dezembro 19, 2007

MAJESCORAL E O CONCERTO DE NATAL



As informações indicam que o concerto é um presente de natal (gesto carinhoso) para aos fãs, amigos, simpatizantes do Majescoral.

Sempre com algo diferente, desta vez o Majescoral apresenta um concerto que junta o clássico, o contemporâneo e o tradicional. Estão convidados para animar o concerto de natal o grupo de crianças com vozes angelicais ( os nossos anjos); a coreógrafa da Companhia Nacional de Canto e Dança Maria Helena Pinto, o trovador e encenador Alvim Cossa e do pianista americano Geoffrey

Dia: 21 de Dezembro de 2007
Hora: 19h
Local: Cine- África

GLÓRIA A ARÃO LITSURI

NUNCA será redundante falar dos lingotes de ouro. Ou evocar os degraus da escada que nos levará para os arredores do céu. Ou ao céu. Moisés, ao receber a ordem de ir ao Egipto – pela voz de Deus – libertar os filhos de Israel, contrapôs ao Criador do Céu e da Terra dizendo: porquê tenho que ser eu a ir ao Egipto libertar os filhos de Israel? E Deus trovejou: porquê não tens que ser tu a ir ao Egipto libertar os meus filhos?
E Moisés retorquiu: mas eu sou gago. E Deus retornou: quem te deu a gaguez fui eu. Ademais, quem falará – através de ti – quando chegares ao reduto de Faraó, será teu irmão Arão. Agora vá.

Moisés foi – em obediência a Deus - com a sua gaguez e Arão, seu irmão, falou através dele, até ao rebentamento dos ferrolhos e das grades e das grilhetas. Ou seja, Arão Litsuri recebeu a missão importante - ou pelo menos a missão - de libertar os corações com a música. E tem-no feito desde que Deus lhe apôs a voz e a destra nas mãos para tocar a guitarra. Até hoje. Que sua mãe canta através deste que celebrizou Malangavi ya Ndzilo.

Ele convocou para a última quinta-feira no cine-Teatro África, o seu saber e, juntando-se a uma banda de cristais, celebrou o lançamento de duas obras da intelectualidade: nomeadamente o disco “Arão Litsuri: Dez Anos Depois” e o livro “Há Negros na Bíblia?” .

Foi uma cerimónia inédita, que teve também a missão de nos fazer recuar musicalmente para os anos 70/80 quando, ainda jovem, Arão juntava-se a outros da sua geração, como Filipe Comé, Hortêncio Langa, João Cabaço, Abel Chemane, Adérito Gomate e muitas outras figuras daquele tempo. Que se mantêm até hoje.

Texto completo de ALEXANDRE CHAÚQUE ( Jornal Noticias ) veja aqui

dezembro 06, 2007

Com o apoio do Instituto Camões em Maputo e da associação MUVART, Maputo acolhe de 10 a 20 de Dezembro de 2007, um workshop do programa de formação ÁfricaDOC.

ÁfricaDOC é um projecto de formação para cineastas e produtores independentes dos países africanos de línguas portuguesa e francesa e é desenvolvido numa parceria entre Luís Correia (LX Filmes/Portugal), Noémie Mendelle (Scottish Documentary Institute/Escócia), Jean-Marie Barbe (Ardèche Images/França), Maty Gueye (Dakar Images/Senegal).

Para o encontro de Maputo foram seleccionados 10 jovens com projectos de documentário.

A formação irá corresponder o nível básico, técnico e teórico e como prova de assimilação dos conteúdos será produzido e realizado um exercício prático, que consiste em filmagem e montagem de uma curta metragem colectiva com a duração de cerca de 5 minutos.

Todos os trabalhos de imagem, som e montagem são executados pelos participantes, se bem que acompanhados pelos formadores.

Após a realização, discussão e avaliação deste exercício filmado, o trabalho da formação é dedicado ao desenvolvimento dos projectos propostos por cada um dos participantes.

No fim do workshop, serão seleccionados os 3 participantes que irão apresentar os seus projectos no Fórum de co-produção a realizar na ilha de Gorée, em Dakar, no mês de Maio de 2008, onde estarão presentes mais de 30 jovens cineastas oriundos dos países lusófonos e francófonos assim como mais de 20 representantes de televisões e instituições, africanas e internacionais.

O workshop de Maputo é leccionado por Luís Correia (produtor da LX Filmes / Portugal), e por Noémie Mendelle (professora da escola de filme e televisão da Universidade de Edimburgo e directora do Scottish Documentary Institute / Escócia)

O programa ÁfricaDOC para os países lusófonos tem o apoio financeiro do Instituto do Cinema e Audiovisual de Portugal e da Fundação Gulbenkian.

novembro 29, 2007

LETRAS E DESENHOS ENCARCERADOS: A RECLUSÃO LIBERTADORA NA ARTE DE JOSÉ CRAVEIRINHA E MALANGATANA VALENTE*

A visão de Ricardo Riso em relação a produção artística de José Craveirinha, com o livro Cela 1, e a série Desenhos de prisão, de Malangatana Valente.

*Comunicação apresentada no III Encontro de Professores de Literaturas Africanas, realizado na Universidade Federal do Rio de Janeiro, no dia 22/11/2007.

Comunicação completa aqui

Navegador Solidario entrevista bloguistas dos PALOP

Mãos de Moçambique responde questões do Navegador Solidário.
Click aqui e veja

novembro 27, 2007

KARINGANA WA KARINGANA…

Karingana Wa Karingana. Sempre foi assim, esse é o marco da nossa tradição da oralidade… assim se contavam as estórias à volta da fogueira.

Karingana Wa Karingana. Assim foi como Mingas terminou o espectáculo de consagração dos seus 30 anos de carreira que, infelizmente, deram para apenas em um CD ela apelar “Vuka Africa” (acorda África!).

Pois então… Karingana Wa Karingana (Era uma vez), uma carreira de 30 anos contada, alias cantada, briosamente, numa só noite, num espaço de quase três horas… Num espectáculo de canto e dança maravilhosamente produzido (pelo mano, cada vez mais mestre, Jimmy Dludlu) e interpretado (pela orquestra moçambicano-sul-africana que acompanhou Mingas – deixo para o Ouri Pota os pormenores técnicos de quem esteve num e noutro instrumento), Mingas resumiu o brilho de uma carreira que ainda vai dar muito…porque ela é a voz feminina de top da música moçambicana… o que já a relega perigosamente para o universo das Divas.

Era uma vez, um espectáculo cinco estrelas, aliás, para deliciar os cinco sentidos:

- A visão (a cor, luz e “confettis” que decoraram o palco, as vestes afro “made in projecto Maciene da FDC” que serviram de traje aos artistas em palco e, porque não, o espectáculo em si que Mingas e as bailarinas da CNCD na arte de dançar)

- A audição (os sons oferecidos pelos instrumentistas e pelos coristas, Naldo, Sheila Jesuíta e Xizimba, a passagem de uma para outra música e a mudança de ritmos e compassos sem quebras…exemplarmente dirigidas pelo “toque de Midas” de Jimmy…para deleite de bons ouvidos, ouvidos adultos)

- O tacto (quem não pode tocar Mingas e sua banda, tocou-se mexendo-se e remexendo-se na dança, cá nas bancadas…porque a noite foi de boa marrabenta, que alguns entraram mesmo em transe…outros julgaram que estavam a levitar…outros atingiram o Nirvana!)

- A fala (pelo canto, belo canto…de Mingas e acompanhada em coro por quase toda assistência, até mesmo por aqueles que de chope, changane e ou ronga pouco entendem)

- O paladar (quem não saboreou os matori-tori oferecidos pela produção lá mesmo para o fim, saiu do “Franco” sem poder dizer com toda a propriedade que “É uma Delícia!”)

Era uma vez, um espectacular… espectáculo que começou a calar-nos “de profundis”, em “valsa lenta” com o jubilado “A Wasati Va Lomu” e depois percorreu todos os temas “hit” de e/ou interpretados por Domingas Salatiel Jamisse ao longo de 30 anos de música, quais “N’weti” (pra marrabentar), e as baladas “Mamana” e “Alirandzo”, “Uta Ti Sola”, “Vuka Africa”…e depois teve aquele momento fenomenal de duas vozes sonantes, contrastantes mas não dissonantes em Duo…com Dua, essa voz “bluesy” sem igual no panorama musical moçambicana com o enternecedor “Ainda És Meu Irmão”!

E, como em todas as estórias da tradição oral moçambicana, a noite de sagração dos 30 anos da carreira musical de Mingas terminou apoteoticamente com “Karingana Wa Karingana, ho-ho-ho karingana/xikongolotwana, hum ka mamane/”… num baile marrabentado que mereceu o pedido de “bis” do público, a que Mingas e a sua banda viraram-se proibidos de dizer não. E dissemos que o espectáculo terminou como começam os contos da nossa tradição, ou como começa a tradição dos nossos contos. Sim, terminou como se começa (Karingana Wa Karingana) precisamente porque cremos que aquela noite marcou o recomeço da carreira de Mingas, que muito tem a dar aos moçambicanos e a África musicalmente.

Aliás, Mingas deve-nos a todos um álbum em que reuna N’weti, A Vasati Va Lomu, Alirandzo, Karingana Wa Karingana e outros temas velhos e novos que queremos ter nas nossas discotecas de casa, de família, porque Mingas tem muita mensagem para essa família Africana que somos…

Karingana Wa Karingana…era uma vez um espectáculo espectacularmente produzido, dirigido e interpretado para o qual não há palavras o suficiente para caracterizá-lo, senão o refúgio em uma palavra para qualificar a nossa incompetência em narrá-lo de tão deslumbrados: inefável! Kanimambo, Mingas!

P.S:
Jojó (teclados), Bokani (piano), Jorge César, Simão Nhancule e Rolando (Percussão, Stélio (bateria), Dodó (guitarra),Carlos Gove (viola baixo), Ivan Mazuze e Neil (Saxofone), Xizimba, Sheila Jesuíta e Naldo (coros).

Texto: Milton Machel (do blog Estado da Media)

Fotos: Ouri Pota

novembro 22, 2007

MINGAS.... 30 ANOS DE CARREIRA

Existem várias formas de dizer obrigado a quem nos ajuda. Mingas prefere dizer obrigado cantando, dai que agendo o primeiro obrigado para hoje 23 de Novembro de 2007, as 20:30h, um concerto Musical no Centro Cultural Franco Moçambicano.

O presente concerto que faz parte de um conjunto de três apresentações agendadas O Franco Moçambicano-23/11, Coconuts 30/11, e bairro do Zimpeto 15 de Dezembro, é um brinde aos seus fãs, amigos e parceiros que directa ou indirectamente deram um apoio simbólico para que Mingas pudesse progredir na sua carreira e ser considerada cantora e compositora de todos os Moçambicano”.

Para a noite de 23 de Novembro no CCFM, a cantora será acompanhada pel sua banda habitual (Nondje) que ao lado de instrumentistas moçambicanos a residirem em Cape Town farão a festa dos 30 anos de carreira de Elisa Jamisse (Mingas).

A iniciativa coordenada pela SONARTE, visa enaltecer o papel da cantora, que durante muitos anos soube partilhar os momentos bons e dificies que posteriormente deram contributo para a sua afirmação na música e no mundo das artes.

Natural de Maputo, tem disponível no mercado nacional o seu primeiro CD a solo, Vuka Africa , com 13 temas, dentre os quais contém também registos de temas a quando a sua integração no Grupo RM, Orquestra Marrabenta Star de Moçambique e Amoya.

Digressões escalando Portugal, Cabo Verde, Brasil, França, Inglaterra, Alemanha, Holanda, Noruega, Dinamarca e Suécia, cantando ao lado de nomes como Miriam Makeba, Harry Belafonte, Hugh Massekela, Paul Simon, Manu Dibangu Gilberto Gil e Hermeto Pascoal, mostra a maturidade que a cantora possui, dai que merece também ouvir o seu obrigado num deste concertos (CCFM, Coconuts e bairro do Zimpeto).

Leia aqui a entrevista com Mingas feita por Gil Filipe do jornal Noticias

novembro 19, 2007

Futuro da música africana nas mãos de Chico António

CHICO António é um alquimista da música moçambicana. Escreveu isso um jornalista francês que viu o nosso compatriota actuar – há cerca de um mês - na terra de Charles de Gaulle. Não resistiu em dizer que o futuro da música africana está também nas mãos do nosso compatriota.


Veja o artigo completo aqui


Fonte:
Texto: Alexandre Chaúque, Jornal Noticias
Foto: http://www.arambare.ptibook.com/index.php?page=galerie&serie=05-03/03-03&photo=0003-0710281030422

novembro 18, 2007

PREFIRO ME CALAR PARA NÃO ABALAR MINHA FÉ

afirma Amin Nordine, poeta moçambicano, Prémio Municipal da Cidade de Maputo

Amin Nordine (camiseta branca) e João Paulo Quehá

Tira-me uma foto rapaz, um dia vais precisar dessa foto...wene pá... tira-me ao lado do meu amigo, o grande artista Joãooooo Pauloooo Quehaaaaá...eu não sou nada, mas Quehá é uma estrela. Assim falou Amin Nurdine no encerramento do festival de arte revivendo mestre Chissano ( 20/10/2007) no Museu Galeria Chissano na Matola.

Amin Nordine tinha razão, hoje ilustro esta conversa connversa entre o Poeta e Alexandre Chauque, jornalista do jornal Noticias.

Entrevista completa click aqui

Fonte:
Texto: Alexandre
Chaúque, Jornal Noticias
Foto: Ouri Pota