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abril 29, 2011

Hoje na 2ª edição da Feira do Livro em Maputo

Do Passado Colonial a independência é um livro que contribui para a compreensão das dinâmicas da sociedade moçambicana, a partir dos discursos publicadas no semanário Savana por ocasião das celebraçnoes das datas históricas do Pais.

O autor procura analisar a memorica social de uma elite moçambica produtora de opinião. A obra dá a conhecer não só a forma como os empresários e trabalhadores estrangeiros constituem notícia, mas também o modo como os próprios moçambicanos são representados ao longo desses episódios. Ao longo da análise procura-se identificar as condições e as motivações através das quais o Outro é representado e, eventualmente recusado.

João Feijó é linceciado em Sociologia e mestre em relações interculturais. Actualmente frequenta doutoramento em Estudos Afrcanos e tem publicado uma série de investigações relacionadas com as identidades e as representações sociais, com a gestão de recursos Humanos em contextos moçambicanos ou com a presença chinesa em Moçambique.

Local : FEIMA [ no recinto do parque dos trabalhadores]

Texto retirado na contra capa da obra

fevereiro 28, 2008

Para autores que escrevem em Português…


Podem concorrer ao Prémio todos os escritores, independentemente da sua nacionalidade, desde que o façam com obras inéditas que se enquadrem no conceito geralmente aceite de romance e que não tenham sido premiadas em nenhum outro concurso.

O prazo de entrega das obras concorrentes terminará a 15 de Junho de 2008, fazendo fé a data constante do carimbo do correio

O Prémio Leya 2008 terá o valor monetário de 100 000 euros. O Prémio Leya 2008-Finalista terá o valor monetário de 25 000 euros. A estes valores serão feitas as deduções fiscais que a lei portuguesa imponha.

A Leya pretende apoiar os autores que escrevem em Português e contribuir para a sua maior difusão na área geográfica da língua portuguesa e em todo o mundo.

Veja o regulamento aqui www.leya.com e concorra.

janeiro 15, 2008

AMOR DE ZINCO 7


A água desce
cresce
aos poucos levanta
entra
dentro do ventre
entre
as paredes do útero:
outro
dévio da vida,
ainda
desce percorre
corre.
Devagar o óvulo
tolo
engrandece o ventre
adere
ao convívio da célula
que pula
e junto da água
desagua
do ventre outro espaço
possesso,
ouve-se eclampse
é outra narrativa que se
aborta.

In jorge matine, "Abutres de Amor" ( Ed. Moura pinto, porto, 1999)

novembro 29, 2007

LETRAS E DESENHOS ENCARCERADOS: A RECLUSÃO LIBERTADORA NA ARTE DE JOSÉ CRAVEIRINHA E MALANGATANA VALENTE*

A visão de Ricardo Riso em relação a produção artística de José Craveirinha, com o livro Cela 1, e a série Desenhos de prisão, de Malangatana Valente.

*Comunicação apresentada no III Encontro de Professores de Literaturas Africanas, realizado na Universidade Federal do Rio de Janeiro, no dia 22/11/2007.

Comunicação completa aqui

novembro 11, 2007

A NOSSA LUTA (cap.1)

A Cidade onde vivo chama-se Maputo. No dia 10 de Novembro comemoramos os 120 anos desta cidade. Musica, feira de livros, gastronomia mascaram as festividades...

Porque não podia sair de casa, achei que devia fazer qualquer coisa, uma vista de olhos a pequena estante de livros,...lembrei que havia adquirido numa das bibliotecas ambulantes a obra A NOSSA LUTA, escrita por Samora Moisés Machel.

Recordei-me também que naquele local onde decorria a festa do dia da cidade, muitas vezes quando membro da Organização de Continuadores de Moçambique, na companhia de colegas de escola ficamos para ouvir e gritar bem alto, a Luta Continua durante os comícios de Samora Moises Machel, onde as escolas primarias estavam sempre presente acompanhado pelos seus professores.

Desta obra, vamos partilhar apenas o resumo de cada “capitulo”.

Cap. 1

PRODUZIR E APRENDER

APRENDER PARA PRODUZIR

E LUTAR MELHOR

  • Na nossa zona, o trabalho é um acto de libertação, porque o resultado do trabalho beneficia os trabalhadores, serve os interesses dos trabalhadores, isto é, serve para libertar, o homem da fome, da miséria, serve para fazer progredir a luta. Porque na nossa zona abolimos a exploração do homem, porque a produção é propriedade do povo, ela serve o povo. Na nossa zona, porque o nosso combate é para libertar os trabalhadores explorados, é com orgulho que nos vemos as nossas mãos com calos, é com alegria que nos enterramos os nossos pés na terra. O trabalho na nossa zona ajuda-nos a desenvolver a consciência da nossa origem, ajuda-nos a sentirmo-nos orgulhosos da nossa classe, ajuda-nos a liquidar os complexos, que os colonialistas queria impor-nos.
  • Ha companheiros que desprezam o estudo, porque ignoram o seu valor. O estudo e como uma lanterna a noite, mostra-nos o caminho. Trabalhar sem estudar, ‘e andar as escuras, pode-se avançar, e certo, mas grandes são os riscos de tropeçarmos, de nos enganarmo-nos no caminho.
  • Nos costumamos dizer que apreendemos a guerra na guerra, o que quer dizer, na realidade, que e fazendo a revolução que apreendemos a melhor fazer a revolução, lutando que aprendemos a lutar melhor, e produzindo que aprendemos a melhor produzir. Podemos estudar muito, ler muito, mas para que servirão essas toneladas de conhecimento se não levarmos as massas, se não produzimos? Se alguém guarda sementes de milho na gaveta, será que vai colher maçaroca?
  • Quando eu nianja estou a cultivar lado a lado com o ngoni, estou a suar com ele, com ele a arrancar vida à terra, eu estou a apreender com ele, estou a apreciar o seu suor, estou-me a sentir unido a ele.Quando eu do norte, aprendi com um camarada do sul a fazer horta, e irrigar os tomates vermelhos e carnudos, quando eu do centro aprendi com o camarada do norte a fazer crescer a mandioca que desconhecia, estive-me a unir com esses camaradas, estive a viver, materialmente, a unidade da nossa Pátria, a unidade da nossa classe de trabalhadores.Estive a destruir com ele os preconceitos tribais, religiosos, lingüísticos, tudo o que era secundário e nos dividia.Com a planta que cresceu, com suor e inteligência que ambos misturamos à terra, cresceu a unidade.
(A Nossa Luta, Samora Moisés Machel, Imprensa Nacional, 1975, Maputo, pags 23,24)

outubro 09, 2007

Apresentação de A Ciência de Deus e O Sexo das Borboletas,
da autoria de Daniel da Costa, feita pelo escritor Mia Couto
no Teatro Avenida - Maputo

Sempre que apresento um livro, eu me vejo perante uma contradição quase insolúvel. E o conflito é o seguinte: apresentar um livro é, de algum modo, negar esse mesmo livro. Porque um livro não se apresenta, um livro não se explica. Sobretudo, se é um bom livro. Por respeito a esse pequeno tesouro se deveria evitar este momento que implica uma operação redutora e simplificadora daquilo que é um universo de infinitas possibilidades.

Mas existe o outro lado da medalha: as cerimónias de lançamento constituíram-se numa bênção a uma criatura nova, um filho de palavras que sai para um mundo que está perdendo a palavra. Estamos perante um objecto que é bem mais do que uma coisa: um livro é um companheiro de pensamento e de sonho. Neste caso, este livro é um amigo que é filho de um amigo.



Este é um livro estranho não apenas pelo título. Mas a vida é, ela mesmo, muito estranha. A primeira virtude dos textos de Da Costa é que eles estão em diálogo com a nossa realidade quotidiana. Mas esse diálogo vai para além daquilo que chamamos de “realidade”.

Tomemos, por exemplo, um estádio de futebol. Parece tratar-se apenas de uma entidade física. Mas o estádio é muito mais do que um recinto desportivo: é uma espécie de oráculo, um altar onde desfilam esperanças pessoais e colectivas, onde nações grandes e pequenas se juntam para festejar e chorar.

Daniel da Costa inventa um estádio de futebol em que uma mulher que irrompe jogo adentro perseguindo um jogador com uma frigideira. Há aqui uma inversão de espectáculo: o estádio de futebol é geralmente transportado para o interior do nosso mundo doméstico, invade a sala de estar da família onde o homem se senta enquanto a mulher humildemente o vai servindo. Pois aqui acontece o oposto: o universo doméstico se representa no recinto do estádio, subitamente convertido num palco de teatro onde se representam e se vingam as nossas maleitas mais íntimas.

Uma outra história é a de um homem que, num café de Matacuane, na Beira, luta contra os fantasmas e maldições de amor. Este homem, em pleno Parlamento, vota não pelo seu partido político mas vota nos seus próprios testículos. Isso parece ter um tom quase obsceno. Mas é aqui que a ironia de Da Costa nos empurra a pensar. Afinal, a maior obscenidade é ser político sem ter ideias, é ser deputado sem trazer propostas inovadoras, é ser cidadão sem ter vontade de mudar a realidade. Há quem fique aflito com a Dama do Bling, mas há uma pornografia que entra diariamente nos noticiários da TV que é a corrupção e a criminalidade generalizada. Os textos de Daniel falam destas pequenas hipocrisias do nosso quotidiano.

Enfim, só na aparência este livro pode ser lido como uma colecção de crónicas e contos. Há aqui a didáctica de uma nação cujo pilar principal é a sua própria diversidade. Daniel da Costa viveu essa diversidade. O nome dele devia ser corrigido. Ele devia ser: Daniel das Costas. Porque este cidadão é profundamente plural nas suas vivências. Ele está perfeitamente à vontade nas diferentes raças e tribos do nosso chamado mosaico cultural. É fácil dizer que Moçambique é composto por esse mosaico. Mas é mais difícil assumir que essa diversidade de culturas existe dentro de cada de nós. Daniel da Costa - que também é Nelson Xavier - é alguém que declara na fronteira que transporta esse contrabando dentro da sua escrita.

Este “A Ciência de Deus e o Sexo das Borboletas” retoma aquilo que é uma vocação quase esquecida na nossa literatura: a de visitar o nosso quotidiano por via de um voo muito especial que se chama ironia.

Em geral, nós rimo-nos para esquecer. Depois, acabamos chorando por lembrar demais. Mas o riso a que nos convida Daniel é um outro, quase oposto. Rimo-nos para aceitar que nós ainda não somos quem pensamos ser. Rimo-nos porque na pressa de queremos ser essa outra coisa, acabamos convertendo numa caricatura grosseira, acabamos sendo esse mesmo homem inacabado que Daniel fala do caso de um indivíduo que deixava sempre as coisas a meio. Nós estamos sempre a meio nesse processo de sermos alguém. Por muito que avancemos, falta-nos sempre a nossa outra metade.

O grande mérito de Daniel da Costa é este: nós somos sempre os seus personagens. Cabemos um pouco neles todos e, ao nos rirmos deles, estamo-nos rindo saudavelmente de nós mesmos. Esta é a terapêutica da escrita num tempo e num mundo carregado de angústias. É isto que sugerem estes textos: nós estamos doentes por nos levarmos demasiado a sério. Estamos doentes porque nos esquecemos que, dentro de nós, bate à porta um outro Eu, e esse Eu é sempre uma pessoa contraditória que sonha e que ama.

Este é um projecto assumido na escrita de Daniel da Costa. E é ele quem nos faz lembrar: o sonho e o amor são as duas únicas asas da vida.

E eu posso-vos garantir: essas duas asas estão reunidas nesta Borboleta em forma de livro.

Maputo, 13 de Setembro de 2007

setembro 28, 2007

No dia 20 de Setembro de 2007, convidaram-me para a Noite do Silêncio no sítio do costume, o café bar Gil Vicente, a priori questionei porque sair para um sítio com silêncio...contudo acabei aceitando o convite.

Foi uma Noite do Silêncio onde só os poetas tem direito de quebrar o silêncio...neste contexto apresento aqui, um poeta, Amin Nordine que durante a sessão do silêncio rabiscava no meu bloco (do blog) o qual compartilho com os leitores o deseu texto com título Desbafo.

Amin Nordine em plena declamação do seu poema

Desabafo

É empolgante o que se está a passar com a juventude maputense que pese embora o contraste da perda de valores preciosos, quiçá, relativos ao cometimento em envolver-se com drogras e prostituiçâo, sâo substituidos por outros limpadores do caminho que se pervoram na arte de afirmação por intermédio da arte.

Um exemplo do facto é a sua assumida intervenção na área da poesia, cantio, dança, música que mais vivifica a perenidade de vermos .

O Café Bar Gil Vicente....é o viveiro dos que se plasmam em tal (deixe-se a publicidade)...tenho a certeza que a ser assim posso morrer feliz...

Amin Nordine
(Poeta) 20.09/07

setembro 20, 2007

NOITE DE POESIA

Sexta- Feira, 21/09/2007, no Intstituto Cultural Moçambique - Alemanha, ICMA.
Uma iniciativa do ICMA em cooperação com a União Nacional dos Escritores, UNE.
Participação do poeta britânico que está em Moçambique no âmbito do projecto Power Of The Voice da British Council.

Entradas: Livre/Mahala
Horas: 18:00 Horas

setembro 11, 2007

O Escritor Moçambicano, Mia Couto figura na lista dos dez escritores finalistas no 5º Prêmio Portugal Telecom de Literatura – 2007, destinado aos autores de língua portuguesa.

A indicação de Mia Couto refere-se ao livro O Outro Pé da Sereia que ganhou recentemente o Prêmio Passo Fundo Zaffari & Bourbon de Literatura.

O anúncio dos vencedores será no dia 16 de Outubro.

setembro 03, 2007

INTERCAMBIO CULTURAL MOÇAMBIQUE – REPÚBLICA CHECA

A Escola Nacional de Artes Visuais em Coordenação com a Academia de Belas Artes de Praga – República Checa promovem de 06 à 09 de Setembro de 2007 um intercâmbio cultural nas diversas formas de expressão artistica na cidade de Maputo.

O jovem escritor Jorge Matine, do blog Chapa100 é o responsavel pelo convite dos 4 jovens Checos da Academia de Arte de Praga para ointercâmbio com Moçambique. Coube a Escola Nacional de Artes Visuais para a interação. Foram selecionados 10 estudantes do 4º e 5º anos dos Cursos de Artes Gráficas e Artes Visuais.

O intercâmbio será enriquecido por palestras, debates e projeção de filmes (que fizeram parte do festival de o karlovy Vary) produzidos pelos jovens autores de Belas Artes de Praga.

agosto 27, 2007

Conhecia apenas textos extraídos da obra A NOITE DIVIDIDA, do poeta Moçambicano Dinis Albâno Carneiro Gonçalves, cujo pseudónimo é Sebastião Alba (1940 - 2000).

Dos livros lançados em homenagem postuma, a obra ALBAS é a que estou a “consumir”. Achei melhor partilhar/servir com vossa permissão alguns textos: SABATH e JÁ PASSEI.

SABATH

Hoje não tive surpresa nenhuma. Na porta de uma viatura de qualquer escola de condução lia-se: “Escola de Condução Bom Jesus”.

Lembrei-me, então, de que Jesus andava de burro, quando o tinha; e “Che” Guevara, 1965 anos depois, a cavalo na mula, quando a tinha, enquanto em Buenos Aires, no seu próprio país natal, gajos e gajas circulavam ao volante de carros norte-americanos de luxo. Vês como nunca mais é sábado?

Não acredites nisso que eu escrevi. Basta ouvir um concerto para piano e orquestra de Mozart, (experimenta o nº 20, se puder, levo-to) e o sábado celebra-se logo, dentro de nós.

In Albas, pág. 71

JÁ PASSEI

Há, na “minha” aldeia, um homem que anda habitualmente com a mesma camisa, rasgada nas costas (eu sei que ele tem outra, mas essa é para os domingos de “ Ver-a-Deus”).

“Ó António, já viste como trazes a camisa?”.

“Dinisinho; o rasgão é atrás? Quando o virem já passei.”

E andamos nós às voltas com a literatura.

Ouvi um programa sobre escritores portugueses. Ensonando, pensei, mesmo assim, que iriam omitir alguns muito bons.

Não falharam, nas omissões.

Ora, aí está a posteridade,(sempre me intrigou, talvez seja a mais enganosa das ficções) já passámos, que importa o que digam de nós?

In Albas, pág. 72

julho 04, 2007

A FESTA DO PAIS IRMÃO CABO VERDE


O dia 5 de Julho Independência da República do Cabo verde.

Tenho um novo amigo. Estou a falar de Raimundo Eduardo, conhecido por Rui, filho de um Moçambicano natural de Mavengane e de uma Cabo Verdiana natural de São Nicolau.

Os pais de Raimundo se conheceram num processo que a vida obriga segundo ele conta. A Mãe procurndo boas condições de vida foi parar a São Tomê e o Pai por motivos de não entendimento com entidade colonial na altura, de castigo foi enviado para São Tomé.

Não é a história dos seus pais que pretendo falar, mas sim so seu talento, pois ele integra a uma equipe de jovens que vão cantar e encantar na festa da comunidade cabo verdiana a ter lugar na Associação Cabo Verdiana em Maputo e na festa da CPLP a ter lugar dia 20 de Julho no Centro de Estudos Barsileitos em Maputo.

A dias que conheci Raimundo, jovem que nasceu em Xai-Xai na zona das bananeiras, descobri que ele carrega consigo uma veia artista, para além da música existe o talento na escrita.Eis alguns textos que guarda na sua gaveta e espera um dia publicar.

Dedicatória à Bertina Lopes

Viver!

Viver pressupõe descurar ferimentos

As entranhas mais abruptas, ingremes

Subestimar a abstração implicita do ser

Ser arbitrio do ego analfabeto

Viver!

Viver é cristalizar demagogiasá

Na fonte vital, diluílas ao amago querer

Naquilo que mais refeija, a priori

Viver!

Viver será entender as reticências do Verbo?

Usufruir sentimentos puros

Na interrogação do desprezo?

Oh viver?

Sim, Viver

É sorver o companheiro satânico...

Consumir a morte no próprio ser

Maputo, 9 de Fevereiro de 1995

UAMLHAMBINE

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MOLEZA

Ati p`la Manhã

Dja Bu Spreta Limária

Sima Pulguinha

Loucura tenebu sede de sangue

Mula, Ka Ta Sforça sem fogo

Mas koiote ta busca riscos de medjor

Sabura...Ka bu tchega na Nha Pé

Inchados, Calejados

Ku barus ma quadru

Alam ta bai

A`go! A`go! A`ago!

Undi e bu Morada?

Moleza bu é ka Moleza

4 de Julho de 1996

UAMLHAMBINE


junho 27, 2007

O GOLO QUE METEU O ÁRBITRO

Que a guerra, terminada com a assinatura do Acordo Geral de Paz em Roma, pariu, de entre tantos males, vários mutilados, não constitui dúvida nem novidade para ninguém, sendo a vida destes, nos bairros, nas aldeias, nas vilas e nas cidades, algo que tem criado alguns casos, insólitos na sua maioria.

Quando Komandu recebeu a sua primeira pensão, trouxera da cidade uma bola de futebol, novinha em folha, para animar os sábados do Centro de Acolhimento de Mutilados de Guerra.

No sábado seguinte, o jogo entre os Balalaza e os Valentes terminara antes dos noventa minutos. Tudo porque Fernando Coto, não Couto, entrou velozmente na grande área e deu um salto, tentando cabecear a bola para o fundo das malhas da baliza dos Babalaza.Mas, devido à escassez da sua altura, quase não conseguia chegar ao esférico. Para emendar a falta, levantou o braço amputado e, pelo Coto, enviou a bola para o fundo das redes. A bancada gritou golo, sob o apito do árbitro, que o invalidou.

- Que mão está esse gajo a apitar? Por acaso viram vocês uma mão tocar na bola? – perguntou uma voz da assistência.

- Mão é o que falta ao Fernando para levar à bola. – completou outra.

- Se tivesse mãos seria ele o nosso guarda-redes.

- Este tipo não serve para apitar nada.

- Deixa – se comprar por litro de sura!

- Surra é o que ele vai apanhar agora!

Os adeptos dos Valentes invadiram as quatro linhas, para acertar as apitadelas do árbitro, à pancada.Insatisfeitos ainda com as bofetadas dadas, meteram-no no fundo de um poço abandonado, para lavar o juízo. Coisa conseguida, pois, daí até ao final do torneio, Fernando Coto contou oito golos marcados, com o coto!

E na hora de receber o troféu de melhor marcador, por sinal um exemplar do Novo Testamento, Coto enfatizaria: “como qualquer conflito armado, a guerra ora terminada entre nós foi insana e toda a tentativa ou intenção de a ela se regressar, herege!”

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Texto extraido da obra O GOLO QUE METEU O ÁRBITRO,
Autor Aurélio Furdela, Editora AEMO

junho 20, 2007

As Memórias do Engenheiro Luís Loforte

Rádio Moçambique:
Memórias de um doce calvário
(Autor:
Luís Loforte)


Fiz apenas uma leitura horizontal, soube mais sobre a história a Rádio Moçambique e do próprio autor que o conhecia como engenheiro e um "BOM OUVIDO" amante do Blues, alias, que digam os que assistiram o lançamento do livro no dia 18.06.07, na sala BCI Fomento...durante a cerimónia ecoavam os sons de Blues.

Quem foi ao lançamento teve a oportunidade de comprar o livro, escutar um bom Blues, um programa sobre a história da radiofusão em Moçambique, produzido pelo autor do livro com apresentação de Glória Muinga e Sonorização de Nassurdine Adamo.

Coisa diferente nos lançamentos. Confesso que perdi...

abril 26, 2007


Mais uma obra sobre o trabalho de Henri Junod, missionário suíço que trabalhou no sul de Moçambique (actual província de Maputo) entre 1889-1895 e 1907-1921.
No dia 2 de Maio, Patrick Harries, apresenta a obra JUNOD E AS SOCIEDADES AFRICANAS - Impactos dos Missionários Suiços na África Austral, no Anfiteatro do ISPU a partir das 17 horas.
A cerimónia de lançamento do livro será antecedido por um vasto programa nomedamente:
15h:3o - Palestra do Prof. Dr.Patrick Harries intitulada: HENRI ALEXANDRE JUNOD e o Legado do Conhecimento Secular da Cultura Africana.

17h:00 - Inicio da Cerimónia do lançamento do Livro.
- Boas vindas do representante do ISPU assim como do Editor Paulinas Editorial
-Interludio Musical
- Considerações sobre livro pelo Prof. Alberto Maquia
- Intervenção do Prof Patrick Harries
- Interludio Musical
- Lançamento do Livro
- Intervenção do Vice-Ministro da Educação e Cultura, Sua Excelência Prof.Dr.Luis Covane
-Interveção do Embaixador da Suiça, Sua excelência Thomas Litscher
-Interlúdio musical
- Considerações do representante da Associação do Centro Junod
- Sessão de assinaturas
2 de Maio de 2007, às 17 horas - Anfiteatro do ISPU, Av.Paulo Samuel Kankhomba
A obra publicada pela Paulinas Editora esta disponível no mercado nomedamente nos centros de distribuição:
Paulinas Livraria e Audiovisuais
Av. Eduardo Mondlane, 1536 - Tel. 21 324 67 Fax 21 304 257
Maputo - Moçambique
Paulinas Centro Multimédia de Evangelização e Cultura
Rua. Rei Katyavala, 162 - C.P 10050
Tel./Fax 44 882/ 446696 E-mail: paulinas.ang@ebonet.net
Luanda -Angola
Maputo - Moçambique
Paulinas Editorial é uma actividade das Filhas de São Paulo, uma congregação religiosa internacional que usa a imprensa, rádio, TV, filmes e informática para comunicar o Evangelho e promover a dignidade de todos os povos.