julho 14, 2011

Verdades Ocultas, de Victor Sousa

«Victor Sousa, artista multifacetado, apresenta nesta exposição um trabalho realizado entre 2009 e 2011, em cerâmica e pintura. Remete para o universo feminino, como não poderia deixar de ser. A mulher, nos trabalhos de Victor Sousa, é sempre objecto de representação. Ela é representada com uma carga expressiva e detentora de uma áurea festiva que revela sensibilidade e amoralidade. Nas pinturas, a presença da figura feminina identifica a preocupação com os valores étnicos, familiares, morais e religiosos.

A escultura, em Victor Sousa, é menos utilizada como meio de expressão, tendo normalmente a argila como matéria-prima. Nela, o artista faz a representação do “oculto”, isto é, a forma e os elementos nela incorporados sugerem-nos uma ligação com a espiritualidade. Esta é uma das possibilidades plásticas de que Victor Sousa faz uso na forma e nos materiais como meio de adquirir energias cósmicas, carregadas de significado místico, sem deixar de lado o seu carácter decorativo, afectivo e expressivo.»

(Jorge Dias, do catálogo da exposição).

Saiba mais aqui

julho 08, 2011

Deodato Siquir lança 2º CD “MUTEMA” na Suécia

MUTEMA é uma dedicatória póstuma a minha Mãe - Berta Telma da Conceição Manjate
- Deodato Siquir


O músico e baterista moçambicano Deodato Siquir radicado na Suécia lança dia 09 de Julho do corrente mês, o seu 2º CD intitulado MUTEMA, no espaço Visons Butik, na cidade de Estocolmo.

O disco constituído por 11 temas é uma mistura de ritmos tradicionais africanos e o jazz, temas gravados em Moçambique e na Suécia, muitos deles cantados num “mix” do Tonga, inglês e Português com vista a internacionalizar o seu trabalho.

Mutema reúne composições que retratam uma homenagem póstuma a sua mãe falecida a 9 de Julho de 2009 [passam 2 anos sem a mãe]. Como forma de imortalizar a sua querida Mãe Berta Telma da Conceição Manjante de nome tradicional MUTEMA.

MUTEMA significa coração na língua Lingala do Congo

O amor, paz, saúde e prosperidade são temáticas que integram o disco MUTEMA. Recordar que MUTEMA não é substituição do disco em prelo “MANDAMENTOS DA VIDA” que o artista havia prometido aos seus fãns.

O Álbum MUTEMA conta com a participação de artistas moçambicanos [Chico Matada, Celso Paco, Isildo Novela, Matchote, Nelton Miranda ,Felipe Robles [Chile], Preben Carlsen, Signe Lykkebo Dahlgreen,Soren Heller, Thomas Hyllested [Dinamarca] Phong Le, [Vietnam], e Yaya Diabate [Senegal ].

Recordar que Deodato Siquir, músico moçambicano lançou em 2007 em Copenhaga, Dinamarca, o seu primeiro CD a solo intitulado “Balanço” o qual foi directo para o prestigiado World Music Charts Europe, Top 10 na RDP África, no programa Música sem Espinha e mereceu o prémio Revelação na parada de música moçambicana da Rádio Moçambique, o Ngoma Moçambique 2008.

Em Moçambique os discos estarão disponíveis a partir do dia 9 de julho corrente, no Gil Vicente e Ambients Bar.

Escute a entrevista do músico e baterista aqui

Compasso - Deodato Siquir 07 jul 2011 by Deodato Siquir

A Ministra - de Romão Cossa




A obra de Romão Cossa está disponível na Associação dos Escritores Moçambicanos em Maputo [Av. 24 de Julho, nº 1420 ] .

Romão Cossa, nasceu a 10 de Março de 1951 em Mandlhacaze, provincia de Gaza, filho de mãe doméstica e pai funcionário banceario. Entre 1957 e 1959 frequenta a Escola Primária na Missão de S.Benedito dos Muchopes -Mangunze - Gaza. Em 1960 vem a Lourenço Marques, onde concluiu o ensino Primário na Escola S. Gabriel da Munhuana - Bairro Indigena, em 1964.

Em 1971, cursa enfermagem na Escola Técnica dos Serviços de Saúde Calouste Gulbenkian. Em 1972 é forçosamento incorporado no Exército Colonial Português, passa por Boane e Chimoio onde se especializa em Polícia Militar. No mesmo ano ruma para a cidade de Tete, para estancar a desordem e anarquia perpetradas pelas forças Armadas Portuguesas na Cidade e subúrbios. Posteriormente participa nas escoltas de material para a construção da barragem de Cahora Bassa, de Moatize e Songo e da Beira a Songo.

Em 1974 é desmobilizado.Em 1978 concluiu o ensino Secundário na Escola Josina Machel em Maputo. Entre 1979 a 1981 é graduado no Instituto de Ciências de Saúde de Maputo, como enfermeiro especializado em Anestesiologia tendo sido afecto na Província de Inhambane. Em 1984 regressa a Maputo e é afecto ho Hospital Central de Maputo.

A Ministra é a sua estreia em livro.

Texto da Contracapa do Livro.
Lançamento oficial 8 de Julho de 2011

maio 24, 2011

Debate no Estúdio Auditório da Rádio Moçambique

Convidados :

Armindo Ngunga – Centro dos Estudos Africanos

- Desafios e Estrategias da implementação da Ortografica Padronizada da Línguas Mocambicanas

Orlando Dove – Ministério da Cultura

- Posicionamento do Ministério da Cultura

Rafael Sendela – Instituto Nacional do Desenvolvimento da Educação

- Posicionamento do Ministério da Educação

Padre Maheme – Igreja Católica

- Posicionamento das Igrejas

Almeida Magaia – Direcção de Emissões em Línguas Moçambicanas da Rádio Moçambique

- Desafios da Rádio Moçambique

Mais detalhes : www.linguisticaecsocial.wordpress.com

Prêmio Descobertas RFI 2011


Prazo: 15 de Junho de 2011

Prémio : 10.000 Euros

Promoção intensa, um concerto em Paris e um périplo pela África
O concurso internacional Descobertas RFI 2011 tem como objectivo favorecer o desenvolvimento da carreira dos artistas ou grupos musicais profissionais de África, das Ilhas do Oceano Índico e das Caraíbas.

O prémio DESCOBERTAS RFI 1991 foi para música CINETA de Chico António.

Saiba mais sobre o concurso clicando aqui [ RFI ]

maio 22, 2011

Sem Limites ...de Samuel Arão Djive






Uma exposição por apreciar na Associação moçambicana de fotografia...são 19 obras [pintura e instalação] que Djive propõe aos amantes das artes plásticas. Para os que estão longe ou não poderão participar, ficam algumas imagens das obras deste jovem artista Samuel Arão Djive [ Djive ].

6º Festival Internacional de Publicidade


DIA 25 DE MAIO DE 2011

09:00 – Início do trabalho do Júri do Festival no Girassol Bahia Hotel

18:00 – Abertura Oficial do 6º. Festival Internacional de Publicidade de Maputo, seguida da inauguração das peças a concurso no Instituto Camões.

19:00 – Cocktail no Instituto Camões.


DIA 26 DE MAIO DE 2011

09:00 – Sessão do Júri do Festival no Girassol Bahia Hotel

12:30 – Intervalo

14:00 – Sessão do Júri do Festival

14:00 – Sessão de trabalhos da Assembleia Geral da CPPLP

18:00 – Cocktail


DIA 27 DE MAIO DE 2011

09:00 – Sessão do Júri do Festival no Girassol Bahia Hotel

12:30 – Intervalo

14:00 – Sessão do Júri do Festival no Girassol Bahia Hotel

16:00 – Anúncio da Short List

17:00 – Entrega dos prémios Concha de Prata e Concha de Bronze, no Instituto Camões.

19:30 – Jantar de Encerramento com espectáculo, distribuição dos prémios Concha de Ouro e Grande Prémio e do Prémio Carreira, no recinto do Centro Internacional de Conferência Joaquim Chissano.

23:00 – After Party

Acompanhe o festival clicando a página www.festivalmaputo.com


abril 29, 2011

Hoje na 2ª edição da Feira do Livro em Maputo

Do Passado Colonial a independência é um livro que contribui para a compreensão das dinâmicas da sociedade moçambicana, a partir dos discursos publicadas no semanário Savana por ocasião das celebraçnoes das datas históricas do Pais.

O autor procura analisar a memorica social de uma elite moçambica produtora de opinião. A obra dá a conhecer não só a forma como os empresários e trabalhadores estrangeiros constituem notícia, mas também o modo como os próprios moçambicanos são representados ao longo desses episódios. Ao longo da análise procura-se identificar as condições e as motivações através das quais o Outro é representado e, eventualmente recusado.

João Feijó é linceciado em Sociologia e mestre em relações interculturais. Actualmente frequenta doutoramento em Estudos Afrcanos e tem publicado uma série de investigações relacionadas com as identidades e as representações sociais, com a gestão de recursos Humanos em contextos moçambicanos ou com a presença chinesa em Moçambique.

Local : FEIMA [ no recinto do parque dos trabalhadores]

Texto retirado na contra capa da obra

abril 19, 2011

Seminários do Departamento de Arqueologia e Antropologia da UEM: sessão com Albino Jopela e Arianna Fogelman

Arianna Fogelman

Doutoranda no Departamento de Antropologia na Universidade de Boston nos Estados Unidos (BA Universidade de Califórnia, Berkeley 2002; MA Universidade de George Washington, 2005). Recebeu uma bolsa de estudo da DDRA Fulbright-Hays em 2009 para fazer a sua pesquisa no norte de Moçambique. O seu interesse académico é a alimentação e o significado cultural dos alimentos para os camponeses que praticam a agricultura de subsistência. Projectos anteriores incluem estudos de obesidade no África (disponível em Português) e artes turísticas em Ghana. Também participou na equipe que organizou um museu em Metangula (Distrito de Lago, Niassa)

Sinopse

Este apresentação apresenta os dados preliminares dum estudo realizado em Metangula entre Fevereiro 2010 e Abril 2011. Vai explorar o comportamento alimentar do povo local, com foco no impacto das crenças tradicionais de saúde, (di)gestão, força vital, temperatura, e a separação de pessoas e animais.

Albino Jopela

É Mestrado em Arqueologia (Estudos de Arte Rupestre) pela Universidade de Witwatersrand, África do Sul, estando afecto ao Departamento de Arqueologia e Antropologia da UEM, onde exerce actualmente as funções de Director do Curso de Arqueologia. A sua área de pesquisa enquadra-se nos Estudos do Património (Heritage Studies) tendo como principais áreas de interesse os Sistemas de Gestão do Património (sistema tradicional e sistema formal), Património Cultural Imóvel (arte rupestre, património urbano, paisagens culturais) e Sistema do Património Mundial. Para além da docência e investigação, tem colaborado com instituições nacionais (Ministério da Cultura) e internacionais (UNESCO) na elaboração de Planos de Gestão do Património Cultural e dossiers de candidatura para inscrição de bens na Lista de Património Mundial.

Sinopse

Em muitas partes da África Austral os sistemas formais de gestão do património não têm conseguido, por si só, garantir a protecção de sítios de arte rupestre, bem como a salvaguarda dos valores patrimoniais (algumas vezes sagrados) associados a tais sítios. As comunidades que vivem nas proximidades de sítios do património cultural têm, desde períodos históricos, desempenhado um grande papel na salvaguarda de locais com significado cultural através dos seus sistemas de custódia tradicional. Contudo, muitas vezes esses sistemas são ignoradas ou não plenamente reconhecidos pelos organismos do Estado responsáveis pela gestão do património cultural.

Esta comunicação é baseada num estudo que procura perceber se um conhecimento mais aprofundado dos sistemas de custódia tradicionais pode fornecer orientação para a adopção de métodos mais eficazes e sustentáveis para a gestão de sítios de arte rupestre, alguns dos quais imbuídos de valores sagrados. O trabalho analisa alguns sistemas de custódia tradicional na sub-região austral de África, mais especificamente, a relação destes sistemas com sítios de arte rupestre. Em Moçambique, a paisagem cultural de Vumba, no Distrito de Manica, é usado como estudo de caso e o sistema de custódia tradicional aqui existente é comparado aos sistemas dos Montes Matobo (Zimbabwe) e Chongoni (Malawi).

Numa tentativa de combinar os aspectos positivos dos sistemas tradicionais e formais de gestão do património, o autor recomenda a adopção de um modelo de gestão do património orientado pelo “pluralismo jurídico” na legislação cultural e enriquecido por uma “filosofia de cosmopolitismo”.