julho 05, 2007

PRÉMIO BLOGS

O Patrício Langa acabou de me nomear para o Prémio "Olhar Sociológico" por escrever textos que tem pendor sociológico. Por isso, decidi instituír o galardão Prémio "Olhar Sociológico". Para se beneficiar deste prémio os bloguistas deverão reunir os seguintes requisitos:
a) abordar questões sociais nas suas mais variadas dimensões;
b) estar comprometido com a questão social, seja nacional ou internacional;
c) possuír sentido crítico.
Os nomeados deverão nomear outros bloguistas que julguem satisfazer os requisitos supra-citados, e as nomeações deverão ser-me comunicadas .
Os meus nomeados são por ordem alfabética:
1. Ideias Críticas
2. Ideias de Moçambique
3. Marginal Zambi
4. Oficina de Sociologia
5. Olhar Sociológico

julho 04, 2007

A FESTA DO PAIS IRMÃO CABO VERDE


O dia 5 de Julho Independência da República do Cabo verde.

Tenho um novo amigo. Estou a falar de Raimundo Eduardo, conhecido por Rui, filho de um Moçambicano natural de Mavengane e de uma Cabo Verdiana natural de São Nicolau.

Os pais de Raimundo se conheceram num processo que a vida obriga segundo ele conta. A Mãe procurndo boas condições de vida foi parar a São Tomê e o Pai por motivos de não entendimento com entidade colonial na altura, de castigo foi enviado para São Tomé.

Não é a história dos seus pais que pretendo falar, mas sim so seu talento, pois ele integra a uma equipe de jovens que vão cantar e encantar na festa da comunidade cabo verdiana a ter lugar na Associação Cabo Verdiana em Maputo e na festa da CPLP a ter lugar dia 20 de Julho no Centro de Estudos Barsileitos em Maputo.

A dias que conheci Raimundo, jovem que nasceu em Xai-Xai na zona das bananeiras, descobri que ele carrega consigo uma veia artista, para além da música existe o talento na escrita.Eis alguns textos que guarda na sua gaveta e espera um dia publicar.

Dedicatória à Bertina Lopes

Viver!

Viver pressupõe descurar ferimentos

As entranhas mais abruptas, ingremes

Subestimar a abstração implicita do ser

Ser arbitrio do ego analfabeto

Viver!

Viver é cristalizar demagogiasá

Na fonte vital, diluílas ao amago querer

Naquilo que mais refeija, a priori

Viver!

Viver será entender as reticências do Verbo?

Usufruir sentimentos puros

Na interrogação do desprezo?

Oh viver?

Sim, Viver

É sorver o companheiro satânico...

Consumir a morte no próprio ser

Maputo, 9 de Fevereiro de 1995

UAMLHAMBINE

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MOLEZA

Ati p`la Manhã

Dja Bu Spreta Limária

Sima Pulguinha

Loucura tenebu sede de sangue

Mula, Ka Ta Sforça sem fogo

Mas koiote ta busca riscos de medjor

Sabura...Ka bu tchega na Nha Pé

Inchados, Calejados

Ku barus ma quadru

Alam ta bai

A`go! A`go! A`ago!

Undi e bu Morada?

Moleza bu é ka Moleza

4 de Julho de 1996

UAMLHAMBINE


junho 28, 2007

ARRUMANDO PAPÉIS


Dificil é arrumar papéis, pelo menos para mim.

Recentemente tentei organizar os meus papéis, as primeiras...cartas, as avaliações, os desenhos, os catalogos de exposições e mais...

Neste processo encontrei muita coisa, o caderno de caligrafia que diariamente juntava me a ele para melhorar a minha escrita e...esta a capa do disco Vinil de Fernando Luís, algo que achei interessante, muita criatividade do artista, a parte gráfica.

junho 27, 2007

O GOLO QUE METEU O ÁRBITRO

Que a guerra, terminada com a assinatura do Acordo Geral de Paz em Roma, pariu, de entre tantos males, vários mutilados, não constitui dúvida nem novidade para ninguém, sendo a vida destes, nos bairros, nas aldeias, nas vilas e nas cidades, algo que tem criado alguns casos, insólitos na sua maioria.

Quando Komandu recebeu a sua primeira pensão, trouxera da cidade uma bola de futebol, novinha em folha, para animar os sábados do Centro de Acolhimento de Mutilados de Guerra.

No sábado seguinte, o jogo entre os Balalaza e os Valentes terminara antes dos noventa minutos. Tudo porque Fernando Coto, não Couto, entrou velozmente na grande área e deu um salto, tentando cabecear a bola para o fundo das malhas da baliza dos Babalaza.Mas, devido à escassez da sua altura, quase não conseguia chegar ao esférico. Para emendar a falta, levantou o braço amputado e, pelo Coto, enviou a bola para o fundo das redes. A bancada gritou golo, sob o apito do árbitro, que o invalidou.

- Que mão está esse gajo a apitar? Por acaso viram vocês uma mão tocar na bola? – perguntou uma voz da assistência.

- Mão é o que falta ao Fernando para levar à bola. – completou outra.

- Se tivesse mãos seria ele o nosso guarda-redes.

- Este tipo não serve para apitar nada.

- Deixa – se comprar por litro de sura!

- Surra é o que ele vai apanhar agora!

Os adeptos dos Valentes invadiram as quatro linhas, para acertar as apitadelas do árbitro, à pancada.Insatisfeitos ainda com as bofetadas dadas, meteram-no no fundo de um poço abandonado, para lavar o juízo. Coisa conseguida, pois, daí até ao final do torneio, Fernando Coto contou oito golos marcados, com o coto!

E na hora de receber o troféu de melhor marcador, por sinal um exemplar do Novo Testamento, Coto enfatizaria: “como qualquer conflito armado, a guerra ora terminada entre nós foi insana e toda a tentativa ou intenção de a ela se regressar, herege!”

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Texto extraido da obra O GOLO QUE METEU O ÁRBITRO,
Autor Aurélio Furdela, Editora AEMO

“MOÇAMBIQUE, A ILHA A PRETO E COR”

Sérgio Santimano

Fotografias de Sérgio Santimano e Luís Abélard fazem parte da exposição que inaugura dia 4 de Julho 2007, na galeria do Instituto Camões em Maputo intitulada “MOÇAMBIQUE, A ILHA A PRETO E COR”,

A iniciativa enquadra-se no âmbito da programação cultural do Instituto Camões em Maputo por ocasião da Presidência Portuguesa do Conselho da União Europeia que decorre durante o 2º semestre do corrente ano.

Os fotógrafos moçambicanos apresentam 40 fotografias a preto e cor, as quais, segundo o Embaixador de Portugal em Maputo, José Freitas Ferraz, “para além dos valores estéticos-artísticos que encerra, surge num momento importante em que se coordenam esforços visando a melhoria da vida das populações e a reabilitação do património no qual Portugal bem como outros parceiros internacionais, se orgulham em participar”.

A exposição recorda-nos o importante e valioso património arquitectónico edificado na Ilha e a classificação, atribuída pela Unesco em 1991, de PATRIMÓNIO MUNDIAL DA HUMANIDADE.

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Foto Santimano retirada do site:

http://www.asportasdomundo.org/artistas/sergio-santimano

TOME NOTA ...


Alfa ao Vivo no Gil Vicente - 6ª feira dia 29-06-2007 as 22:30Horas

junho 26, 2007

UM MES DEPOIS....

1.

2.

3.

As primeiras duas fotos na ordem decrescente fazem parte da postagem do dia 27.05.07, a terceira, foi captada 7 dias depois(02.06.2007) e a quarta e quinta captei-as no dia 26.06.07, ali na baixa da cidade, na Av. Fernão Magalhães no espaço entre Av. Albert Lithuli e Av. GuerraPopular.

Aqui estão as fazes desta linda machamba. Creio que a colheita chegou por isso s duas ultimas fotos apresentam a terra limpa e preparada para outra época.

Registo é registo.

junho 20, 2007

As Memórias do Engenheiro Luís Loforte

Rádio Moçambique:
Memórias de um doce calvário
(Autor:
Luís Loforte)


Fiz apenas uma leitura horizontal, soube mais sobre a história a Rádio Moçambique e do próprio autor que o conhecia como engenheiro e um "BOM OUVIDO" amante do Blues, alias, que digam os que assistiram o lançamento do livro no dia 18.06.07, na sala BCI Fomento...durante a cerimónia ecoavam os sons de Blues.

Quem foi ao lançamento teve a oportunidade de comprar o livro, escutar um bom Blues, um programa sobre a história da radiofusão em Moçambique, produzido pelo autor do livro com apresentação de Glória Muinga e Sonorização de Nassurdine Adamo.

Coisa diferente nos lançamentos. Confesso que perdi...

ARTE MOÇAMBICANA NA DÍASPORA


Pena não poder participar, mas recebi o convite da exposição em que o jovem Moçambicano Vasco Manhiça,participa ao lado dos artistas Claudia Seide (escultura) e Thorsten Poersch (Pintura) ambos da Alemanha.

Aos compatriotas e amantes das artes plásticas que se encontram na Alemanha, aqui esta o convite.

Quem sabe em breve algo sobre a exposição.

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Uma visita sobre obras do Vasco Manhiça clique:

http://www.fotolog.com/vascomanhica/
http://www.kunsthaus-haven.de/html/vasco_manhica.html


junho 19, 2007

SEBAS ...10 ANOS NA PINTURA

Sebastião Matsinhe (trajado de preto) oferecendo uma obra a familia Cabral

Passam poucos anos que conheci o Sebastião Matsinhe, se me recordo foram os primeiros anos de jornalismo lá para os 1999/2000, ali na Av.Vladimir Lénine esquina com Av. Agostinho Neto.

Hoje recebo um fax do artista proveniente da University of the Western Cape, Cidade do Cabo Ocidental, República da África do Sul a informar que no âmbito no seu décimo aniversário de carreira como pintor vai apresentar vários programas artisticos tais como exposições indivudual e colectivas com amigos.

As comemorações do décimo aniversário do artista Matsinhe tem como tema: "O Destino é Imprevisivel, mas a Aposta é Vencer!"

Na aposta da vitória, Matsinhe arranca com uma individual intitulada Choro em Retrospectiva que será apresentada de 5 à 15 do Julho de 2007, na Associação Moçambicana de Fotografia, em Maputo, onde pretende mostrar os seus melhores quadros produzidos nos últimos dez anos de carreira.

Na colectiva ainda sem data, fazem parte amigos de profissão Calú, John Fornazini, Mário Tique, Walter Zand, Toni Paco e de outros nomes não confirmados para celebrar as comemorações do décimo aniversário do artista.

Recordar que Sebastião Matsinhe graduou este ano na África do Sul a 17 de Março, licenciatura em Artes, data em que arrancaram as comemorações do seu décimo aniversário artistico que agora escala Maputo para celebrar com os amantes das artes plásticas moçambicanas.

Familia Cabral exibindo o quadro oferecido pelo pintor Sebastião Matsinhe