abril 04, 2007

UM HOMEM HUMILDE...

...Já escutava algumas melodias do baixista Moçambicano Gito Baloi, sob influência de um grupo de amigos, Era o meu baptismo nojornalismo, mais tarde com as maravilhas das novas tecnologias, a Internet, tive mais informações sobre Gito Balói, uma artista que como outros alcançaram o sucesso a partir da África do Sul.

Passam três anos após a sua morte, nada sabemos sobre os verdadeiros autores do crime que na madrugada de 4 de abril de 2004 tiraram a vida de Gito Balói na baixa de Joanesburg quando regressava à casa depois de um concerto em Pretória.

Um Homem com muita experiência por transmitir...infelizmente os seus sonhos foram limitados, Gito Baloi cantou o Amor, a Paz e tinha em vista o regresso a terra natal Moçambique após aos 50 anos de Idade.

Fisicamente Félix Gito Baloi não está entre nós, mas reside na alma de cada amante de sua música. Gito Balói nasceu em Maputo, aos 30 de Setembro de 1964 e foi assassinado à 4 de Abril de 2004.

A quem devemos cobrar a morte do nosso filho, irmão, neto, sobrinho, primo....que além fronteira sempre representou esta linda nação, Moçambique?



março 26, 2007

TRISTEZA A MINHA JANELA

Uma parte do hospital psiquiatrico de Infulene

Mas uma caminhada para à consulta(23.03.2007), nada feito...
Tristeza abala o meu país. Limpeza e avaliação é a preocupação dos responsaveis do hospital.

O dia 22 de Março de 2007 fica na história, a tristeza, a tragédia, à explosão do paiol de Malhazine. Lágrimas no rosto de cada moçambicano, trauma para quem viveu os momentos da explosão, fica a promessa a retirada do paiol daquele local, Será cumprida?

março 22, 2007

AV. VLADIMIR LÉNINE EM FOTOGRAFIA

Uma das fotos patentes na exposição
Vladimir Lénine
Para quem não tem uma viatura pessoal, torna-se difícil conhecer na totalidade o trajecto da avenida Vladimir Lénine, pois é um troço que os semi colectivos percorrem esta via pela metade, ou melhor partindo da baixa da cidade este trajecto pode ser feito a pé ou numa boleia.
Da avenida Marien Nguabi (próximo ao mercado Janet ) em direcção a terminal desta avenida é possível dar continuidade esperado um chapa (semi colectivo).

Para quem não quer ou não consegue fazer está ginastica, o fotografo congolês leva-nos através das suas fotos expostas no Centro Cultural Franco Moçambicano a percorrer pela Vladimir Lénine conhecedo a sua realidade em várias dimensões.

Segundo as imagens colhidas pelo fotografo, Vladimir Lénine é uma avenida que tem sido alternativa para os que procuram ganhar o seu pão, e não só. É neste troço onde encontramos um dos mercados informais com melhores produtos desde o calçado, a géneros alimentícios. A arrumação deste produtos tornam a berma da estrada uma autentica obra de arte. Sapatilhas penduradas, lençóis, curtinas e vestes diferentes dão o colorido o outro lado chamado Compound.
O movimento da moldura humana quer deslocando a pé, quer a procura do autocarro a caminho e ou para escola, serviço ou ainda hospital são captados pelos olhos e criatividade de Sammy Baloji, incluindo ainda a beleza da mulher feminina africana que também complementou a minha vista....

Pouco pude falar deste jovem fotografo Congolês, Sammy Baloji. Sugiro que faça uma leitura pessoal desta avenida visitado a exposição no CCFM.

março 18, 2007

O DEDILHAR DO MANO CHICO

Quem é esse jovem,
de cabelo branco,

de guitarra na mão...

É o Chico António, o guitarrista, compositor...(resumindo é um artista)

Esta foto tirei em Setembro de 2006, no Xima, numa casa de pasto que todas sextas e sábados acolhe sessões musicais. As sextas está reservado para banda Xitende e aos sábados um convidado. Nesta Noite, a banda Xitende cedeu o palco para o mestre Chico, para uma demonstração, a um grupo de franceses que pretendia filmar algo sobre trabalhos do autor da composição CINETA...eu não hesitei, registei está imagem.

Onde anda o mestre Chico António? Está na França a convite do dramaturgo francês Jean Delore, para apresentações de teatro contemporâneo, cujo seu papel ë tocar a guitarra e cantar.

Em setembro deste ano Chico António vai à França para espectáculos musicais com o seu grupo constituído por Carlitos Gove, Rufas Maculuve, Stélio, Jorge Domingos e Ivan Mazuze.

Na Foto: Bateria Stélio, Teclados: Rufas Maculuve, Baixo: Carlos Ngove, Guitarra e voz: Chico António
Local
: Xima

ESCULTURA CERÂMICA NAS MÃOS DE MOÇAMBICANOS


Título: Rachas
Artista: Victor Sousa
Cerâmica - 60x35x20cm
Ano: 2001

Esta é uma das obras que está exposta no Museu Nacional de Arte, numa colectiva que reunido dez (10) artistas que apresentam vinte e oito (28) obras de Escultura Cerâmica.

Na verdade são trabalhos que despertam uma atenção não só na diversidade de linguagem, técnica assim como na representação nas diversas formas de expressão: o tradicional e o contemporâneo.


Título: Elementos Estruturados
Artista: Luis Muiêngua
Cerâmica - Dimensões Variaveis
Ano: 2005

Nela encontramos o processo de cada artista, quer em inovação e criatividade ou mesmo o estágio do desenvolvimento da cerâmica em Moçambique. São obras queimadas em fornos colectivos (núcleo de Arte, Cerâmica Arte ) e algumas em fornos particulares.

Quando for visitar a exposição, lembre-se de levar na recepção do Museu Nacional de Arte o folheto com rico historial da Cerâmica em Moçambique.
Patente até 8 de Abril de 2007.
_______
Texto adaptado do folheto:
CAMINHOS DA ESCULTURA CERÂMICA
, de Alda Costa e Jorge Dias, Março 2007.
Artistas participantes na exposição: (Anésia Manjate,Faizal Omar,Luís Muiêngua,Mudaulane,Mapfara,Reinata Sadimba,Sónia Sultane,Titos Langa,Tsenane e Victor Sousa).

fevereiro 21, 2007

ALGUMAS FOTOS " SONATA A TRÊS MÃOS"

Escultura – Mieke Oldenburg

Escultura – Mieke Oldenburg


Pintura - Gemuce


Pintura - Gemuce

SONATA A TRÊS MÃOS NAS PAREDES DO CCFM

Sol e Sombra (Gemuce)
São três artistas, três formas de expressão ( Desenho - Malangatana, Escultura – Mieke Oldenburg e Gemuce - Pintura) numa SONATA A TRÊS MÃOS, uma colectiva patente no Centro Cultural Franco Moçambicano até 23 de Fevereiro.

Só pude passar pelo Centro Cultural Franco Moçambicano, CCFM, nos dias 13 e 22 de Fevereiro. Nesta exposição já conhecia as obras ou melhor a linha característica dos artistas Malangatana e Gemuce enquanto que as obras de Mieke Oldenburg constituíram novidade com as suas esculturas em bronze e barro, destacando as miniaturas resultado de uma criatividade.

Em relação aos artistas que já os conheço, os mestres Malangatana e Gemuce, a minha visita ao CCFM serviu para reviver os traços já característicos (Malangatana) e as inovações (Gemuce).

Na exposição SONATA A TRÊS MÃOS, nota-se que Gemuce mais uma vez não esconde o que lhe vem no subconsciente, liberta-o expondo na tela o seu sentimento através da pintura em aguarela e óleo sobre tela.

Gemuce exterioriza as suas vivências, perfurando desde as zonas sub urbanas e urbanas com objectivo não só de entreter os seus fãs, mas também para sensibilizar a sociedade em preservar o meio ambiente como sugere na obra “Bairro sem lixo” (técnica aguarela 82.5 x 43cm, Ano:2006).

Acrescido das influências provenientes das correntes clássica, moderna e contemporânea Gemuce leva consigo inconscientemente para a tela a bicicleta, um meio de transporte bastante usado na sua terra natal...talvez seja saudade...por curiosidade ligo para o artista e pergunto a presença frequente da bicicleta nos seus quadros, a resposta não tarde...provêm do subconsciente (risos).
Na mostra SONATA A TRÊS MAOS os artistas não deixaram de lado a beleza feminina, o mestre Malangatana mostra na obra OS EMARANHADOS ou em MEDITANDO SOBRE O AMANHÃ a estética feminina, a Mieke talvez por ser mulher, apresenta nas suas obras 90% a figura feminina dai que baptizou uma das suas obras por AFRICAN QUEEN (Técnica: Bronze, 40 cm Ano:2006) e Gemuce BRANCO NO PRETO (Técnica: Óleo S/tela, 120x100cm, Ano: 2006), SOL E SOMBRA (técnica: Óleo S/Tela, 120 x 100 cm, Ano 2006).

SONATA A TRÊS MÃOS
De 06 à 23 de Fevereiro de 2007 no Centro Cultural Fraco Moçambicano
http://muvart.blogspot.com (blog do movimento em que Gemuce faz parte)