É assim que João Carlos Silva, Presidente do Centro Internacional de Arte e Cultura e da Comissão Organizadora da V Bienal de Arte e Cultura de São Tomé e Príncipe, termina o texto Uma Bienal em (re)construção.
A bienal que esta na sua 5ª edição tem como lema Partilhar territórios e conta com a participação de artistas provenientes de Moçambique, África do Sul, Angola, Guiné-Bissau, Benim, Brasil, Camarões, Reino Unido, Senegal, São Tomé e Príncipe, Portugal e Espanha.
Moçambique é representado pelo artista plástico Jorge Dias.
Obra: Jorge Dias Aperfeiçoamento Sistemático, 2005-2006Tecido,
vestuário, insectos de arame, linhasDimensões variáveis
- Pelo que percebi percorrendo as páginas de “Venenos de Deus, Remédios do Diabo”, este livro é uma viagem à uma outra vertente da cultura, como os encontros e as divergências de perspectivas de ver o mundo, de procuras e encontros de identidade... É isso?
- Eu acho que desde o meu primeiro livro há um tema que nunca me abandonou que é o tema da procura de identidades. Estas identidades que nós pensamos como sendo puras, isoladas e estáticas, não são nada disso e pelo contrário são dinâmicas. Este livro fala um bocadinho sobre isso, sobre uma mestiçagem que não é apenas racial mas uma mestiçagem de culturas. Evidentemente que a história é uma outra coisa, mas de uma forma indirecta falo também sobre isso.
- Falando essencialmente deste livro, exactamente o que são, na perspectiva de quem escreveu, estes remédios e estes venenos?
- É uma história de encontros e desencontros, de alguém que pensa que vai encontrar alguém, e que não encontra, e que pensa que vai encontrar numa determinada terra, que lhe aparece na aparência, é uma outra coisa. Quer dizer, esta terra é uma espécie de cenários, de imagens e de representações que são sempre falsas. Portanto, há aqui uma fabricação de mentiras, pois para existir esse lugar é preciso mentir sobre si próprio. Aqui há uma família que vem de fora e que tem que construir uma encenação para conseguir o tipo de relação com essa pessoa que vem de fora. Este livro nasceu quase acidentalmente. Estava eu a escrever outro livro, que acabei adiando, quando me surge a ideia desta história. Foi por acidente que saltei para esta história, pequena e que foi crescendo, que começou a chamar-me, a prender-me e de repente fiquei nela e abandonei o romance logo que tenho e que vai sair posteriormente.
Vais ao lançamento do Mia Couto...sabes queMia Couto estará cá em Braga?…é assim que sou abordado por amigos e colegas que sabem que sou Moçambicano…
Mia Couto estará ou já está (?) em Braga para o sessão de autógrafos e apresentação do livro Venenos de Deus, Remédios do Diabo, da Editorial Caminho
O local escolhido foi livraria Centésima Página localizada no centro de Braga, as 18 horas , ali na Avenida Central.
Não sei se consigo estar presente no lançamento, pois tenho aulas … também será um dia agitado, Portugal joga com a República Checa , as 17 horas de Portugal , Euro 2008
A foto do Mia Couto retirada aqui, a capa do livro aqui
Estamos cá mano. Chegamos ontem, estamos no porto depois vamos a Tondela, te mando a programação mas tarde…é assim que Lucas, um dos elementos dos TIMBILA MUZIMBA envia a mensagem ao Rogério Boane que esta em Braga.
Espero que para além das Timbilas e tambores tenham na bagagem, amendoim, castanha e folha de chá….
Recordar osTimbila Muzimba nas digressões pela Europa veja este vídeo "roubado" aqui
Obras de pintura, desenho, escultura, cerâmica e instrumentos tradicionais, são alguns elementos que fazem parte do acervo da Casa Museu José Craverinha expostos na Galeria do Instituto Camões - Centro Cultural Português em Maputo.
Aberta ao público até 13 de Junho, a mesma faz parte da apresentação pública do Núcleo dos Amigos de José Craveirinha (NAJOC) fundado em 2007.
A Casa-Museu José Craveirinha situada na Av. Romão Fernandes Farinha nº 1504, no Alto-Maé.é o espaço onde o poeta viveu desde 1976 até à sua morte em 2003.
Transformada em Museu José Craveirinha, a casa teve o seu reconhecimento público em 2007, por ocasião da visita do Presidente da República Armando Emílio Guebuza.
Stewart com guitarra – acmpanhado pela banda de Ze Maria
Foto Vasco Manhica – Modascavalo Maputo
Maputo acordou bem … esta “nice” o dia, uma boa temperatura…assim responde um amigo numa breve conversa através do Messenger.
Se o dia esta bom, os que tem tempo e dinheiro podem escalar o centro cultural franco moçambicano, pois esta noite Stewart Sukuma canta para seus fãs, amigos e amantes da musica moçambicana।
Para o concerto de mas logo as 20:30h, Sukuma convidou Elizah do Brasil para dar o seu contributo na voz, Hortêncio Langa que para alem de dedilhar vai reforçar também na voz ao lado de um elenco de percussão tradicional da zona sul.
Quem não vai ou não conhece Stewart Sukuma clique aqui
Nesta 1ª edição esta presente um tema sobre Moçambique intitulado : Noémia De Sousa: Modulação De Uma Escrita em Turbilhão, escrito por Carla Maria Ferreira Sousa do Instituto de Letras - Graduação em Letras Vernáculas na Universidade Federal da Bahia.
A 2ª edição sai em Setembro e os interessados em colaborar podem enviar a partir de 20 de maio - 30 de julho do corrente ano, artigos, resenhas e opiniões sobre a temática africana e afro-brasileira para o conselho editorial da Revista.
Há meses, pelas ruas do porto perguntei a um amigo, por onde anda o TseTse, o jovem das “dreads” vermelhas? aquele do timbila muzimba?…o meu compatriota respondia: esse esta em Évora, anota ai o email dele… Mantive os primeiros contactos...em forma de questionário, perguntei: onde andas? o que que é feito de ti ?…duas semanas depois, Tsetse responde com um link anunciando a estreia mundial da banda Txikiss….Estou a “jobar” nesta banda Mano – assinava assim o email.
Txikissé uma banda internacional, de músicos radicados e que vivem em Évora
A banda que surgiu em Janeiro de 2008 e teve sua estria mundial a 11 de Abril de 2008 é composto por António Tavares - Guitarra, Percussão e Voz, Tse-Tse- Mbira, percussão e voz,Bruno Cintra- Batéria, Percussão, Flauta Tamborileiro , Voz eHugo Fernandes- Violencello, Guitarra e Voz.
A sua inspiração é a base da acústica de vários continentes, com viagens a Cabo Verde, Moçambique, Portugal e Brasil, e anexando influencias de vários estilos de música de todos continentes, com um principio básico, a mensagem Revolucionária e intervencionista.
A próxima aparição da banda será no ALKANTRA FESTIVAL a 5 de Junho e terá como convidado Gil Nave, no Saxofone, Flauta, Concertina e Guitarra. Enquanto isso não acontece, dois temas podem ser apreciados no youtube nomeadamente: Não Pensa, Dança e Gracinda.
Não conheço Londres… a visita a este pais esta para breve. De lá onde não conheço, chega o e-mail de um amigo, Phiri Macuacua, com boas notícias.
Phiri fala da sua exposição que pode ser vista ate o dia 1 de Junho da Galeria THE SPENCE.
A exposição que é individual, Phiri atribui lhe o titulo de FOUR PHASES. Na mostra estão presentes pinturas feitas a óleo e acrílico.
Se já esta ou vai passar por Londres, procure pela Galeria THE SPENCE, 178 Stoke Newgington Church Street N16, certamente que vai conhecer as obras do Moçambicano Phiri Macuacua.
KANIMAMBO e NKONGOMETO é assim que o artista plástico Sebastião Matsinhe apresenta as exposições de pintura agendadas para última semana de Maio.
A partir de 22 à 29 de Maio de 2008, os amantes das artes plásticas em Maputo podem visitar na Mediateca do BCI-Fomento – Espaço Joaquim Chissano para apreciarem a nona exposição individual de Sebastião Matsinhe chamada KANIMAMBO(obrigado).
No dia 23 de Maio de 2008 na Associação Moçambicana de Fotografia, Sebastião Matsinhe ao lado de seus amigos e apresentam a colectiva NKONGOMETO (Destino), exposição que encerra à 1 de Junho.
As exposições “KANIMAMBO e NKONGOMETO” fazem parte das actividades agendadas para assinalar o Décimo Aniversário de carreira Artística de Sebastião Matsinhe sob o lema O Destino É Imprevisível, Mas A Aposta É Vencer!
Actualmente Sebastião Matsinhefaz a sua formacao na University of the Western Cape, na Africa do Sul, aliás foi nesta Universidade que em 2005 e 2007 recebeu o grau de BA (bacharelato) e BA Honours (licenciatura em artes - Antropologia).