outubro 07, 2007

O DESTINO É IMPREVISIVEL,MAS A APOSTA É VENCER !

O prometido é devido. O artista plástico Sebastião Matsinhe durante as comemorações do seu 10º aniversário de carreira como pintor, disse que para além de exposições individuais, colectivas estão agendadas vários programas artísticos.

De 5 à 15 do Julho de 2007, Sebastião Matsinhe apresentou na Associação Moçambicana de Fotografia, em Maputo, a Individual Choro em Retrospectiva, trazendo quadros produzidos nos últimos dez anos de carreira.

Sebastião Matshinhe que acredita que O Destino é Imprevisivel, mas a Aposta é Vencer!, que por sinal é o lema das comemorações do 10º anoversário de carreira, o artista sai do Choro em Retrospectiva para poder sorrir com o público amante das artes plásticas. Eis a razão que na exposição colectiva com Mário Tique, Sebastião Matsinhe intitulou a por KUNWAYITANA o que na sua língua materna Xitswa significa Sorriso.

Em Kunwayitana o sorriso apenas não é para quem fôr a exposição, mas sim um reencontro artistico entre Mário Tique e Sebastião Matsinhe.

Orgulhosamente Sebastião Matsinhe afirma ser fruto de Mário Tique na pintura, ele é meu mestre, dai que a exposição é dedicada a Samora Machel (Homem que admiro) e Mário Tique o mestre...”. Cada artista vai apresentar na modalidade de pintura 12 obras.

Mário Tique interpreta a sua maneira o Kunwayitana. “ ...é um reencontro, pois sem me lembro, conheci o Sebastião Matsinhe aos 6 anos ali na escola Primária 16 de Junho, quando descobri que ao meu lado existia alguém que gostava de brincar com lápis...foi assim que Eu e Sebastião Matsinhe tornamo-nos amigos, colegas de arte e irmãos.....” assim o diz Mário Tique.

Creio que muitos amantes das artes não puderam participar no Choro em Retrospectiva, por vários motivos, mas a está Kunwayitana há motivos para estar presente...pois é uma aula sobre a inserção do Artista Plástico, Sebastião Matsinhe sorrindo ao lado dos eu mestre Mário Tique, este que não aparece publicamente com suas obras desde 1996.

O Hotel Avenida em Maputo é o local escolhido para apresentar KUNWAYITANA (Sorriso) de 20 à 27 de Outubro de 2007, das 09 h às 21 horas.

outubro 02, 2007

INTERCÂMBIO MOÇAMBIQUE - ALEMANHA.

As parcerias entre os países são indispensaveis. Neste contexto, nas relações que Moçambique tem com Alemanha destacando a area cultural, através do Instituto Cultural Moçambique Alemanha, actua dia 04 de Outubro às 20.00 Horas o grupo TAMBOUR, no Teatro Avenida.

Para além do concerto está agendado uma converas entre a banda Tambour, músicos e jornalistas, no dia 03 de Outubro na Associação dos Músicos Moçambicanos, das 10.00 às 12.00 horas.

Durante este único concerto que está inserido no âmbito da promoção intercultural entre Moçambique – Alemanha, os organizadores afirmam que serão apresentados vários números que actualmente servem inspiração para outros músicos do mundo.

O líder do TAMBOUR David Friedman é uma das referências do Jazz Internacional. No seu curriculum constam participações em trabalhos de músicos de Jazz famosos tais como George Benson e Chet Baker.


Dia : 04/10/07 - Quinta feira
Local : Teatro Avenida
Preço : 100 MT

setembro 28, 2007

No dia 20 de Setembro de 2007, convidaram-me para a Noite do Silêncio no sítio do costume, o café bar Gil Vicente, a priori questionei porque sair para um sítio com silêncio...contudo acabei aceitando o convite.

Foi uma Noite do Silêncio onde só os poetas tem direito de quebrar o silêncio...neste contexto apresento aqui, um poeta, Amin Nordine que durante a sessão do silêncio rabiscava no meu bloco (do blog) o qual compartilho com os leitores o deseu texto com título Desbafo.

Amin Nordine em plena declamação do seu poema

Desabafo

É empolgante o que se está a passar com a juventude maputense que pese embora o contraste da perda de valores preciosos, quiçá, relativos ao cometimento em envolver-se com drogras e prostituiçâo, sâo substituidos por outros limpadores do caminho que se pervoram na arte de afirmação por intermédio da arte.

Um exemplo do facto é a sua assumida intervenção na área da poesia, cantio, dança, música que mais vivifica a perenidade de vermos .

O Café Bar Gil Vicente....é o viveiro dos que se plasmam em tal (deixe-se a publicidade)...tenho a certeza que a ser assim posso morrer feliz...

Amin Nordine
(Poeta) 20.09/07

setembro 24, 2007

ONE DAY IN MAPUTO

Resultado do Intercâmbio entre Estudantes Moçambicanos da Escola Nacional de Artes Visuais e da Academia de Belas Artes de Praga, República Checa já está disponível na Internet. Faça um click aqui. Para quem não foi assistir no CCFM ou pretende repetir.

setembro 21, 2007


Algures nas nossas instituições públicas, na baixa da cidade de Maputo.
Linda ideia, o chato é que a campainha está avariada...a quanto tempo não sei...uma semana? digo Sim, porque na semana de 17 à 21 de Setembro a campainha estava avariada como ilustra o papel ao lado na foto...até quando...?

setembro 20, 2007

NOITE DE POESIA

Sexta- Feira, 21/09/2007, no Intstituto Cultural Moçambique - Alemanha, ICMA.
Uma iniciativa do ICMA em cooperação com a União Nacional dos Escritores, UNE.
Participação do poeta britânico que está em Moçambique no âmbito do projecto Power Of The Voice da British Council.

Entradas: Livre/Mahala
Horas: 18:00 Horas

setembro 16, 2007

QUANDO A NOITE DORME...NASCE A MADRUGADA

Aquela noite não dá para esquecer, murmurava eu arredores do café Bar Gil Vicente, a caminho de casa, após uma longa jornada de copos e música.

O dia 7 de Setembro, também conhecido como dia da Vitória, foi a data escolhida pelo jovem polivalente Chico António. Guitarradas agendas para 22.30 horas no café Gil Vicente, que só iniciaram a meia noite (mau sinal), pois uns e outros já tinham programado o bolso (dinheiro), contudo as guitarradas começaram, Chico se aproximou ao microfone, cantou Abram Alas...apenas para testar o público...

Testado o público, Chico tinha uma missão, justificação antecipada da sua ausência de Moçambique, uma breve demonstração do que preparou para França e um teste final para os fãs muito em particular ao doador, ali representado pelo director do Centro Cultural Franco Moçambicano, Jean Michel Champault, um apaixonado pelo movimento cultural Moçambicano.

A plateia era habitual, malta das artes e letras e dos copos, claro. Bebiam-se a contar com os bolsos, mas bebiam a música sem contar com o cansaço do artista. bís,bís,bís...Um coro nalgumas vezes organizado, noutras desorganizado acompanhávamos a banda constituída por Chico na guitarra acústica e voz, Carlos Gove no baixo, Stélio na bateria, Jorge Domingos na guitarra solo. O público marcou falta vermelha ao Rufas Maculuve, pois esteve ausente, nem o seu teclado deixou ali para disfarçar...

Para fechar a lacuna da ausência do Rufas, Chico em jeito de provocação chamou o Jorge Domingo, este que mostrou que filho de peixe sabe nadar, ali a conversa era acústico e solo, duas linguagens simples de perceber para um ouvido apurado, era uma guerra de melodias, harmonia, num duplo dedilhar com uma só mensagem, agradar a alma...na plateia, murmuravam: - estes gajos tocam...

Definitivamente a noite dormia...acordava assim a madrugada, os amantes das artes e letras iam chegando, Chico também atento a plateia saudava os que conseguia reconhecer, uns gritavam para se evidenciar...outros pediam temas do seu gosto, Chico seguia o repertório combinado com a banda, se É QUE tinham mesmo combinado....

Meigoooo....venha me ajudar – gritava Chico...e como o Homem vive consoante o ambiente que o rodeia, o Sociólogo e escritor Filimone Meigos subiu ao palco, conheço-o nas guitarradas, mas naquela noite vi outra coisa .... ele ao microfone, a maneira bi-bi-bi-ba-ba-txurururu... (algo idêntico)

Chico deixou de dedilhar, colaborou com o improviso do Filimone Meigos. Um dia memorável, acredito que a obra de arte é aquela que não se repete...neste estilo, no mesmo local, a mesma hora e a mesma velocidade...duvido.

Estava bom demais, até porque comemoravamos o dia da vitoria, 7 de setembro, em plena madrugada de 8 do mesmo mês... Entre os assistentes também estava José Mucavel, este, sem autorização se fez ao palco...puxou o microfone, entrou na onda da banda e cantou Nkululeko...linda interpretação num dia de festa...com esta composição atravessávamos rios espiritualmente...

Espectáculo lindo, porém vai um reparo para a produção, 22.30 hora agendada para o espectáculo, mas teve seu inicio a 00.00h, assim não dá...ausência de elementos da banda sem justificação ao público também não joga.

Linda noite, alias madrugada, talvez voltaremos a viver momentos idênticos no regressso da banda depois de três meses de ausência passeando a classe em França, onde Chico já se encontra desde o passado dia 10 de setembro enquanto que a banda arranca a 25 de setembro do corrente mês.

Os ponteiros giravam e indicavam 03:00 horas. A sala estava vazia e palco se despedia do público...venham sempre...


setembro 11, 2007

O Escritor Moçambicano, Mia Couto figura na lista dos dez escritores finalistas no 5º Prêmio Portugal Telecom de Literatura – 2007, destinado aos autores de língua portuguesa.

A indicação de Mia Couto refere-se ao livro O Outro Pé da Sereia que ganhou recentemente o Prêmio Passo Fundo Zaffari & Bourbon de Literatura.

O anúncio dos vencedores será no dia 16 de Outubro.

setembro 10, 2007

VEM AI DOCKANEMA...

Confesso que na edição passada do Festival DOCKANEMA não pude participar, porquê não sei, creio que muitos outros amantes das artes também não se fizeram presentes, os motivos não sei, mas o triste é não puder participar por não ter agenda ...

Assim sendo, alerto aos que nunca particiapara (como eu) e os que já que o festival do filme documentário será de 14 a 23 de Setembro de 2007 nas cidades de Maputo e Matola ( em breve agenda completa)

Dockanema 2007

O Dockanema presta homenagem a uma tradição moçambicana que tem raízes na literatura, no jornalismo, na fotografia e no fotojornalismo, trazendo aos cineastas e ao público as inquietações doutros artistas e povos que se desdobram entre as guerras, à globalização e ao colapso ambiental, o Dockanema posiciona-nos no mundo contemporâneo. Neste sentido, ele representa um esforço feito em Moçambique de romper o isolamento a que a pobreza e o subdesenvolvimento nos constragem.

Para a sessão de abertura, os organizadores selecionaram o filme BAMAKO do Abderrahmane Sissako, do Mali.

O 2º Festival, a Universidade Eduardo Mondlane dá seu contributo nas jornadas sobre cinema etno-antropológico.

São 10 dias onde o Dockanema vai oferecer uma plataforma de debate e interacção com gente de cinema do resto do mundo.