julho 05, 2007
PRÉMIO BLOGS
julho 04, 2007
A FESTA DO PAIS IRMÃO CABO VERDE

O dia 5 de Julho Independência da República do Cabo verde.
Tenho um novo amigo. Estou a falar de Raimundo Eduardo, conhecido por Rui, filho de um Moçambicano natural de Mavengane e de uma Cabo Verdiana natural de São Nicolau.
Dedicatória à Bertina Lopes
Viver!
Viver pressupõe descurar ferimentos
As entranhas mais abruptas, ingremes
Subestimar a abstração implicita do ser
Ser arbitrio do ego analfabeto
Viver!
Viver é cristalizar demagogiasá
Na fonte vital, diluílas ao amago querer
Naquilo que mais refeija, a priori
Viver!
Viver será entender as reticências do Verbo?
Usufruir sentimentos puros
Na interrogação do desprezo?
Oh viver?
Sim, Viver
É sorver o companheiro satânico...
Consumir a morte no próprio ser
Maputo, 9 de Fevereiro de 1995
UAMLHAMBINE
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MOLEZA
Ati p`la Manhã
Dja Bu Spreta Limária
Sima Pulguinha
Loucura tenebu sede de sangue
Mula, Ka Ta Sforça sem fogo
Mas koiote ta busca riscos de medjor
Sabura...Ka bu tchega na Nha Pé
Inchados, Calejados
Ku barus ma quadru
Alam ta bai
A`go! A`go! A`ago!
Undi e bu Morada?
Moleza bu é ka Moleza
4 de Julho de 1996
UAMLHAMBINE
junho 28, 2007
ARRUMANDO PAPÉIS

Dificil é arrumar papéis, pelo menos para mim.
Recentemente tentei organizar os meus papéis, as primeiras...cartas, as avaliações, os desenhos, os catalogos de exposições e mais...
junho 27, 2007
O GOLO QUE METEU O ÁRBITRO
Que a guerra, terminada com a assinatura do Acordo Geral de Paz em Roma, pariu, de entre tantos males, vários mutilados, não constitui dúvida nem novidade para ninguém, sendo a vida destes, nos bairros, nas aldeias, nas vilas e nas cidades, algo que tem criado alguns casos, insólitos na sua maioria. Quando Komandu recebeu a sua primeira pensão, trouxera da cidade uma bola de futebol, novinha em folha, para animar os sábados do Centro de Acolhimento de Mutilados de Guerra.
No sábado seguinte, o jogo entre os Balalaza e os Valentes terminara antes dos noventa minutos. Tudo porque Fernando Coto, não Couto, entrou velozmente na grande área e deu um salto, tentando cabecear a bola para o fundo das malhas da baliza dos Babalaza.Mas, devido à escassez da sua altura, quase não conseguia chegar ao esférico. Para emendar a falta, levantou o braço amputado e, pelo Coto, enviou a bola para o fundo das redes. A bancada gritou golo, sob o apito do árbitro, que o invalidou.
- Que mão está esse gajo a apitar? Por acaso viram vocês uma mão tocar na bola? – perguntou uma voz da assistência.
- Mão é o que falta ao Fernando para levar à bola. – completou outra.
- Se tivesse mãos seria ele o nosso guarda-redes.
- Este tipo não serve para apitar nada.
- Deixa – se comprar por litro de sura!
- Surra é o que ele vai apanhar agora!
Os adeptos dos Valentes invadiram as quatro linhas, para acertar as apitadelas do árbitro, à pancada.Insatisfeitos ainda com as bofetadas dadas, meteram-no no fundo de um poço abandonado, para lavar o juízo. Coisa conseguida, pois, daí até ao final do torneio, Fernando Coto contou oito golos marcados, com o coto!
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Texto extraido da obra O GOLO QUE METEU O ÁRBITRO,
Autor Aurélio Furdela, Editora AEMO
“MOÇAMBIQUE, A ILHA A PRETO E COR”
Fotografias de Sérgio Santimano e Luís Abélard fazem parte da exposição que inaugura dia 4 de Julho 2007, na galeria do Instituto Camões em Maputo intitulada “MOÇAMBIQUE, A ILHA A PRETO E COR”,
junho 26, 2007
UM MES DEPOIS....
Aqui estão as fazes desta linda machamba. Creio que a colheita chegou por isso s duas ultimas fotos apresentam a terra limpa e preparada para outra época.
Registo é registo.
junho 20, 2007
As Memórias do Engenheiro Luís Loforte
Rádio Moçambique:Memórias de um doce calvário
(Autor: Luís Loforte)
Fiz apenas uma leitura horizontal, soube mais sobre a história a Rádio Moçambique e do próprio autor que o conhecia como engenheiro e um "BOM OUVIDO" amante do Blues, alias, que digam os que assistiram o lançamento do livro no dia 18.06.07, na sala BCI Fomento...durante a cerimónia ecoavam os sons de Blues.
Quem foi ao lançamento teve a oportunidade de comprar o livro, escutar um bom Blues, um programa sobre a história da radiofusão em Moçambique, produzido pelo autor do livro com apresentação de Glória Muinga e Sonorização de Nassurdine Adamo.
Coisa diferente nos lançamentos. Confesso que perdi...
ARTE MOÇAMBICANA NA DÍASPORA

Aos compatriotas e amantes das artes plásticas que se encontram na Alemanha, aqui esta o convite.
Quem sabe em breve algo sobre a exposição.
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Uma visita sobre obras do Vasco Manhiça clique:
http://www.fotolog.com/vascomanhica/
http://www.kunsthaus-haven.de/html/vasco_manhica.html
junho 19, 2007
SEBAS ...10 ANOS NA PINTURA
Passam poucos anos que conheci o Sebastião Matsinhe, se me recordo foram os primeiros anos de jornalismo lá para os 1999/2000, ali na Av.Vladimir Lénine esquina com Av. Agostinho Neto.
As comemorações do décimo aniversário do artista Matsinhe tem como tema: "O Destino é Imprevisivel, mas a Aposta é Vencer!"
Na aposta da vitória, Matsinhe arranca com uma individual intitulada Choro em Retrospectiva que será apresentada de 5 à 15 do Julho de 2007, na Associação Moçambicana de Fotografia, em Maputo, onde pretende mostrar os seus melhores quadros produzidos nos últimos dez anos de carreira.
Na colectiva ainda sem data, fazem parte amigos de profissão Calú, John Fornazini, Mário Tique, Walter Zand, Toni Paco e de outros nomes não confirmados para celebrar as comemorações do décimo aniversário do artista.
Recordar que Sebastião Matsinhe graduou este ano na África do Sul a 17 de Março, licenciatura em Artes, data em que arrancaram as comemorações do seu décimo aniversário artistico que agora escala Maputo para celebrar com os amantes das artes plásticas moçambicanas.
Familia Cabral exibindo o quadro oferecido pelo pintor Sebastião Matsinhe



