março 22, 2007

AV. VLADIMIR LÉNINE EM FOTOGRAFIA

Uma das fotos patentes na exposição
Vladimir Lénine
Para quem não tem uma viatura pessoal, torna-se difícil conhecer na totalidade o trajecto da avenida Vladimir Lénine, pois é um troço que os semi colectivos percorrem esta via pela metade, ou melhor partindo da baixa da cidade este trajecto pode ser feito a pé ou numa boleia.
Da avenida Marien Nguabi (próximo ao mercado Janet ) em direcção a terminal desta avenida é possível dar continuidade esperado um chapa (semi colectivo).

Para quem não quer ou não consegue fazer está ginastica, o fotografo congolês leva-nos através das suas fotos expostas no Centro Cultural Franco Moçambicano a percorrer pela Vladimir Lénine conhecedo a sua realidade em várias dimensões.

Segundo as imagens colhidas pelo fotografo, Vladimir Lénine é uma avenida que tem sido alternativa para os que procuram ganhar o seu pão, e não só. É neste troço onde encontramos um dos mercados informais com melhores produtos desde o calçado, a géneros alimentícios. A arrumação deste produtos tornam a berma da estrada uma autentica obra de arte. Sapatilhas penduradas, lençóis, curtinas e vestes diferentes dão o colorido o outro lado chamado Compound.
O movimento da moldura humana quer deslocando a pé, quer a procura do autocarro a caminho e ou para escola, serviço ou ainda hospital são captados pelos olhos e criatividade de Sammy Baloji, incluindo ainda a beleza da mulher feminina africana que também complementou a minha vista....

Pouco pude falar deste jovem fotografo Congolês, Sammy Baloji. Sugiro que faça uma leitura pessoal desta avenida visitado a exposição no CCFM.

março 18, 2007

O DEDILHAR DO MANO CHICO

Quem é esse jovem,
de cabelo branco,

de guitarra na mão...

É o Chico António, o guitarrista, compositor...(resumindo é um artista)

Esta foto tirei em Setembro de 2006, no Xima, numa casa de pasto que todas sextas e sábados acolhe sessões musicais. As sextas está reservado para banda Xitende e aos sábados um convidado. Nesta Noite, a banda Xitende cedeu o palco para o mestre Chico, para uma demonstração, a um grupo de franceses que pretendia filmar algo sobre trabalhos do autor da composição CINETA...eu não hesitei, registei está imagem.

Onde anda o mestre Chico António? Está na França a convite do dramaturgo francês Jean Delore, para apresentações de teatro contemporâneo, cujo seu papel ë tocar a guitarra e cantar.

Em setembro deste ano Chico António vai à França para espectáculos musicais com o seu grupo constituído por Carlitos Gove, Rufas Maculuve, Stélio, Jorge Domingos e Ivan Mazuze.

Na Foto: Bateria Stélio, Teclados: Rufas Maculuve, Baixo: Carlos Ngove, Guitarra e voz: Chico António
Local
: Xima

ESCULTURA CERÂMICA NAS MÃOS DE MOÇAMBICANOS


Título: Rachas
Artista: Victor Sousa
Cerâmica - 60x35x20cm
Ano: 2001

Esta é uma das obras que está exposta no Museu Nacional de Arte, numa colectiva que reunido dez (10) artistas que apresentam vinte e oito (28) obras de Escultura Cerâmica.

Na verdade são trabalhos que despertam uma atenção não só na diversidade de linguagem, técnica assim como na representação nas diversas formas de expressão: o tradicional e o contemporâneo.


Título: Elementos Estruturados
Artista: Luis Muiêngua
Cerâmica - Dimensões Variaveis
Ano: 2005

Nela encontramos o processo de cada artista, quer em inovação e criatividade ou mesmo o estágio do desenvolvimento da cerâmica em Moçambique. São obras queimadas em fornos colectivos (núcleo de Arte, Cerâmica Arte ) e algumas em fornos particulares.

Quando for visitar a exposição, lembre-se de levar na recepção do Museu Nacional de Arte o folheto com rico historial da Cerâmica em Moçambique.
Patente até 8 de Abril de 2007.
_______
Texto adaptado do folheto:
CAMINHOS DA ESCULTURA CERÂMICA
, de Alda Costa e Jorge Dias, Março 2007.
Artistas participantes na exposição: (Anésia Manjate,Faizal Omar,Luís Muiêngua,Mudaulane,Mapfara,Reinata Sadimba,Sónia Sultane,Titos Langa,Tsenane e Victor Sousa).

fevereiro 21, 2007

ALGUMAS FOTOS " SONATA A TRÊS MÃOS"

Escultura – Mieke Oldenburg

Escultura – Mieke Oldenburg


Pintura - Gemuce


Pintura - Gemuce

SONATA A TRÊS MÃOS NAS PAREDES DO CCFM

Sol e Sombra (Gemuce)
São três artistas, três formas de expressão ( Desenho - Malangatana, Escultura – Mieke Oldenburg e Gemuce - Pintura) numa SONATA A TRÊS MÃOS, uma colectiva patente no Centro Cultural Franco Moçambicano até 23 de Fevereiro.

Só pude passar pelo Centro Cultural Franco Moçambicano, CCFM, nos dias 13 e 22 de Fevereiro. Nesta exposição já conhecia as obras ou melhor a linha característica dos artistas Malangatana e Gemuce enquanto que as obras de Mieke Oldenburg constituíram novidade com as suas esculturas em bronze e barro, destacando as miniaturas resultado de uma criatividade.

Em relação aos artistas que já os conheço, os mestres Malangatana e Gemuce, a minha visita ao CCFM serviu para reviver os traços já característicos (Malangatana) e as inovações (Gemuce).

Na exposição SONATA A TRÊS MÃOS, nota-se que Gemuce mais uma vez não esconde o que lhe vem no subconsciente, liberta-o expondo na tela o seu sentimento através da pintura em aguarela e óleo sobre tela.

Gemuce exterioriza as suas vivências, perfurando desde as zonas sub urbanas e urbanas com objectivo não só de entreter os seus fãs, mas também para sensibilizar a sociedade em preservar o meio ambiente como sugere na obra “Bairro sem lixo” (técnica aguarela 82.5 x 43cm, Ano:2006).

Acrescido das influências provenientes das correntes clássica, moderna e contemporânea Gemuce leva consigo inconscientemente para a tela a bicicleta, um meio de transporte bastante usado na sua terra natal...talvez seja saudade...por curiosidade ligo para o artista e pergunto a presença frequente da bicicleta nos seus quadros, a resposta não tarde...provêm do subconsciente (risos).
Na mostra SONATA A TRÊS MAOS os artistas não deixaram de lado a beleza feminina, o mestre Malangatana mostra na obra OS EMARANHADOS ou em MEDITANDO SOBRE O AMANHÃ a estética feminina, a Mieke talvez por ser mulher, apresenta nas suas obras 90% a figura feminina dai que baptizou uma das suas obras por AFRICAN QUEEN (Técnica: Bronze, 40 cm Ano:2006) e Gemuce BRANCO NO PRETO (Técnica: Óleo S/tela, 120x100cm, Ano: 2006), SOL E SOMBRA (técnica: Óleo S/Tela, 120 x 100 cm, Ano 2006).

SONATA A TRÊS MÃOS
De 06 à 23 de Fevereiro de 2007 no Centro Cultural Fraco Moçambicano
http://muvart.blogspot.com (blog do movimento em que Gemuce faz parte)

janeiro 31, 2007



Este murral é resultado do envolvimento dos artistas na Escola Central da OTM sita na Rua das Flores, Matola 700. O responsavel foi o artista Walter Zandamela.
Continuidade do murral "ODE A SAMORA MACHEL"

ODE A SAMORA MACHEL NA VISAO DE NAGUIB

É belo gostar pelo belo.
A vida é bela quando vivida intensamente e
Sobretudo quando é feita por nós.

Samora M. Machel
15.04.1986

... a cada dia que passava pela marginal via um movimento “estranho” de jovens subindo escadas, uns quebrando azulejos, outros com pincéis nas mãos...eu não percebia do que se tratava concretamente. Os dias foram passando os “media” foram falando da iniciativa daquele espaço, o murral cujas obras estão sob a orientação do artista plástico NAGUIB.

No dia 18 de Janeiro de 2007, na companhia de um grupo de colegas, passei pela marginal procurando espaço para revermos a matéria dos exames de recorrência. Devido a minha curiosidade, a concentração não era maior, razão pela qual um dos colegas sugeriu que nos retirássemos do local, para um outro melhor, pois eu estava concentrado naquela moldura humana que trabalhava naquele murral.

Passados 10 dias, 28 de Janeiro de 2007, consegui uma boleia de um amigo meu, Danio Carimo, que apenas me levou ao local para satisfazer o meu desejo de ver de perto aquele trabalho. Caminhando a passos de camaleão, fui apreciando o trabalho dos jovens coordenados pelo mestre Naguib.

O murral ODE A SAMORA MACHEL situado na marginal em frente ao clube naval, prendeu a minha visão, creio também aos que por lá passam. Ali esta a criatividade, a dedicação, e os traços característicos do mestre Naguib, onde predomina o movimento do azul e ainda o corpo feminino característico nas suas obras, em suma diria o mestre a pintura é a poesia dos olhos e a poesia é a pintura dos ouvidos.

Pelos dizeres escolhidos para o murral como "Não se pergunta um escravo se quer ser livre", "o ignorante é incompetente, o incompetente julga saber tudo", frases ditas por Samora Machel, o Homem que considerou a juventude Seiva da Nação, faz acreditar que também o mestre Naguib artista autodidacta, inovador, homem de projectos mantem a sua relação com a juventude, razão pela qual cria oportunidade para os jovens participarem nos seus projectos, alias eu sou um dos exemplos, em 1999 convidou me a integrar no Movimento Artistas Contra Pobreza onde a titulo voluntário trabalhei na área de comunicação...confesso que apreendi bastante.

Aos visitantes (nacionais e pelo mundo fora) deste pequeno espaço se um dia passarem por este lindo Moçambique não se esqueçam de escalar a marginal e apreciar esta obra concebida pelo mestre Naguib com participação jovens da Escola Nacional de Artes Visuais.
Neste murral contemplamos a beleza e apreendemos um pouco da história de Moçambique atraves da arte.

janeiro 17, 2007

“ RABISCO”

Nunca é tarde.
Cá estou
Prosperidade caros visitantes
Juntos nesta esfera sem fronteira
De Ideias, debates e sugestões
Porta aberta, mente atenta
Sucessos nas diversas àreas de intervenção
Feliz 2007.

Pota