
Ao Vivo no Café Bar Gil Vicente, 6ª feira dia 31-08-2007 às 22:30Horas.
Alfa Thulana . guitarra e voz
Larsen - Piano
Nené - Bass
Filipe - Drums
Conheci-o pela primeira vez numa exposição realizada na comissão nacional para UNESCO, na altura numa exposição ao lado seu primo Pekiwa....passei acompanhar o movimento deste escultor...descobri mas tarde que Alexandria tocava em bandas de Rock nesta urbe,Maputo, em troca ou conversas falava de alguns nomes de Jazz, entre as oportunidades do dialógo, o artista deixava transparecer a vontade de aprender, aproveitando auscultar um pouco das opiniões dos presentes sobre as suas esculturas, evitando falar da parte musical.
Porquê A Casa de Deus? A resposta é simples...Alexandria justifica que a exposição serve de reflexão pelo que fazemos no nosso dia a dia, pois estamos virados a coisas materiais...caminhamos ignorando o sonho de Deus, uma vivência onde predomina o Amor, Paz... o mesmo que pedir que haja reconciliação e ajudua mutua...
Bouquet de ti (técnica mista)
...e para quem vem acompanhado,de uma irmã, namorada, mãe ou alguém querido, Alexandria perfura o sãndalo e com o metal faz a rosa brotar/desabrochar...e logo de seguida notamos que A Casa de Deus é um projecto que não termina por aqui, pois a necessidade é que haja paz e harmonia nos lares, amigos, familias e até entre desconhecidos ...isto é possivel ver no toque que o artista apresenta na obra nº 15 com o título Bouquet de ti (técnica mista)...linda flor...
A Casa de Deus pode ser vista até 7 de setembro 2007. Dê uma volta...
...ouvi dizer, consultei e confirmei que o dia 19 de Agosto é o dia Internacional da Fotografia...Nesta data, 19 de Agosto de 2007 na companhia do artista plástico Walter Zand fomos a catembe...uma conversa sobre a nossa arte, uma brisa do mar e um "click" saiu esta imagem de minha autoria...
O que achou?Não hesite comente...
Sabado, 11 de agosto de 2007, o cartaz do Xima (um espaço de música ao vivo) anuncia a actuação de João Paulo e Amigos ...fiz a questão de avisar alguns amigos...alguns dos quais se fizeram presente no local.
Antes da hora, a concetração de muitos estava no jogo da noite, Sporting e o Porto, uns foram a xima para ver o futebol e o JP, tudo ao mesmo tempo não era possível pois decorriam em salas diferentes. ...lá dentro tocavam os amigos do Blues Man, não se conseguia localizar o artista, ninguém disse nada ...não queriam desanimar a plateia que veio para ver o João Paulo.
A banda de acompanhamento arracou com alguns temas, Nanando, guitarrista e Miranda o baterista interpretavam temas clássicos do mestre Fanny Marivata Mpfumo, faziam assim um compasso de espera para presença de João Paulo... A noite era longa, 23 horas, Max (da banda os Monstros) é convida para o palco...arranca com temas como I Cant Stop Loving You , do Ray Charles...a caminho do terceiro tema, uma enchete invade a sala, os presentes ficam preocupados, será chuva?...é a chegada de João Paulo, já esta nos bastidores...agora é que vai aquecer...murmuravam alguns fãs na plateia.
Trajado de calça preta, camisa branca, plover preto, de sapatilhas e não texanas (por conselho médico) JP subiu ao palco...palmas, sorrios, assobios, cameras digitais, registando imagens....sinal positivo, O REI QUE ESTA DE VOLTA.
Calmo e sorridente fala o que sente e sabe...Existem idiotas que pretendiam ver a minha perna serrada (amputada)...não aconteceu...minutos depois, grita Viva República...continua com seu discurso alegre...diz viva Mafalala, Xipamanine, Chamanculo, Liberdade, Matola, Xiquelene... relaxa e lembra-se que estamos em plena madrugada de Domingo...pede silêncio e aconselha a rapaziada que o Domingo é sagrado, temos que ir a igreja...convida a mesma rapaziada para um coro lindo no tema de Fa-Fa-Fa-Fa- (Sad Man) de Otis Reending e mais tarde deu por terminado a sessão com o tema awanithederi do poeta da música moçambicana Gabriel Chiau, e A feel Good de James Brown que serviu para um dizer tchau a todos aquela noite....
Na lista de amigos para juntar cantarem com o Blues Man estavam na ficha técnica Nanando na guitarra, Nando no baixo, Miranda na bateria , Valgy no teclados...mas atento a plateia João Paulo descobre que esta entre os fãs na plateia, convida-o ao palco, um abraço amigo
Porque a noite ainda era uma crinaça, JP pretendia encontrar a malta do sítio, O Cafe-bar-Gil Vicente...fala com jovem Queiroz a pessoa que lhe trouxe no Xima e eu? aproveito a mesma boleia.
São 03:30h estamos no Gil Vicente, a plateia nota a presença de JP, minutos depois o blues man recebe a informação que não poderá matar as saudades cantando pois o seu baixista, Carlos Ngove não estava presente. João Paulo senta para assistir seus colegas, no palco esta Rufas Maculuve nos teclados, Jorge Domingos na guitarra solo, na bateria Helton e no baixo o jovem Sufixo.
Linda noite de sabádo.Conheci sufixo tocando bateria na Associação dos Músicos Moçambicanos, mas já tinha informação sobre a sua polivalência, alias, na manhã do sabado, 11.08.07 era o responsavél pela execução do teclado na banda os Sonhadores na 7ª edição do concurso musical para jovens talentos OS K`QUEREM... diga-se a verdade, o sufixo é um talento que promete, alias já é...Força Sufixo
São partes de artefactos de guerra destruidos : canos de metralhadoras, carregadores, pistolas, Bazookas...instrumentos que durante os 16 anos da guerra civil causou a morte estimada em 1 milhão de pessoas e avultadas perdas materiais.
São pedações de artefactos de guerra: canos de metralhadoras, carregadores, pistolas, Bazookas...instrumentos que durante os 16 anos da guerra civil causou a morte estimada em 1 milhão de pessoas e avultadas perdas materiais.
Ao apreciar a estas obras, lindas e a um bom preço para um collecionador de arte, não hesito em afirmar categoricamente que as ideias do Kester se aliam a do Conselho Cristão de Moçambique, em sensibilizar o mundo, as potencias mundiais para virarem suas atenções em outros investimentos e não nas armas que diariamente semeam luto, por exemplo: o plantio de árvore é um investimento a longo prazo mas ajuda na preservação do meio ambiente...a Educação é a base do ser humano...a música é um dos exemplos onde pode-se apostar como investimento,
A mostra de Kester no CCFM é uma parte do que o artista tem exibido pelo mundo fora, alias, a iniciativa pertecente ao Conselho Cristão de Moçambique é única, razão pela qual Moçambique tem merecido elogios de muitos paises, e os artistas envolvidos neste projecto tem viajado para países como Burundi, Bélgica, Uganda, Etiopia, Madagáscar, Sérvia, África do Sul , Tãnzania, Portugal, Quénia, Namibia, França, Mauricias, Italia para um intercâmbio artistico com vista a chamada de atenção as potências mundias.
Quando se chega tarde, a dificuldade é enorme pois a localização de um lugar ideial se torna difícil. O atrasado só incomoda os que já estão sentados e concentrados, foi o meu caso infelizmente.
Das 16 canções programas para o Mikhamba, o grupo foi obrigado a apresentar a canção Gungunhane, a qual não fazia parte do repertório. Também me juntei a plateia que gritava Gungunhane...Gungunhane...Gungunhane...Gungunhane...felizmente, sem demoras os gestos do maestro Gama deram o sinal para o arranque do cântico.... Gungunhane.
Cânticos espelhando o dia a dia da nossa sociedade, nomeadamente, a importância da chuva, as brincadeiras das crianças, a importância da educação, o casamento, a paz, o amor, as crenças tradicionais, o cantar dos animais (a rã), obedeceram uma coreografia que também serviu para lembrar alguns dados da geometria(?), as linhas paralelas, semi circulos, diagonais, o triângulo.....
Para animar a festa algns amigos do grupo estiveram presentes nomeadamente : a bailarina e coreografa Maria Helena Pinto, Chico António, Stewart Sukuma, Alvim Cossa para juntos florirem o palco numa combinação de Som, luz e movimento.
Chico António, um dos convidados, manteve-se no canto como podemos ver na foto acima, fez o seu pedido a Maria, prometendo que juntos iriam cultivar a mandioca e que a vida iria melhorar, bela composição.
A Stewart, a plateia dividia-se, uns pediam Julieta e outros Felizmina, o artista sorrindo apresentou Tingalava ni matlari ya ndzilo (os barcos e a polvora), uma composição que fala dos efeitos da colonização e da necessidade urgente da reconciliação entre os povos. Porque no seu novo trabalho Stewart faz dueto com Lokua Kanza e este não esteve por perto... Stewart responsabilizou o jovem Naldo para tomar conta da parte que cabe a Lokua Kanza...confesso que não houve decepção, foi lindo ver o Naldo a pegar o microfone, a rimar ao som do dedilhar do Stewart. Numa transmissão em directo para um canal de Rádio, diria eu, que naquele concerto esteve presente Lokua Kanza...(sem exagero)
A plateia estava preocupada com a ausência do maestro Câdindo e outros elementos do grupo...cada um fazia a sua interpretação, só ficou clarificada quando o apresentador (Osvaldo) disse que Gama era o maestro daquela noite...
No fim do concerto, Renato, representante da produtora Artegosto disse ter feito o minimo, mas os abraços de parabens não terminavam. Peguntei se adorou o comportamento da plateia, disse que não há razões de queixas e que o barrulho faz parte de animação em africa, claro que concertos do genero requere silêncio, mas acredita que as coisas estão a mudar paulatinamente.
Eu também adorei o comportamento da plateia, mas não deixaria de lamentar a atitude de alguns que do o início ao fim do concerto apenas gritavam sem necessidade, tirando a concetração de alguns convidados. Uns tiveram a gentileza de pedir que os respectivas pessoas pudessem criar um momento de pausa para uma melhor concetração e percepção dos cânticos...infelizmente nada, como resposta do barrulho desorganizado era pagamos bilhete.
O disco que sai com a etiqueta da Mozbeat é uma proposta e aposta que o músico coloca para os que conhecem, pretendem conhecer e divulgar o seu trabalho. A apresentação deste trabalho que considero uma obra prima, é também um desafio para que os artistas optem por explorar o Estúdio Auditório da Rádio Moçambique para iniciativas do genéro, um concerto ao vivo, e provar que existem dentro da instituição técnicos e meios para o efeito.
Tem um amigo neste lindo Moçambique?
Então encomende: ARÃO LITSURE – 10 ANOS DEPOIS – AO VIVO, edição MOZBEAT, 2007.
Soube que Ungulani Ba Ka Khossa também se chama Francisco Esaú Cossa, depois de ter lido a obra Os Habitantes da Memória, do escritor Nelson Saúte, 1998.FÁBULA DO FUTURO
Apesar dos seixos, dos cascalhos, das margens, tentarem raivosamente travar o movimento das águas, elas correm, límpidas, belas e, como mulheres esbeltas, saracoteiam maviosamente as ancas, deixando as margens comidas pela inveja e os seixos desprovidos de ódio.
Adiante, sempre contumazes, os troncos atiram-se às aguas tentando desviar o curso construindo com suor. Em remoínhos sonoros, vibrantes, as águas transpõem e arrastam consigo os vários obstáculos com sorriso prateado, reluzindo à superfície.
E o mar, sempre aberto, eis que a todos recebe: é o estuário que engolfa, é o delta que se atira desordenamente, é a escória que se infiltra. E nesse movimento contínuo, perene, nunca se alterou a cor das águas do mar, as suas ondas, a sua coqueluche.É a democracia na natureza
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