setembro 04, 2007

...BERÇO DA HUMANIDADE EM PINTURA...

Geralmente quando se destaca a palavra Berço da Humanidade, o continente Africano está no centro das atenções. O Berço que o artista plástico, Dito apresenta na sua 6ª exposição Individual na Asssociação Moçambicana de Fotografia (4- 13 de setembro) têm outra leitura.

Dito ( Pedro Jeremias Tembe) selecionou apenas 21 quadros para descrever a sua visão sobre o que entende por Berço da Humanidade. Escolheu a figura feminina para representar o respectivo Berço da Humanidade.

Dito explicando o quadro Mbita na Fogueira (oleo s/tela 110x80)

Das 21 obras, Dito aponta o quadro nº20 Mbita na Fogueira e diz que o mesmo tem vários significados...ali está representada a fome, pois onde há uma panela, temos em volta muitas pessoas, ou melhor confusão porque todos querem comer e na hora de servir, ninguem obdece ao outro....em volta da fogueira ouvimos estórias...

Nela descreve as ondulações do corpo femenino, as suas actividades predilectas, seus desejos e sonhos, nomeadamente o matrimónio, a alegria de uma mulher quando lhe é oferecida uma flôr... Quadros como A Esperança- nº18, Vida Consagrada- nº16, A noiva- nº8, Uma Conversa Agradável-nº15 descrevem o dia a dia das mulheres nas zonas rurais, onde cumprida a missão caseira ( busca da àgua na fontenária, a cozinha, lavar da roupa...) resta apenas o momento da conversa (a fofoca), o pular da corda, o tratamento do cabelo (as traças) ou ainda a o experimentar de uma linda capulana...o senta a baixo também está presente, pois servido pela mulher o homem vai passar por ali, para sorver a bebida tradicional e e ao som das palmas interpretar alguns cânticos tradicionais, claro de apaixonado...

A exposição patente na Associação Moçambicana de Fotografia encerra dia 13 de setembro, mas o contacto com artista quer para compra de obras não esta limitada.

Se estiver interessado registe os seguintes endereços:
ditotembe3@gmail.com ou ditotembe@yahoo.com.br

...A PULSAÇÃO DO RITMO E DA ALMA ESTÃO EM SINTONIA...

Aquario Soul é uma iniciativa que pretende abrir espaço para revelações, trazer a superficie, o de novo e qualitativo... fazer fluir novas dimensões para os nossos centros emotivos.

Os organizadores do evento defendem que a estagnação de muitos artistas e consequentemente do público em geral está na ausência da criatividade daí a desenfreada procura do humor, rima, batida ou mensagem fácil, daí a aposta ao Aquario Soul.

Artistas independentes seguindo o caminho que os leva ao topo da classificação honesta, sem correrias e nem empurrões. Tal como foi a educação cívica nas primeiras eleições em Moçambique, Não precisa empurrar, há lugar para todos (Ghorwane), é chegado o momento de marcar espaço para todos. Um espaço cuja a conecção flui entre o Hip Hop, Soul, Jazz com Roots, Groove e presença....

Aquario Soul, 8 de Setembro de 2007, no Africa Bar dia. 22 H.

setembro 03, 2007

INTERCAMBIO CULTURAL MOÇAMBIQUE – REPÚBLICA CHECA

A Escola Nacional de Artes Visuais em Coordenação com a Academia de Belas Artes de Praga – República Checa promovem de 06 à 09 de Setembro de 2007 um intercâmbio cultural nas diversas formas de expressão artistica na cidade de Maputo.

O jovem escritor Jorge Matine, do blog Chapa100 é o responsavel pelo convite dos 4 jovens Checos da Academia de Arte de Praga para ointercâmbio com Moçambique. Coube a Escola Nacional de Artes Visuais para a interação. Foram selecionados 10 estudantes do 4º e 5º anos dos Cursos de Artes Gráficas e Artes Visuais.

O intercâmbio será enriquecido por palestras, debates e projeção de filmes (que fizeram parte do festival de o karlovy Vary) produzidos pelos jovens autores de Belas Artes de Praga.

agosto 27, 2007

Conhecia apenas textos extraídos da obra A NOITE DIVIDIDA, do poeta Moçambicano Dinis Albâno Carneiro Gonçalves, cujo pseudónimo é Sebastião Alba (1940 - 2000).

Dos livros lançados em homenagem postuma, a obra ALBAS é a que estou a “consumir”. Achei melhor partilhar/servir com vossa permissão alguns textos: SABATH e JÁ PASSEI.

SABATH

Hoje não tive surpresa nenhuma. Na porta de uma viatura de qualquer escola de condução lia-se: “Escola de Condução Bom Jesus”.

Lembrei-me, então, de que Jesus andava de burro, quando o tinha; e “Che” Guevara, 1965 anos depois, a cavalo na mula, quando a tinha, enquanto em Buenos Aires, no seu próprio país natal, gajos e gajas circulavam ao volante de carros norte-americanos de luxo. Vês como nunca mais é sábado?

Não acredites nisso que eu escrevi. Basta ouvir um concerto para piano e orquestra de Mozart, (experimenta o nº 20, se puder, levo-to) e o sábado celebra-se logo, dentro de nós.

In Albas, pág. 71

JÁ PASSEI

Há, na “minha” aldeia, um homem que anda habitualmente com a mesma camisa, rasgada nas costas (eu sei que ele tem outra, mas essa é para os domingos de “ Ver-a-Deus”).

“Ó António, já viste como trazes a camisa?”.

“Dinisinho; o rasgão é atrás? Quando o virem já passei.”

E andamos nós às voltas com a literatura.

Ouvi um programa sobre escritores portugueses. Ensonando, pensei, mesmo assim, que iriam omitir alguns muito bons.

Não falharam, nas omissões.

Ora, aí está a posteridade,(sempre me intrigou, talvez seja a mais enganosa das ficções) já passámos, que importa o que digam de nós?

In Albas, pág. 72

NO SITIO DO COSTUME...ALFA AO VIVO


Ao Vivo no Café Bar Gil Vicente, 6ª feira dia 31-08-2007 às 22:30Horas.
Alfa Thulana . guitarra e voz
Larsen - Piano
Nené - Bass
Filipe - Drums

agosto 22, 2007

TOCA ROCK, ADORA JAZZ E ESCULPE O QUE LHE VEM NA ALMA...


Alexandria ao lado da obra Abraço de Paz

Conheci-o pela primeira vez numa exposição realizada na comissão nacional para UNESCO, na altura numa exposição ao lado seu primo Pekiwa....passei acompanhar o movimento deste escultor...descobri mas tarde que Alexandria tocava em bandas de Rock nesta urbe,Maputo, em troca ou conversas falava de alguns nomes de Jazz, entre as oportunidades do dialógo, o artista deixava transparecer a vontade de aprender, aproveitando auscultar um pouco das opiniões dos presentes sobre as suas esculturas, evitando falar da parte musical.

Hoje apresenta-nos no Centro Cultural Franco Moçambicano, A Casa de Deus, a sua segunda exposição individual reunindo 15 obras de escultura aplicando a técnica mista onde o sândalo é predominante numa combinação com o metal, buscando um dialogo com o mar, o céu, pedindo paz e amor....

LP = Jazz

Porquê A Casa de Deus? A resposta é simples...Alexandria justifica que a exposição serve de reflexão pelo que fazemos no nosso dia a dia, pois estamos virados a coisas materiais...caminhamos ignorando o sonho de Deus, uma vivência onde predomina o Amor, Paz... o mesmo que pedir que haja reconciliação e ajudua mutua...

As obras LP=Jazz (Long Play=Jazz) criam naquele espaço a sensação que ali esta alguém a tocar o ritmo que gostamos e para quem sabe dedilhar apetece compartilhar a melodia, um Do-ré.mi....


Bouquet de ti (técnica mista)

...e para quem vem acompanhado,de uma irmã, namorada, mãe ou alguém querido, Alexandria perfura o sãndalo e com o metal faz a rosa brotar/desabrochar...e logo de seguida notamos que A Casa de Deus é um projecto que não termina por aqui, pois a necessidade é que haja paz e harmonia nos lares, amigos, familias e até entre desconhecidos ...isto é possivel ver no toque que o artista apresenta na obra nº 15 com o título Bouquet de ti (técnica mista)...linda flor...

A Casa de Deus pode ser vista até 7 de setembro 2007. Dê uma volta...

agosto 21, 2007

DIA INTERNACIONAL DA FOTOGRAFIA - 19 DE AGOSTO


...ouvi dizer, consultei e confirmei que o dia 19 de Agosto é o dia Internacional da Fotografia...Nesta data, 19 de Agosto de 2007 na companhia do artista plástico Walter Zand fomos a catembe...uma conversa sobre a nossa arte, uma brisa do mar e um "click" saiu esta imagem de minha autoria...

O que achou?Não hesite comente...

agosto 12, 2007

O REI ESTA DE VOLTA...JP O BLUES MAN

Sabado, 11 de agosto de 2007, o cartaz do Xima (um espaço de música ao vivo) anuncia a actuação de João Paulo e Amigos ...fiz a questão de avisar alguns amigos...alguns dos quais se fizeram presente no local.

Antes da hora, a concetração de muitos estava no jogo da noite, Sporting e o Porto, uns foram a xima para ver o futebol e o JP, tudo ao mesmo tempo não era possível pois decorriam em salas diferentes. ...lá dentro tocavam os amigos do Blues Man, não se conseguia localizar o artista, ninguém disse nada ...não queriam desanimar a plateia que veio para ver o João Paulo.

A banda de acompanhamento arracou com alguns temas, Nanando, guitarrista e Miranda o baterista interpretavam temas clássicos do mestre Fanny Marivata Mpfumo, faziam assim um compasso de espera para presença de João Paulo... A noite era longa, 23 horas, Max (da banda os Monstros) é convida para o palco...arranca com temas como I Cant Stop Loving You , do Ray Charles...a caminho do terceiro tema, uma enchete invade a sala, os presentes ficam preocupados, será chuva?...é a chegada de João Paulo, já esta nos bastidores...agora é que vai aquecer...murmuravam alguns fãs na plateia.

Trajado de calça preta, camisa branca, plover preto, de sapatilhas e não texanas (por conselho médico) JP subiu ao palco...palmas, sorrios, assobios, cameras digitais, registando imagens....sinal positivo, O REI QUE ESTA DE VOLTA.

Calmo e sorridente fala o que sente e sabe...Existem idiotas que pretendiam ver a minha perna serrada (amputada)...não aconteceu...minutos depois, grita Viva República...continua com seu discurso alegre...diz viva Mafalala, Xipamanine, Chamanculo, Liberdade, Matola, Xiquelene... relaxa e lembra-se que estamos em plena madrugada de Domingo...pede silêncio e aconselha a rapaziada que o Domingo é sagrado, temos que ir a igreja...convida a mesma rapaziada para um coro lindo no tema de Fa-Fa-Fa-Fa- (Sad Man) de Otis Reending e mais tarde deu por terminado a sessão com o tema awanithederi do poeta da música moçambicana Gabriel Chiau, e A feel Good de James Brown que serviu para um dizer tchau a todos aquela noite....

Na lista de amigos para juntar cantarem com o Blues Man estavam na ficha técnica Nanando na guitarra, Nando no baixo, Miranda na bateria , Valgy no teclados...mas atento a plateia João Paulo descobre que esta entre os fãs na plateia, convida-o ao palco, um abraço amigo

Porque a noite ainda era uma crinaça, JP pretendia encontrar a malta do sítio, O Cafe-bar-Gil Vicente...fala com jovem Queiroz a pessoa que lhe trouxe no Xima e eu? aproveito a mesma boleia.

São 03:30h estamos no Gil Vicente, a plateia nota a presença de JP, minutos depois o blues man recebe a informação que não poderá matar as saudades cantando pois o seu baixista, Carlos Ngove não estava presente. João Paulo senta para assistir seus colegas, no palco esta Rufas Maculuve nos teclados, Jorge Domingos na guitarra solo, na bateria Helton e no baixo o jovem Sufixo.

Linda noite de sabádo.Conheci sufixo tocando bateria na Associação dos Músicos Moçambicanos, mas já tinha informação sobre a sua polivalência, alias, na manhã do sabado, 11.08.07 era o responsavél pela execução do teclado na banda os Sonhadores na 7ª edição do concurso musical para jovens talentos OS K`QUEREM... diga-se a verdade, o sufixo é um talento que promete, alias já é...Força Sufixo

agosto 09, 2007

KESTER CANTA ESCULPINDO...

São partes de artefactos de guerra destruidos : canos de metralhadoras, carregadores, pistolas, Bazookas...instrumentos que durante os 16 anos da guerra civil causou a morte estimada em 1 milhão de pessoas e avultadas perdas materiais.

Como forma de sensibilizar aos produtores de material bélico e a sociedade para não proliferação de armas, o Conselho Cristão de Moçambique criou em 1995, o projecto TAE, transformação de Armas em Enxada, o qual consistia na recolha de artefactos de guerra em troca ofereciam utensíios agrícolas em benefício de quem colaborasse com a iniciativa, mesmo indicando pistas dos esconderijos.

É com este material já destriudo, que Kester tem trabalhado, dando vida a estes respectivos instrumentos que antes serviram para o mal e com a sua intervenção artistica servem para o bem, para um boa decoração de um escritório, uma sala de visita ou mesmo um jardim...

São pedações de artefactos de guerra: canos de metralhadoras, carregadores, pistolas, Bazookas...instrumentos que durante os 16 anos da guerra civil causou a morte estimada em 1 milhão de pessoas e avultadas perdas materiais.

Como forma de sensibilizar aos produtores de material bélico e a sociedade para não proliferação de armas, o Conselho Cristão de Moçambique criou em 1995, o projecto TAE, transformação de Armas em Enxada, o qual consistia na recolha de artefactos de guerra em troca ofereciam utensíios agrícolas em benefío de quem colaborasse com a iniciativa, mesmo indicando pistas dos esconderijos.

É com este material já destriudo, que Kester tem trabalhado, dando vida a estes respectivos instrumentos que antes serviram para o mal e com a sua intervenção artistica servem para o bem, para um boa decoração de um escritório, uma sala de visita ou mesmo um jardim...

Ao apreciar a estas obras, lindas e a um bom preço para um collecionador de arte, não hesito em afirmar categoricamente que as ideias do Kester se aliam a do Conselho Cristão de Moçambique, em sensibilizar o mundo, as potencias mundiais para virarem suas atenções em outros investimentos e não nas armas que diariamente semeam luto, por exemplo: o plantio de árvore é um investimento a longo prazo mas ajuda na preservação do meio ambiente...a Educação é a base do ser humano...a música é um dos exemplos onde pode-se apostar como investimento,

A mostra de Kester no CCFM é uma parte do que o artista tem exibido pelo mundo fora, alias, a iniciativa pertecente ao Conselho Cristão de Moçambique é única, razão pela qual Moçambique tem merecido elogios de muitos paises, e os artistas envolvidos neste projecto tem viajado para países como Burundi, Bélgica, Uganda, Etiopia, Madagáscar, Sérvia, África do Sul , Tãnzania, Portugal, Quénia, Namibia, França, Mauricias, Italia para um intercâmbio artistico com vista a chamada de atenção as potências mundias.