem. Ainda que a realidade retratada seja chocante, nem sempre uma fotografia nos trespassa como uma flecha. Nem sempre nos comove.

Na exposição “Grande Hotel”, patente no Núcleo de Arte de 22 de Novembro a 15 de Dezembro de 2011, os fotógrafos Mário Macilau (Moçambique) e Héctor Mediavilla (Espanha) constroem uma narrativa social – humana – através de imagens que perturbam. Que perfuram. A alegria pungente das crianças nas minas de pedras do Bangladesh (Mário). O glamour anacrónico dos sapeurs do Congo cultivando o mito da elegância (Héctor). Ou a decadência áurea do Grande Hotel da Beira, num encontro a quatro olhos que se debruça sobre um largo espectro de determinantes psicossociais: pertença, poder, ecologia, auto-estima, sobrevivência, entre outros.

Escrevendo com luz no lugar de tinta, Mário e Héctor documentam existências diversas do caleidoscópio humano, num projecto que se insere no Fundo para a Internacionalização da Cultura, da AECID, contando com apoio adicional da Embaixada de Espanha em Moçambique. Segundo os autores, «o projecto propõe uma convergência de duas mentalidades e quatro olhos, de dois fotógrafos pertencentes a contextos e gerações distintas, uma visão africana e outra europeia».

Cada obra presente é um exercício obrigatório de sensibilidade humana: duas perspectivas, uma essência.

Texto:

Cristina Pereira, jornalista

novembro 15, 2011

GYM DO POVO - no Cinema Scala em Maputo

O Coreografo moçambicano Lulu Sala através do projecto MoNo, Embaixada da Noruega apresentam a coreografia GYM DO POVO

E o povo que se cansou de ser "gymado" (ser levado para cima e para baixo com as políticas insustentáveis do governo), sai as ruas em busca de respostas, questionando quando e que a verdade brotará em nosso quotodiano, pois o povo está com fome, o povo está cansado de mentiras, o povo quer certezas, o povo quer verdades..

Ficha Técnica

GYM do Povo Coreográfo: LULU SALA

GYM do Povo Exposição Fotográfica: MAURO PINTO

GYM do Povo Exposição Escultura: GONCALO MABUNDA

GYM do Povo Poesia: SININHO PACO

Local :

Cine Teatro Scala, Av: 25 de Setembro, em frente ao continental

Dias:

Quinta-feira, 24 de Novembro às 19:30

Sexta-feira, 25 de Novembro às 21:00


No FEIMA em Maputo

novembro 03, 2011

24 anos sem o REI FANY ( 1929 - 1987 )





"A Marracuene Kuni King ya Marrabenta, mas não pode ilunga laku mine...Ni mwana wa Jéhovah na Jesus - Em Marracuene existe um Rei da Marrabenta, mas não pode desafiar ...Sou filho de Jeová e Jesus "

In Marrabentar Vozes de Moçambique, p.61

Corpo – a – Corpo

Surpreender-te no ar desprevenido

que por vezes assumes

- o busto inclinado para trás,

semicerradas as pálpebras

num olhar de penumbra difusa

- e fazer-to

Munir-me com toda a minha

e arteirice de um velho legionário

experimentado,

usar o bote, a finta, o ataque

envolvente e de surpresa

de modo a garantir sem probabilidade

de erro ou falha

que não possas entrincheirar-te

na retractibilidade dos rins

ou na chave de pernas.

Mas não se diz de certas coisas

que as fazemos:

aparecem feitas

in Mangas Verdes com Sal , Rui Knopfli, p.77