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janeiro 24, 2008

MATOLA LANÇA CONCURSO PARA 3º FESTIVAL DE JAZZ

Eis a publicidade da segunda edição do Festival de Jazz da Matola

O CONSELHO Municipal da Cidade da Matola vai lançar brevemente um concurso público para a realização da terceira edição do Festival de Jazz da Matola. O concurso estará aberto a todas as entidades públicas ou privadas e ainda singulares ou colectivas

Com este concurso público, o Município da Matola pretende encontrar uma entidade competente e capaz de continuar, a partir da edição deste ano, a realizar os festivais na mesma linha que vinha sendo levada pelo Município da Matola.

Ao primar por esta iniciativa, o Conselho Municipal da Cidade da Matola pretende deixar de organizar os festivais de Jazz, pois, como se sabe, o evento era produzido por aquela autarquia, que foi quem desenhou e massificou a ideia.

Dados fornecidos ontem ao nosso Jornal por Licínio Mauaie, do Município da Matola, indicam que no quadro das responsabilidades entre as partes, a autarquia ressalvou que gostariam que a entidade a quem será entregue o projecto continuasse a trabalhar dentro do mesmo espírito, o que significa, por exemplo, que a maior parte das bandas a marcarem presença fossem moçambicanas.

Por outro lado, o evento não deve mudar de nome, continuando a ser conhecido como: “Festival de Jazz da Matola”, e do local da sua realização, que é no Auditório Municipal da Matola.

Licínio Mauaie disse ainda que, já foram traçados os critérios do concurso, sendo que o mesmo está previsto para que seja lançado já em Fevereiro próximo.

A primeira edição deste evento teve lugar em 2006 e contou com a actuação de músicos moçambicanos que se dedicam àquele estilo. No arranque do evento, os organizadores decidiram homenagear o falecido músico Gito Balói (1965-2004).

A homenagem a Gito Balói, baixista e cantor moçambicano que se tinha radicado na África do Sul, derivou do facto de ele ter sido matolense antes deixar a sua terra natal para procurar melhores condições de vida no país vizinho.

Jimmy Dludlu, Moreira Chonguiça, Hortêncio Langa, Nanando, Jorge Domingos e as bandas Matola Jazz, Malhangalene Jazz Quartet, Manganês, Pazedi, Tucan-Tucan e Nondje foram as primeiras estrelas a actuar no primeiro festival daquela autarquia, que tem como patrono o edil Carlos Tembe.

Foto: Ouri Pota

Texto: Jornal Noticias, 24/01/08



novembro 03, 2007


Brevemente trago pequenas notas sobre actuacoes do Chico Antonio m Franca. Pela imagem, o sorriso algo do bom aconteceu...

setembro 16, 2007

QUANDO A NOITE DORME...NASCE A MADRUGADA

Aquela noite não dá para esquecer, murmurava eu arredores do café Bar Gil Vicente, a caminho de casa, após uma longa jornada de copos e música.

O dia 7 de Setembro, também conhecido como dia da Vitória, foi a data escolhida pelo jovem polivalente Chico António. Guitarradas agendas para 22.30 horas no café Gil Vicente, que só iniciaram a meia noite (mau sinal), pois uns e outros já tinham programado o bolso (dinheiro), contudo as guitarradas começaram, Chico se aproximou ao microfone, cantou Abram Alas...apenas para testar o público...

Testado o público, Chico tinha uma missão, justificação antecipada da sua ausência de Moçambique, uma breve demonstração do que preparou para França e um teste final para os fãs muito em particular ao doador, ali representado pelo director do Centro Cultural Franco Moçambicano, Jean Michel Champault, um apaixonado pelo movimento cultural Moçambicano.

A plateia era habitual, malta das artes e letras e dos copos, claro. Bebiam-se a contar com os bolsos, mas bebiam a música sem contar com o cansaço do artista. bís,bís,bís...Um coro nalgumas vezes organizado, noutras desorganizado acompanhávamos a banda constituída por Chico na guitarra acústica e voz, Carlos Gove no baixo, Stélio na bateria, Jorge Domingos na guitarra solo. O público marcou falta vermelha ao Rufas Maculuve, pois esteve ausente, nem o seu teclado deixou ali para disfarçar...

Para fechar a lacuna da ausência do Rufas, Chico em jeito de provocação chamou o Jorge Domingo, este que mostrou que filho de peixe sabe nadar, ali a conversa era acústico e solo, duas linguagens simples de perceber para um ouvido apurado, era uma guerra de melodias, harmonia, num duplo dedilhar com uma só mensagem, agradar a alma...na plateia, murmuravam: - estes gajos tocam...

Definitivamente a noite dormia...acordava assim a madrugada, os amantes das artes e letras iam chegando, Chico também atento a plateia saudava os que conseguia reconhecer, uns gritavam para se evidenciar...outros pediam temas do seu gosto, Chico seguia o repertório combinado com a banda, se É QUE tinham mesmo combinado....

Meigoooo....venha me ajudar – gritava Chico...e como o Homem vive consoante o ambiente que o rodeia, o Sociólogo e escritor Filimone Meigos subiu ao palco, conheço-o nas guitarradas, mas naquela noite vi outra coisa .... ele ao microfone, a maneira bi-bi-bi-ba-ba-txurururu... (algo idêntico)

Chico deixou de dedilhar, colaborou com o improviso do Filimone Meigos. Um dia memorável, acredito que a obra de arte é aquela que não se repete...neste estilo, no mesmo local, a mesma hora e a mesma velocidade...duvido.

Estava bom demais, até porque comemoravamos o dia da vitoria, 7 de setembro, em plena madrugada de 8 do mesmo mês... Entre os assistentes também estava José Mucavel, este, sem autorização se fez ao palco...puxou o microfone, entrou na onda da banda e cantou Nkululeko...linda interpretação num dia de festa...com esta composição atravessávamos rios espiritualmente...

Espectáculo lindo, porém vai um reparo para a produção, 22.30 hora agendada para o espectáculo, mas teve seu inicio a 00.00h, assim não dá...ausência de elementos da banda sem justificação ao público também não joga.

Linda noite, alias madrugada, talvez voltaremos a viver momentos idênticos no regressso da banda depois de três meses de ausência passeando a classe em França, onde Chico já se encontra desde o passado dia 10 de setembro enquanto que a banda arranca a 25 de setembro do corrente mês.

Os ponteiros giravam e indicavam 03:00 horas. A sala estava vazia e palco se despedia do público...venham sempre...


agosto 27, 2007

NO SITIO DO COSTUME...ALFA AO VIVO


Ao Vivo no Café Bar Gil Vicente, 6ª feira dia 31-08-2007 às 22:30Horas.
Alfa Thulana . guitarra e voz
Larsen - Piano
Nené - Bass
Filipe - Drums