Mostrar mensagens com a etiqueta poesia. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta poesia. Mostrar todas as mensagens

julho 27, 2011

Ka Mpfumo choveu

Ka Mpfumo caiu chuva,

Chuva grossa e pesada,

Chuva que eram nuvens,

Nuvens escuras e volumosas,

Nuvens que metiam medo.

Ka Mpfumu choveu,

Choveu e tudo ficou alagada!

Ka Mpfumu caiu chuva

E chuva que caiu,

Agora é uma lagoa,

Agora é uma lagoa,

Lagoa que é suja e porca, lagoa que engole meia casa,

Casa que flutua

Casa que se afoga

Ka Mpfumu choveu,

Choveu e tudo ficou alagado

A area, os caminhos…

É tudo água da chuva,

água e mais água

Que se torna suja,

Suja cada vez mais.

É nestas águas empapadas com lama

Que os nossos pés merglham,

Na lama viscose,imunda

Que suja pés mistos,

Que suja pés negros…

Sim! É isso…!

Que ressuja pés pobres.

É chuva que caiu!

Ka Mpfumu choveu.

Choveu e tudo ficou alagado!

Vovó não tem casa p’ra dormir,

Mamã não tem onde cozinhar,

É fome que traz inanição


In Fanhana [ p. 19 e 29] de Marcelino Comiche

novembro 18, 2007

PREFIRO ME CALAR PARA NÃO ABALAR MINHA FÉ

afirma Amin Nordine, poeta moçambicano, Prémio Municipal da Cidade de Maputo

Amin Nordine (camiseta branca) e João Paulo Quehá

Tira-me uma foto rapaz, um dia vais precisar dessa foto...wene pá... tira-me ao lado do meu amigo, o grande artista Joãooooo Pauloooo Quehaaaaá...eu não sou nada, mas Quehá é uma estrela. Assim falou Amin Nurdine no encerramento do festival de arte revivendo mestre Chissano ( 20/10/2007) no Museu Galeria Chissano na Matola.

Amin Nordine tinha razão, hoje ilustro esta conversa connversa entre o Poeta e Alexandre Chauque, jornalista do jornal Noticias.

Entrevista completa click aqui

Fonte:
Texto: Alexandre
Chaúque, Jornal Noticias
Foto: Ouri Pota

setembro 28, 2007

No dia 20 de Setembro de 2007, convidaram-me para a Noite do Silêncio no sítio do costume, o café bar Gil Vicente, a priori questionei porque sair para um sítio com silêncio...contudo acabei aceitando o convite.

Foi uma Noite do Silêncio onde só os poetas tem direito de quebrar o silêncio...neste contexto apresento aqui, um poeta, Amin Nordine que durante a sessão do silêncio rabiscava no meu bloco (do blog) o qual compartilho com os leitores o deseu texto com título Desbafo.

Amin Nordine em plena declamação do seu poema

Desabafo

É empolgante o que se está a passar com a juventude maputense que pese embora o contraste da perda de valores preciosos, quiçá, relativos ao cometimento em envolver-se com drogras e prostituiçâo, sâo substituidos por outros limpadores do caminho que se pervoram na arte de afirmação por intermédio da arte.

Um exemplo do facto é a sua assumida intervenção na área da poesia, cantio, dança, música que mais vivifica a perenidade de vermos .

O Café Bar Gil Vicente....é o viveiro dos que se plasmam em tal (deixe-se a publicidade)...tenho a certeza que a ser assim posso morrer feliz...

Amin Nordine
(Poeta) 20.09/07