janeiro 31, 2007
ODE A SAMORA MACHEL NA VISAO DE NAGUIB
A vida é bela quando vivida intensamente e
Sobretudo quando é feita por nós.
Samora M. Machel
15.04.1986
... a cada dia que passava pela marginal via um movimento “estranho” de jovens subindo escadas, uns quebrando azulejos, outros com pincéis nas mãos...eu não percebia do que se tratava concretamente. Os dias foram passando os “media” foram falando da iniciativa daquele espaço, o murral cujas obras estão sob a orientação do artista plástico NAGUIB.
No dia 18 de Janeiro de 2007, na companhia de um grupo de colegas, passei pela marginal procurando espaço para revermos a matéria dos exames de recorrência. Devido a minha curiosidade, a concentração não era maior, razão pela qual um dos colegas sugeriu que nos retirássemos do local, para um outro melhor, pois eu estava concentrado naquela moldura humana que trabalhava naquele murral.
Passados 10 dias, 28 de Janeiro de 2007, consegui uma boleia de um amigo meu, Danio Carimo, que apenas me levou ao local para satisfazer o meu desejo de ver de perto aquele trabalho. Caminhando a passos de camaleão, fui apreciando o trabalho dos jovens coordenados pelo mestre Naguib.
O murral ODE A SAMORA MACHEL situado na marginal em frente ao clube naval, prendeu a minha visão, creio também aos que por lá passam. Ali esta a criatividade, a dedicação, e os traços característicos do mestre Naguib, onde predomina o movimento do azul e ainda o corpo feminino característico nas suas obras, em suma diria o mestre a pintura é a poesia dos olhos e a poesia é a pintura dos ouvidos.
Pelos dizeres escolhidos para o murral como "Não se pergunta um escravo se quer ser livre", "o ignorante é incompetente, o incompetente julga saber tudo", frases ditas por Samora Machel, o Homem que considerou a juventude Seiva da Nação, faz acreditar que também o mestre Naguib artista autodidacta, inovador, homem de projectos mantem a sua relação com a juventude, razão pela qual cria oportunidade para os jovens participarem nos seus projectos, alias eu sou um dos exemplos, em 1999 convidou me a integrar no Movimento Artistas Contra Pobreza onde a titulo voluntário trabalhei na área de comunicação...confesso que apreendi bastante.
Aos visitantes (nacionais e pelo mundo fora) deste pequeno espaço se um dia passarem por este lindo Moçambique não se esqueçam de escalar a marginal e apreciar esta obra concebida pelo mestre Naguib com participação jovens da Escola Nacional de Artes Visuais.
janeiro 17, 2007
“ RABISCO”
Cá estou
Prosperidade caros visitantes
Juntos nesta esfera sem fronteira
De Ideias, debates e sugestões
Porta aberta, mente atenta
Sucessos nas diversas àreas de intervenção
Feliz 2007.
Pota
dezembro 23, 2006
O MEU PRESENTE DO ANO
Verso a verso, vou me familiarizando com a temática do autor. Tento rebuscar no meu acervo, os poucos registos que tenho sobre Fanny Mpfumo e de seguida salto para casa do vizinho para convence-lo a tocar os temas descritos no poema.
Vizinho alegre, imagina de imediato uma passada (que também gosto de ver pessoas a dançar), imagina num Reggae que geralmente culmina com uma cerveja...nada disso, oiço um Blues A WA SATI VALOMO tema de Fanny Mpfumo interpretado por Salimo Muhamad, ex-Simião Mazuze. Do canto da cozinha ouço o grito da dona Madalena, a mãe do simpático vizinho... repita por favor, são músicas do meu tempo. Sinto o rejuvenescer da memória da Dona Madalena. Emocionado tento com a minha voz desafinada declamar o poema que me levou a casa do vizinho “ Marrabenta para Fanny Mpfumo” (pag. 14 e 15 - Maputo Blues ), dou uma tonalidade de aprendiz curioso em recital de poesia, colocando uma voz rouca nos nomes dos músicos e os respectivos temas. Do outro lado o som da loiça desaparece, ficando apenas o agradável cheiro de amendoim que dominava a sala de visita onde rolava o disco vinil de 45 rotações, num gira disco que o vizinho contava suas tristeza e alegrias movimentado pelo som daquele “Gumba-Gumba” aguardava ordens na reserva.
Em cada verso declamado, dona Madalena improvisava uma melodia, destacando em viva voz os temas de João Wate, Alexandre Langa, Fanny Mpfumo e João Domingos.
Minutos depois, tia Madalena contou o seu passado das “farras” na então Lourenço Marques, cujo citadinos era apelidados por laurentinos...uma saudade revivida graças as composições que pude pedir ao filho para escutar em sua casa, contudo tenho que agradecer a sua “Matapa” que concetrou o meu estômago e automaticamente tinha que repitir as composições do passado que alegram o presente.
Com Maputo Blues conquistei amizade da tia Madalena.
*Maputo Blues (Poesia), autor Nelson Saúte, lançado recentemente em Maputo pela editora Ndjira.
dezembro 10, 2006
ARTE COMO TERAPIA
Actualmente caminho pouco pelas ruas desta bela cidade de Maputo. Este meu caminhar lento acompanhado pelas “canadianas”(Muletas), faz de mim um homem com muitas paragens. Enquanto repouso, os olhos vão capturando algumas imagens abstratas e reais.
Porque sou da opinião que ver, ouvir e calar é perigoso, pretendo aqui compartilhar convosco algumas das minhas leituras, começando por falar das iniciativas que vão acontecendo nesta bela cidade de Maputo, a capital de Moçambique.
Começo por destacar a iniciativa das Centrais Sindicais OTM e CONSILMO que optaram por envolver artistas (pintores, actores de teatro) e sindicatos com intuito de sensibilizar a sociedade no combate ao HIV/SIDA, com destaque no local de trabalho.
A iniciativa que escalou a cidade da Beira, provincia de Sofala, abre assim um espaço de diálogo entre os trabalhadores e empregadores em relação as políticas sobre HIV/SIDA e GÉNERO no local de trabalho.
Para ver o resultado do envolvimento dos artistas na provincia de Maputo, foi escolhido o dia 14 de Dezembro de 2006 para inauguração do murral da Escola Central da OTM sita na Rua das Flores, Matola 700.
novembro 28, 2006
O OUTRO LADO DA LIGAÇÃO
o lado submersso
não necessariamente
oposto
muito menos
antagónico
este é
o lado
terráqueo
distanciado
da religião
mas nem por isso
profano
este é
o lado humano
e sobretudo
o outro lado
da religação
Domi Chirongo
novembro 06, 2006
DESLIGADO
amanhecesse
neste sossego
presente
sem pensar
no futuro
nem mesmo
no castigo
que o livro
evoca
era bom
se obedecesse
minha alma
sem ter que
obedecer
as estrelas
as árvores
e as raízes
era bom se
meu coração
cantasse
a canção
de liberdade
sem ter que recorrer
aos ancestrais,
ancestrais
escondidos
no embondeiro
ou talvés
neste ar impuro...
era bom
que olhasses
p’ra mim
como humano
não escolhido
mas também
humano de bem
como o infinito!
Domi Chirongo
ESTOU PRESENTE
Estive ausente sem pelo menos dexar pelo menos um "aviso", mas porque estou de volta, pretendo alertar aos que por aqui passam/passaram.
Estive ausente devido a um acidente registado na zona centrode mocambique, no distrito de Sussundenga, provincia de Chimoio. Nao quero prometer que jamais irei deixar esta pagina sem actualizacoes, porque da ultima vez que o fiz nao cumpri com a palavra.
Obrigado a todos que por ca passam/passaram e deixaram suas contribuicoes. Obrigado especial ao Luciano Canhanga (mangole) que atraves do seu blog www.olhoatento.blogspot.com justifcou aos leitores os motivos da minha ausencia.
Por hoje rei deixar algumas contribuicoes de amigos ligados a literatura, o Domi Chirongo.
junho 16, 2006
ARTE COMO MISSÃO DA VIDA

Olhando para esta obra, Djepokotzo, um dos quadros patentes na exposição "Visão do Silêncio" que encerra no dia 23 de Junho no Centro Cultural Franco Moçambicano, em Maputo, nota-se a viagem que Walter Zanda pretende transformar através da pintura.
"Djepokotzo" ou "Cambalhotas" é um tripitico em acrilico sobre tela, onde encontramos o momento triste e alegre que o artista procura transmitir, eis a razão da "Visão do Silêncio".
Nesta mostra, o artista reúniu apenas alguns quadros de desenho e pintura, deixando de lado a cerâmica ( outra área do seu dominio) , com intuito de mostrar a outra face da zona suburbana que normalmente é conotada com espaço de crimes e assassinatos.
Do seu bairro super povoado, o Xipamanine, apresenta a bela paisagem da madeira e zinco, os becos donde "um bom olfacto" facilmente detecta o cheiro queimado da castanha de caju, das badjias da "tia Tereza", das "magumbas fritas para o "xikento", o "Uputsu" que junta os amigos no senta baixo onde o som dos gira-discos vulgo "Gumba Gumba" complementam o ambiente da zona.
Apreciar a mostra "Visão do Silêncio" é conhecer o trajecto e o talento artístico de Walter Zand, que se espalha na música, pintura, cerâmica e a docência das artes para as crianças, fase que também passou por ela.
junho 12, 2006
AS “MÃOS” NOS DIAS DO MUNDIAL
O já esperado momento alegre do desporto “rei” chegou, os jornalistas que dominam a área são os “intocáveis”, as actualizações na Internet variam em cada página, uns mais rápidos e outros à maneira.