
"A Marracuene Kuni King ya Marrabenta, mas não pode ilunga laku mine...Ni mwana wa Jéhovah na Jesus - Em Marracuene existe um Rei da Marrabenta, mas não pode desafiar ...Sou filho de Jeová e Jesus "
In Marrabentar Vozes de Moçambique, p.61
Surpreender-te no ar desprevenido
que por vezes assumes
- o busto inclinado para trás,
semicerradas as pálpebras
num olhar de penumbra difusa
- e fazer-to
Munir-me com toda a minha
e arteirice de um velho legionário
experimentado,
usar o bote, a finta, o ataque
envolvente e de surpresa
de modo a garantir sem probabilidade
de erro ou falha
que não possas entrincheirar-te
na retractibilidade dos rins
ou na chave de pernas.
Mas não se diz de certas coisas
que as fazemos:
aparecem feitas
in Mangas Verdes com Sal , Rui Knopfli, p.77
Ernesto Francisco Ndzevo, conhecido nos meadros artísticos por Ximanganine já dedilhou o seu novo Bandolim. Passaram horas, dias, meses e anos que Ximanganine reclamava o estado do seu Bandolim ou seja pretendia cordas para concertar seu bandolim, pois o seu próprio carpinteiro já o avisará sobre as dificuldades de concertar este instrumento. Rosa Langa jornalista da Rádio Moçambique ouviu o pedido dos “bastidores” do Ximanganine, sem programar encontrou Ximanganine a espera do almoço no centro social da Rádio Moçambique e entrevistou-o.
A entrevista radiodifundida em Junho no programa Compasso na Rádio Moçambique 92.3 FM foi ouvida por um grupo de amigos da Rádio, ou seja fans do programa Compasso., nomeadamente Uamusse e Oliveira escutaram a entrevista e ficaram sensibilizados, sem demoras decidiram em vez de cordas para o bandolim, optaram por comprar um Bandolim, foi Oliveira que na sua viajem a Coimbra adquiriu o bandolim e trouxe para Moçambique [Chimoio] e pediu ao amigo Uamusse para que o fizesse chegar ao artista [Ximanganine] em Maputo.
O programa Compasso, onde Uamusse e Oliveira ouviram a entrevista, foi nele "Compasso" que pretenderam fazer a entrega [surpresa ] do respectivo bandolim. Assim foi... sexta feira 19 de Agosto de 2011, 17 horas, a equipe do programa Compasso organizou no Estúdio Auditório na Rádio Moçambique, um evento com propósito de Homenagear o Grupo RM, neste evento Uamusse se faz presente, o Ximanganine é convidado para plateia ...No meio de programa, onde a banda actua, Rosa Langa entrevista Wazimbo para falar do passado do Grupo RM, neste relato Wazimbo recorda que foi professor de Ximanganine ensinando a tocar Congas ...
Ximanganine tentando "arrancar " a guitarra para acompanhar o grupo RM
Ximanganine é sugerido a tocar com o grupo RM, ele vai directo para um dos guitarristas da banda para “arrancar- lhe” a guitarra”, este recusa dizendo: VAI BUSCAR TEU BANDOLIM PARA TOCAR...a plateia grita Bandolim...Ximanganine sempre bem humorado diz que o Bandolim esta a dormir, está lá no sector... Rosa Langa pergunta a plateia se alguém teria um Bandolim para emprestar ao Ximanganine...Uamusse levanta e diz que lhe pode emprestar...abre a “maleta” do Bandolim, Ximanganine não resiste e suspira...e diz HAWEEENAAAAAAAAA....Rosa pergunta se está a tremer...o artista e jeito de humor diz ESTOU A SENTIR ME NO CÉU...Há autorização para tocar com o GRUPO RM, Ximanganine pede 5 minutos para afinar seu instrumento, sai do palco para os bastidores, Do regresso ao palco anuncia que vai dedilhar MODASKAVALU ou seja MODA XICAVALU em homenagem póstuma ao seu mestre Fany Mpfumo....
Foi uma tarde Fantástica
Parabéns Ximanganine,
Parabéns Rosa Langa
A Luta Continua Programa Compasso.
Mais Uamusse [s] e Oliveira [s] para este belo Moçambique e o mundo....
Escute aqui a entrevista da Rosa Langa e Ximanganine, o "papo" que sensibilizou Uamusse e seu amigo Oliveira.
COMPASSO XIMANGANINE 1 JUNHO by ouri Pota
Algumas fotos do evento




Sábado 20 Agosto 2011 | 16H34
Will - Guitarra e Voz, Anibal, guitarra e voz, Inácio no baixo, Abilio na bateria e Thalito.

Uma nova proposta de produção, execução e audição de música jazz e tradicional. Organizado conjuntamente pela Escola de Comunicação e Artes da UEM - ECA, e o Museu de História Natural - MHN, também da UEM, o Ecarte-Jazz, acontece todas as sextas-feiras nos jardins do Museu de História Natural, e conta com o empenho dos seus professores de música e respectivos alunos, além de convidados de gabarito.
A vez, nesta sexta dia 05/08/2011, é do Músico Hortêncio Langa, Licenciado em Música, pela Universidade Eduardo Mondlane, na Escola Comunicação e Artes-ECA!

EXPOSIÇÃO & INSTALAÇÃO
Inauguração | Terça-feira | 2 AGOSTO 2011| 18H30
Patente até 20 de AGOSTO
RUÍNAS DO PASSADO | BUTCHECA (Moçambique)
RUÍNAS DO PASSADO apresenta obras realizadas entre 2010 e 2011, trabalhos que vão da pintura, no seu formato convencional, à instalação, com peças que ultrapassam a bidimension alidade da tela e que constituem trabalhos escultóricos de grandes dimensões em que exploro a técnica mista na sua concepção mais vasta, misturando materiais, técnicas e suportes diversos.
A temática abordada e referenciada no título RUÍNAS DO PASSADO remete para o que está destruído, degradado ou perdido no passado, sendo que existe sempre a possibilidade de transfor mar o velho em novo como forma de construir o presente e o futuro.
BUTCHECA
Ka Mpfumo caiu chuva,
Chuva grossa e pesada,
Chuva que eram nuvens,
Nuvens escuras e volumosas,
Nuvens que metiam medo.
Ka Mpfumu choveu,
Choveu e tudo ficou alagada!
Ka Mpfumu caiu chuva
E chuva que caiu,
Agora é uma lagoa,
Agora é uma lagoa,
Lagoa que é suja e porca, lagoa que engole meia casa,
Casa que flutua
Casa que se afoga
Ka Mpfumu choveu,
Choveu e tudo ficou alagado
A area, os caminhos…
É tudo água da chuva,
água e mais água
Que se torna suja,
Suja cada vez mais.
É nestas águas empapadas com lama
Que os nossos pés merglham,
Na lama viscose,imunda
Que suja pés mistos,
Que suja pés negros…
Sim! É isso…!
Que ressuja pés pobres.
É chuva que caiu!
Ka Mpfumu choveu.
Choveu e tudo ficou alagado!
Vovó não tem casa p’ra dormir,
Mamã não tem onde cozinhar,
É fome que traz inanição
In Fanhana [ p. 19 e 29] de Marcelino Comiche
Aberto o prazo de apresentação de filmes a concurso para “MUJERDOC” – III Festival Internacional de Cinema Documentário sobre género organizado pela ONG Mujeres del Mundo.
A data limite de apresentação dos trabalhos é 30 de SETEMBRO de 2011.
Esta 3º Edição do Festival terá lugar no próximo mês de Março na cidade de Soria, (Espanha).
Os prémios de MUJERDOC 2012 são:
- Prémio Mujer: 2.000 euros (Filmes em que a realizadora seja mulher)
- Prémio Mediometraje/Largometraje: 2.000 euros (superior a 60 minutos)
- Premio Cortometraje: 1.000 euros (até 60 minutos)
+ INFORMAÇÃO: